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Mês da Bíblia: O livro do Êxodo- 10/09/2011

Todo ano a Igreja Católica no Brasil dedica o mês de setembro para que intensifiquemos a leitura e o aprofundamento da Bíblia. Sabemos que a Bíblia é um dos livros mais lidos de toda a história da humanidade e que ela foi escrita ao longo de muitos anos e por muita gente que confiava em Deus e que buscavam viver como irmãos. A Bíblia foi escrita por pessoas, mas tem a inspiração do próprio Deus que fala conosco e em meio à nossa vida e realidade, trazendo força para a nossa fé e esperança.
E Deus fala em meio às nossas várias situações, seja de alegria ou de dificuldade, de dor ou bem-estar, em comunidade ou individualmente... Por isso, a Bíblia traz textos muito diversos, de pessoas e grupos que percebem a presença de Deus e nos transmitiram por salmos, poemas, parábolas, histórias, meditações, cartas, provérbios, cantos, leis para organizar o povo, fatos concretos e simbólicos... revelando para nós o próprio Deus que caminha conosco, bem como a resposta e o caminhar de seu povo, que é também o nosso caminhar.
A Bíblia, que é a Palavra de Deus, tem muitos textos e, por isso, foi dividida em 73 livrinhos. A maior parte foi escrita séculos antes de Jesus nascer e uma parte foi escrita com a vinda de Jesus Cristo. Dos textos antes de Jesus, temos um dos mais antigos e importantes que se chama “Êxodo”. Talvez não tínhamos visto ainda esse nome, mas os relatos que este livrinho da Bíblia traz são muito conhecidos de todos: Quem não ouviu sobre Moisés que acompanha o povo para sair da escravidão do Egito (Ex 14)... ou quem não ouviu sobre os Dez Mandamentos (Ex 20)... Esses relatos estão nesse livrinho chamado Êxodo.
O Êxodo quer dizer “saída”, trata da “saída” do povo oprimido como escravo no Egito, a terra do faraó, em busca de uma “terra prometida”, onde o povo poderia viver como irmão e com dignidade. Nesse livrinho do Êxodo temos relatado que o povo (chamado de hebreus ou o povo da Bíblia) estava trabalhando em serviços muito duros, sem salário, como escravos para o enriquecimento ainda maior do faraó, o rei do Egito (Ex 1,11-13). E traz uma passagem muito importante para a nossa fé, de que Deus vê o sofrimento do povo e vem para libertá-lo.
Assim está na Bíblia: “Javé (Deus) disse: Eu vi muito bem a miséria do meu povo que está no Egito. Ouvi o seu clamor contra seus opressores, e conheço os seus sofrimentos. Por isso, descipara libertá-lo do poder dos egípcios e para fazê-lo subir dessa terra para uma terra fértil e espaçosa, terra onde corre leite e mel” (Ex 3,7-8). Essa passagem é muito central para a nossa fé. Deus vê e ouve o sofrimento do povo e o nosso... e não fica assistindo, mas “sente” com a gente as nossas dores. Ele toma sempre atitude, “desce” ao nosso encontro, está no meio de nós, para “libertar” o povo, para nos libertar. Essa ação de Deus é muito forte, pois essa libertação é tirar um povo oprimido e obrigado a duros trabalhos para construir uma vida em comunidade, em que poderiam usufruir o fruto dos seus trabalhos para o bem de suas famílias. E essa libertação se dá também conosco hoje...
Pensemos que essa saída da opressão do Egito foi muito marcante para aquela gente, pois o Egito explorava muitas regiões e cidades. E os que saíram do Egito, com a fé no Deus libertador, contavam muito bem como era a opressão do Império do Egito, lá no próprio Egito, pois para realizar enormes construções e colocar o faraó como um deus, exploravam muitos povos.
Muita gente saía das cidades que eram exploradas pelo Egito para buscar alguma outra terra para sobreviverem. Pois quem ficava com dívida com o Egito tinha até de vender a sua própria família para trabalhar lá como escravos. Por isso, o grupo que “fugiu” do Egito junto com Moisés era um grupo vitorioso: Não só tinham escapado da escravidão, mas saiam do centro da opressão, a terra do faraó, e era como que tivessem vencido o faraó e os membros do seu exército e superado toda a exploração.
É parecido quando os negros escravizados no Brasil “escaparam” da dominação e formaram os “quilombos”. Era uma vitória! Ou ainda hoje quando o povo unido consegue enfrentar com uma greve ou uma passeata a uma grande empresa ou um governo que estejam agindo com exploração ou corrupção... Foi o que vimos nesse último 7 de setembro, com as passeatas contra a “corrupção”, é o povo mostrando que também não quer o sistema do faraó hoje, com explorações e desigualdades sociais.  
Sabemos, porém, que a caminhada é longa e não podemos desanimar. Depois que aquele grupo saiu do Egito teve de percorrer com Moisés um bom tempo através do deserto até chegar a “terra prometida”, onde ia se unir a outros grupos sem terra para viverem uma vida de comunidade e não mais de exploração do jeito do faraó. E esse caminho está no livro Êxodo, capítulos 15 ao 18, os quais esse ano a Igreja incentiva que leiamos e em grupos possamos refleti-los e trazê-los para os nossos dias. Assim como o povo da Bíblia teve muitos desafios em sua travessia, nós os temos hoje...
Temos desafios nas vezes que um dependente de drogas sai da droga, como o povo que saiu da escravidão do Egito, mas ele vai ter de perseverar – como o povo que caminhou no deserto – e junto com outros encontrar força para se recuperar e reencontrar sua dignidade. Assim acontece também em tantas outras situações de nossas vidas, como nos momentos de doenças, desemprego ou mesmo de desentendimentos na família.
Que como o povo da Bíblia ao percorrer o deserto sentiu a falta de água e comida, mas também aprendeu que não podia acumular como o faraó, e sim partilhar para sobreviver como comunidade (Ex 16,16-19), nós também aprendamos com a luz da Palavra de Deus a partilhar nossas dores e esperança, e assim perceberemos que Deus caminha conosco, caminha com seu povo unido na solidariedade, em busca da “terra prometida”, para reencontrar uma vida com dignidade, com perdão e partilha, vivendo “como irmãos”.
 
Frei Marcelo Toyansk Guimarães/ Santuário São Francisco de Assis.
 
 
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