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Qual o Brasil que queremos?- 14/11/2011

 
Próximos à data que comemora a “proclamação da República” no Brasil, nos faz querermos olhar e constatar um pouco como anda a realidade de nosso país, a política e a vida do nosso povo. Isso sem querer buscar casos ou soluções políticas, mas antes refletirmos a nossa realidade em busca do bem das pessoas e também à luz da fé, esta que nos fortalece e anima a cada dia.
Partindo dessa fé, podemos primeiramente acreditar que uma “outra sociedade”, mais justa e fraterna, é possível, pois ela começa no anseio que temos de que todos “tenham vida e em abundância” (Jo 10,10). Essa mesma fé é a que permeia a vida de muita gente e nos faz lembrar de exemplos de pessoas entre nós, como de um recente caso de um pai de família, varredor de rua, que encontra uma quantia de dinheiro equivalente a anos de seu salário e exclama com honestidade: “o que não é da gente tem de ser devolvido”! E houve realmente esse caso lá na capital do Brasil, saindo no jornal com o título de que a honestidade do varredor de rua era exemplo para Brasília...
Assim como este simples homem é a partir de tanta e tanta gente simples que o nosso país é construído: gente trabalhadora, que se doa realmente pelos outros, chegando a se sacrificar para o sustento dos seus e das pessoas próximas... Não devemos, assim, nos iludir acreditando que mudanças acontecerão e que a dignidade do povo vai ser garantida sem a participação deste mesmo povo. Na nossa Constituição atual todos os direitos, à saúde, educação, moradia, trabalho, lazer, alimentação adequada, assistência aos desamparados..., estão garantidos (conforme o artigo 60 da Constituição Federal Brasileira), todavia, esses direitos ainda estão a caminho para serem realizados ou até mesmo são negados para muitos brasileiros.
Com isso, não queremos e não devemos nos desanimar. Ao contrário, precisamos saber que as mudanças vão acontecendo a partir de gente simples e lutadora que se organiza e assim influi na realidade social. Não devemos também nos afastar da realidade política por completo, pois quanto mais distantes estivermos da política de nossa cidade e de nosso país, mais distantes esses nossos direitos estarão para serem realizados.
Há também uma reflexão que tem sido feita atualmente e que é oportuna trazer para a nossa situação: de que a realidade do nosso Planeta também está mostrando seus limites. Com tanta exploração e devastação de matas, poluição das águas, solos e do ar..., o clima tem aquecido e o Planeta mostra que tem limites. E as pessoas mostram também certo cansaço com tanta correria em função de lucro e produção. Isto porque não é possível todos viverem um padrão de consumo com alto esbanjamento e desperdício, como acontece em certos locais ricos, por vezes, às custas dos mais pobres.
Isso acontece, porém, porque o homem hoje tem assimilado não ter limites – acha que não há limite para a tecnologia, não há limites para o consumismo, não há limites na exploração do meio ambiente e na exploração das pessoas. Daí, não entende que o Planeta tem limites, que o meio ambiente não é tão rico como se possa dizer, antes é generoso, mas com limites. E esse mesmo homem não entende que o ser humano tem direitos, deve ser cuidado e respeitado e não maltratado por extrema desigualdade social, como acontece em nosso país.
Assim, precisamos mudar a ideia que está dentro de nós de que todos temos de viver sempre e sempre “melhor”. Devemos sim viver bem, todavia, essa ideia de viver sempre melhor vem não respeitando os limites dos outros e da natureza. Pois para muitos, viver melhor é poder comprar mais, ter cada vez mais condições e coisas, ter status e mandar nas pessoas, sem saber qual é o limite para isso...
Por isso, ainda precisamos, por um lado, buscar incansavelmente que os direitos de muitos sejam garantidos – dos que estão sem trabalho, sem perspectiva de vida, sem dignidade, sem saúde... – e por outro lado, que a nossa mentalidade reflita mais, não vendo em tudo como algo para ser usado e depois descartado, antes admirar a vida como nos é doada pelo Criador, para que seja partilhada, cuidada e bem usada, e vá gerando uma sociedade mais equilibrada, justa e fraterna: que não aceite facilmente tanta ganância que gera miséria, e que sinta realmente responsável pelos caminhos que toma o nosso país.
 
 
            Fr. Marcelo Toyansk Guimarães – Santuário São Francisco de Assis.
 
 
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