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A vida de São Francisco de Assis, convite à conversão- 13/10/2011

 
            Dia 4 de outubro comemoramos São Francisco de Assis. Homem de Deus tão admirado pelas pessoas que foi se projetando sobre os homens de todo o mundo, inquietando grandes e pequenos, sábios e ignorantes, pobres e ricos, homens de várias crenças... E se nos perguntamos o segredo de Francisco, simplesmente descobriremos que “levou a sério o Evangelho” – o ensinamento e a vida de Jesus! Acreditou na Palavra de Cristo! Entregou-se a Deus com uma confiança de criança...
            São Francisco encanta e cativa bem como desperta e nos faz refletir diante dos caminhos que trilhamos. Ele com seu encontro com Jesus Cristo e sua perseverança corajosa em segui-lo nos desafia de modo discreto a crermos que também nós podemos dar passos no caminho que Jesus nos aponta. Ele ainda jovem se inquieta diante de sua vida festiva e diante das contradições de sua vida e de seu tempo, marcados pelo aburguesamento, acúmulo e busca de prestígio.
            Após ser preso por um tempo e adoecer, começa a percorrer uma inquietação que se faz em sua vida: De seguir ao “servo” ou ao “Senhor”? É com essas palavras que suas biografias vão nomear um questionamento que lhe instaura: Francisco buscava felicidade, amigos e ser bem sucedido, mas por quais caminhos isso se daria de forma mais profunda e verdadeira? Pelo lucro e como um famoso cavaleiro – assim seguindo ao “servo”, às coisas e aos interesses pessoais – ou como uma pessoa que ia descobrindo o valor da vida, na compaixão aos mais fracos e numa vida em que se sentiria em paz consigo mesmo e com o próprio Senhor...
            A essa sua inquietação, Francisco vai respondendo com uma coragem em ser “menor” e “irmão”; menor ao ir descobrindo sentido nas realidades simples da vida, no acolhimento e na compaixão aos sofredores; e irmão ao se solidarizar com as pessoas e com o mundo que estava ao seu redor, marcado por disputas e guerras, não mais como um famoso homem que manda, mas como um homem fraterno que busca ajudar a todos que vai encontrando daí então.
            Francisco se encontra com alguns pobres e começa a doá-los, por caridade, tudo o que carrega consigo. Mas, certa vez, ele se encontra com um homem com lepra, doença que ele não suportava, tinha um preconceito, e que na coragem que percorria em ser próximo aos “pequenos” deixa-se mover por compaixão, e acolhe ao leproso. Assim, ele não só dá coisas aos pobres, mas começa a doar a si mesmo, quebrando toda uma barreira de preconceito que a sua própria educação lhe impusera: em ver somente um doente “perigoso” e não a vida humana sofrida atrás daquela doença. E isso não deixa de ser comum entre nós hoje quando nos separamos dos “diferentes” de nós, dos mendigos, dos drogados, daqueles que nos “dão trabalho”...  
            Francisco encontra-se também com algumas igrejinhas em ruínas, abandonadas, e percebe então que a “casa” de oração, a casa onde nos encontramos com Deus na intimidade da oração, estava também deteriorada. Por fé e amor, ele põe-se a reconstruir essas igrejinhas com seu próprio esforço e trabalho. Coloca-se numa vida de operário com suas próprias mãos, põe sua vida realmente a serviço da Igreja de Jesus. E nessa sua vida entregue a Deus, nos irmãos e à comunidade, ele vai respondendo ao chamado que o próprio Cristo lhe inquietava ao coração: a viver uma vida nova, de mudança daquilo que afasta em fazer o bem ao próximo, aos sofredores, para uma entrega radical ao amor, no caminho que Jesus mesmo percorreu, doando sua vida e se colocando “como aquele que serve”.
            Foi na descoberta da alegria de servir que Francisco de Assis deixou a casa de seus pais, trocou as oportunidades em ser um cavaleiro renomado e ter influências na cidade, para ter uma vida muito mais profunda, simples, despojada, repleta pela alegria em ser irmão de todos, e livre de egoísmos que nos prendem em fazer o bem e viver em paz com as pessoas, consigo e com Deus.
Nesse caminho, ele abraça também a “cruz”, doando-se radicalmente por amor, seguindo a Jesus no bem e isso o faz até as últimas consequências. Experimenta o amor profundo de Jesus em sua vida, “louvando ao Senhor por todas as suas criaturas”, e mesmo junto à cruz, à enfermidade e até ante a “irmã” morte, assim, ele os veem com fraternidade e aprende a acolher mesmo as situações de dor e de entrega com uma sincera confiança em Deus.
 
            Frei Marcelo Toyansk S. Guimarães, frei franciscano capuchinho.
 
 
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