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Dia dos Pais - Vocação à família- 12/08/2011

O “Dia dos Pais” tem sua origem há mais de quatro mil anos atrás, quando um jovem na Babilônia, chamado Elmesu, moldou em argila um cartão, desejando “sorte, saúde e longa vida” a seu pai. Disso percebemos que o desejo de felicitar e agradecer à pessoa do pai acompanha o ser humano de longa data. Esse reconhecimento e  importância dos pais que se dá ao longo da história, no Brasil manifestamos publicamente em todo 2º domingo de agosto com o “Dia dos Pais”.
            Nos próprios “Dez Mandamentos”, contidos na Bíblia, temos “honre seu pai e sua mãe: desse modo você prolongará sua vida, na terra que Javé seu Deus dá a você” (Ex 20,12). “Honrar aos pais” é um dos mandamentos que deve ter sido redigido há cerca de três mil anos atrás, e vem nos atestar que muitas culturas e há muito tempo reconhecem que aos pais são devidos respeito e cuidados por parte de seus filhos.
            Uma vez que os pais, com o passar dos anos, tem como a sua história e seu grande valor não tanto os acontecimentos de suas primeiras décadas, mas vivendo intensamente em função de seus filhos, com eles está a sua história agora e neles põem o grande valor de suas vidas. Certo que pode haver exceções, às quais são devidas aos desencontros que a vida mesma impõe, porém, não se pode negar que os pais, por vocação, são fortemente envolvidos pela vida dos filhos, doando-se a eles com seu trabalho e preocupações.
            Se das mães lembramos muito do carinho e acolhida, características próprias do feminino, dos pais, com as suas características em lutar, defender e trabalhar, ressaltamos que expressam assim seu amor e dedicação intensa a seus filhos. Sabemos, pois, que cada pessoa necessita sempre da companhia e das qualidades do seu próximo, assim também se faz nas relações familiares. A família é o lugar onde as qualidades de cada um tendem a se entrelaçar e onde vamos aprendendo que somos chamados a viver uns pelos outros.
            Desse modo, o pai, com seu jeito geralmente mais prático e objetivo, e a mãe com suas características de ternura e acolhimento, juntamente com os filhos que enriquecem cada qual a seu modo, evidenciam a fecundidade da família. E na ausência do pai, da mãe ou de um filho, o que se faz hoje em dia tão comum, a família continua sendo o espaço em que todos são chamados a se unirem, para se defenderem e se ajudarem, e mais ainda, para se compreenderem e crescerem no amor.
            Claro que não há pai se não houvesse uma mãe e filho; mas com os muitos desencontros entre as pessoas atualmente, seja por violências ou separações, encontramos muitas vezes a mãe e os filhos com a ausência do pai, ou outras inúmeras situações, como a presença de padrastos, filhos que crescem somente com avós, entre outros. Isso, todavia, não desmerece a realidade familiar em que cada um de nós veio. Pois é na família que nascemos, crescemos e aprendemos tudo dos nossos primeiros anos de vida. Para a família trabalhamos de manhã até a noite. Ela nos traz grande preocupação, mas também é fonte de grande alegria. Por isso, a família é “um dos nossos maiores tesouros” (DAp 432) e, sendo afetada por muitas dificuldades, merece ser melhor estruturada e valorizada por todos.
            Dizemos, assim, que a base da família é o amor. Deus é amor. E é ele que faz nascer o amor entre as pessoas. É uma graça um encontrar outro que o ame e constituir uma família. Precisamos, contudo, saber que a vida familiar depende de nossos esforços. Ela é base da felicidade para as pessoas, para a Igreja e sociedade, mas requer nosso cultivo de diálogo, da verdade, do respeito, da paciência, do amor, do perdão... Pois assim a nossa base, a família, será um melhor espaço de crescimento humano e do amor, lugar em que os pais e filhos se sintam valorizados e felizes, marcados por uma verdadeira e boa vivência familiar.
            Que, para isso, com esse “Dia dos Pais” e com a “Semana da Família” que hoje começa em todo Brasil, lembremos que Jesus nos ensinou a chamarmos Deus de “Pai”, aquele que sempre olha por nós, e que pode nos iluminar em nossas relações familiares com essas palavras da Bíblia: “Esposas, sede solícitas para vossos maridos, como convém, no Senhor. Maridos, amai vossas esposas e não sejais grosseiros com elas. Filhos, obedecei em tudo aos vossos pais, pois isso é bom e correto no Senhor. Pais, não intimideis os vossos filhos, para que eles não desanimem” (Cl 3,18-21).
                                                    
 
 
                                  Fr. Marcelo Toyansk S. Guimarães
 
 
 
 
 
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