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“A Palavra de Deus é viva e eficaz” (Hb 4,12)- 02/09/2011

 
           
No mês de setembro, a Igreja Católica no Brasil dedica como “mês da Bíblia” com a intenção de nos levar a um maior aprofundamento e conhecimento da Palavra de Deus. Quando falamos da Bíblia estamos nos referindo ao livro mais lido pelo nosso povo. Ao abrir a Bíblia estamos abrindo um dos livros mais lidos de toda a história da humanidade! E um livro tão lido e procurado pelo nosso povo deve ter um segredo muito grande...
            Pois a Bíblia traz a força que alimenta a esperança e a fé de todos nós. Todavia, ainda têm muitos que dizem ser difícil às vezes entendê-la por ela trazer em algumas partes textos que a gente não entende logo na primeira vez que lemos. Por outro lado, está na memória e na vida das pessoas muitos trechos da Bíblia que são muito conhecidos, como os salmos, várias passagens da vida de Jesus que nos são transmitidas pela própria Bíblia, além de outras partes da Bíblia, por exemplo, o Apocalipse com sua linguagem cheia de símbolos ou ainda os Dez Mandamentos (Ex 20), a figura de Moisés, a narração da criação do mundo (Gn 1 e 2), com Adão e Eva, as parábolas de Jesus, entre outros.
            Temos de saber também que a Bíblia não foi escrita por uma só pessoa, mas por muita gente que buscava viver como um povo irmão, na fé e na justiça, junto de Deus. E ela começou a ser escrita por um povo simples há três mil anos atrás e terminou de ser redigida pouco depois da vinda de Jesus, ou seja, quase dois mil anos atrás. Porém, quando a Igreja coloca setembro como “mês da Bíblia” não quer só que com isso aprofundemos a Bíblia como um livro de estudo, muito antes que percebamos e acolhamos o que Deus nos diz nesses textos que formam o livro chamado Bíblia.
            Assim, mais que um livro de estudo, ela traz Deus “falando” ao seu povo e este que vai buscando respondê-lo. Vamos ver então uma passagem da Bíblia, também chamada de Sagrada Escritura por ser Deus que vem a nós e nos fala ainda hoje. Logo no começo da Bíblia, no livrinho chamado Gênesis, temos o relato da “criação do mundo” que narra assim: “No princípio Deus criou o céu e a terra... Deus disse: ‘Que exista a luz!’ E a luz começou a existir...” (Gn 1,1.3), e assim se narra que Deus dizia e tudo começava a existir: o sol, a lua, os mares e as terras, as plantas e os animais... e, por fim, criou o ser humano: “E Deus criou o homem à sua imagem; à imagem de Deus ele o criou; e os criou homem e mulher” (Gn 1,27).
            Muito importante percebermos que a narração nos conta que “Deus disse” e todas as coisas iam se fazendo. Isso mostra para nossa fé que Deus é a fonte de todas as coisas, todas as coisas surgem quando Deus em seu amor “diz” para existirem, assim é a “Palavra” de “Deus” que traz “vida” a todo o mundo. Do mesmo modo, todas as coisas nesse mundo nos levam a perceber a bondade e o amor do próprio Criador. E de modo especial, quando Deus cria o ser humano, o faz “à sua imagem”, e o ser humano assim é alguém diferenciado, não só por ser racional, mas por ter uma profundidade e capacidade para amar, semelhante a Deus. Assim ele é chamado a agir com perdão e misericórdia, atitudes que não vemos nos animais e plantas, mas precisamos encontrar no ser humano, assim como fez o próprio Deus-Homem, Jesus Cristo.
            Vemos como através da Bíblia podemos aprofundar a nossa fé. Por ela podemos conhecer muito mais da pessoa de Jesus Cristo, como o caminho de salvação para as nossas vidas. Queremos ainda nesse breve artigo transcrever um pequenino texto em que Deus “falou” ao povo da Bíblia (os hebreus ou povo de Israel) quando estavam como escravos lá no Egito, isso há cerca de 3200 anos atrás. Deus se dirige a Moisés, um homem também desse povo oprimido, e lhe fala assim: “Javé (Deus) disse: Eu vi muito bem a miséria do meu povo que está no Egito. Ouvi o seu clamor contra seus opressores, e conheço os seus sofrimentos. Por isso, desci para libertá-lo do poder dos egípcios e para fazê-lo subir dessa terra para uma terra fértil e espaçosa, terra onde corre leite e mel” (Ex 3,7-8).
            Essa passagem da Bíblia é muito importante e central para nossa fé e para todos nós hoje também. Deus vê o sofrimento do povo e o nosso... ele também ouve nossas dores e clamores... e não fica só assistindo mas “conhece” nossa dor, isto é, “sente” com a gente nossos sofrimentos e desafios. E mais ainda, ele toma sempre atitude, “desce” ao nosso encontro, e está no meio de nós. E para quê? Para “libertar” o povo, para nos libertar. Essa ação de Deus é muito forte. Se quando nos livramos de uma simples dor de cabeça, já nos dá um grande alívio, pensemos que libertar uma pessoa de toda uma situação de opressão é uma atitude de muito amor de Deus que muda a vida por completo: restaura a vida humana, lhe dá ânimo, esperança, a tornando livre para viver com os irmãos, com alegria.
            Assim, pela Bíblia, que é a Palavra de Deus, escutamos a voz do nosso Deus que sempre nos ama e nos dirige Palavra de força, de encorajamento, de libertação, e isso também para nós hoje: libertação das nossas opressões, da opressão do tráfico de drogas, da opressão vindas pelas desuniões, brigas ou doenças... Deus quer nos levantar para superarmos nossas dificuldades em meio a nossa vida. E isso é completo com Jesus Cristo, a Palavra do Pai para nós. Que com esse incentivo pelo “mês da Bíblia” abramos mais nossas Bíblias e os corações, para ler a Palavra de Deus, escutá-lo e dele recebermos sua paz e força para sermos mais irmãos, fazendo aquilo que Jesus fez e nos ensinou.
 
Frei Marcelo Toyansk Guimarães 
frei franciscano capuchinho/Santuário São Francisco
 
 
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