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A missão de Jesus é a nossa missão hoje- 21/10/2011

No mês de outubro, a Igreja Católica dedica às Missões, e nos faz lembrar a necessidade de todos nós sermos missionários. A princípio, ela se dirige aos cristãos, para que atuem de modo mais consciente e participativo em suas comunidades e levem a mensagem de vida e esperança de Jesus às outras pessoas. Porém, esse despertar missionário não será para todos nós? Pois lembremos que a mensagem de Jesus toca às pessoas nas suas mais diversas realidades e nas mais diferentes situações da vida... O próprio Jesus diz a todos nós: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10) e se pôs próximo de prostituta, gente pecadora, marginalizados, enfermos, estrangeiros... quebrando as barreiras que discriminam e separam as pessoas em geral.
Ao falarmos de “missão” podemos então considerar o que comumente ouvimos entre o povo de que “todos temos uma missão”. Podemos dizer que todos temos algo a construir, todos sentimos apelos para melhorarmos a nossa vida e ao nosso redor, todos sentimos a necessidade de nos realizarmos como pessoas, nos desenvolvendo e colocando nossos dons a serviço e a favor dos outros... A própria vida já nos impele a uma missão, a uma realização, a um desenvolvimento que contribua com as pessoas e a sociedade, promovendo a vida nas pessoas e na realidade em que estamos.
Vemos isso naturalmente, nos pais que se sentem impelidos ao cuidado dos seus filhos, preocupando-se com eles, se dedicando a eles e dedicando suas vidas em grande parte ao sustento e cuidado de suas famílias. Vemos também em pessoas simples que sabem repartir o pouco que têm para se alimentar com outro que passa também fome. Ou mesmo o exemplo de pessoas que são honestas e até sofrem inocentemente por isso... Enfim, a vida mesma já nos impele a um comprometimento com ela, pois a própria vida nos põe em situações em que somos questionados a optar por promover a vida, por defendê-la, resgatá-la e fazer com que a vida seja mais valorizada. Isso mesmo é e foi a missão de Jesus, como ele mesmo nos disse que veio para nos trazer vida e a vida em abundância.
Deste modo, Deus, que nos vem em Jesus Cristo, mostra-nos que a missão que o próprio Filho de Deus tem é de resgatar, promover e salvar a vida, principalmente quando ela é mais ferida. E ele parte da nossa própria realidade para vivenciar essa sua “missão”: Jesus se faz presente em meio às pessoas, nas vilas, na vida cotidiana do povo, lhes falando em uma linguagem simples e acessível, com exemplos da realidade popular – como citando ovelhas e pastor, sementes, videira, etc –, além de agir indo de encontro aos anseios profundos da pessoa humana, acolhendo aos sofredores, aos enfermos, tratando sem preconceito aos estrangeiros e as mulheres então mal vistos, perdoando aos que erraram e, assim, evangeliza trazendo mais vida às pessoas quando se perderam ou se encontram oprimidas e desesperançadas (cf. Lc 4,17-19; DAp 353).
Deus não nos vem cobrar os nossos pecados, ao contrário, vem nos ensinar e orientar para um caminho em que todos possamos viver dignamente e como irmãos. Jesus nos orienta, por exemplo, com uma comparação – parábola – conhecida por muitos, chamada de “parábola do bom samaritano” (Lc 10). Quando perguntam a Jesus quem é então o “meu próximo” que devo ajudar, Jesus conta a história de um estrangeiro mal visto – do povo dos samaritanos – e mostra que este foi o único que passou perto de um homem assaltado e quase morto na estrada e o ajudou. Jesus ensina a não julgarmos as pessoas, mostra que pessoas mal vistas podem ter atitudes muito mais honradas que esperamos, e principalmente ele nos orienta que o amor ao próximo é para qualquer um que necessite de mim e eu possa ajudá-lo!
Assim foi a missão de Jesus, que se fez próximo, se doou e amou a todos até o fim, e igualmente é a nossa “missão”, de nos doarmos às nossas famílias, em nossos serviços, em nossa comunidade, mas “irmos também além”, não nos acomodando somente com as pessoas que estão perto da gente e até nos fechando em um grupinho ou mesmo nos relacionamentos que nos satisfazem, mas ir “além”: nos despertarmos a ir ao encontro de pessoas que se encontram abandonadas, doentes e que nós nem damos conta (talvez até em nossas famílias), a contribuir com os que carecem de apoio ou mesmo de dignidade, visitando-os e ajudando-os. E mesmo participando mais da nossa comunidade, da vida da Igreja, e percebermos como Jesus – que vem trazer a vida – de que a fé não nos separa da vida, muito antes nos fortalece para vivermos melhor, para superarmos melhor os problemas e nos encoraja para realizarmos a nossa “missão”, de promovermos e lutarmos para que todos vivamos com dignidade, em paz e como irmãos.
 
 
Frei Marcelo Toyansk Guimarães – Santuário São Francisco de Assis.
 
 
 
 
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