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Dia do Migrante- 25/06/2011

Dia do migrante: Uma realidade presente entre nós

 

Neste mês de junho, pelo calendário da Igreja Católica, comemora-se no dia 25 o Dia Nacional do Migrante, que assim é celebrado no domingo anterior, sendo nesse ano 19 de junho. Tal dia nos faz refletir uma realidade que permeia muito as relações humanas e com grande impacto social, a questão dos muitos migrantes atuais, os quais nossa cidade de Penápolis acolhe centenas a cada ano.

            Poderíamos até ver a migração, o sair para outro estado e até para outro país, como uma realidade própria da pessoa humana, uma vez que a maioria das pessoas no início de sua idade adulta sai da casa de seus pais para uma moradia independente. Todavia, no mundo atual os diversos motivos que fazem as pessoas irem para outras terras não são simplesmente por opções pessoais, mas necessidades provenientes de guerras, busca de sobrevivência, de melhor trabalho e de melhorias para a própria família, exclusões sociais, entre outras. E é dado que 1 a cada 7 pessoas no mundo hoje vive longe de onde nasceu (conforme relatório de 2009 do PNUD).

            Nesse sentido, vemos que a nossa realidade não difere da migração no contexto bíblico, em que muitos migravam por necessidades similares. Moisés migra com o povo mantido em trabalhos forçados e sem salário no Egito, na busca de uma vida digna e por uma realidade que garantisse os direitos do povo. Dizemos que foi inclusive uma “fuga” de tão dramática que era a vida explorada do povo no Egito e colocamos este episódio como uma verdadeira “epopéia”, uma histórica heróica, pois demonstra que na migração muitas vezes está contida a busca da própria libertação. Mais adiante, temos o povo judeu que migra novamente, saindo então da escravidão do Império da Babilônia.

            Séculos mais tarde, a Bíblia nos traz a própria pessoa de Jesus, que igualmente tem de migrar para escapar da perseguição do rei Herodes, temeroso que o recém-nascido Jesus lhe fosse uma ameaça (Lc 2,13s). Esse episódio nos mostra que a realidade de fuga para sobreviver atinge comumente aos mais fracos, que são espoliados e perseguidos por pessoas que usurpam algum poder, o que poderíamos chamar hoje em dia de um sistema que visa cegamente o lucro e descarta com indiferença a multidões de pessoas, dentre os quais muitos que necessitaram migrar.

            Por isso que a Igreja nos últimos decênios tem percebido essa grande necessidade de se voltar aos migrantes. Ela considera indispensável o acolhimento, a atenção e o auxílio aos migrantes. Já em 1985, fundou no Brasil o Serviço da Pastoral do Migrante e conclama a todos “fazer garantir o respeito pelos direitos e necessidades de todos, especialmente dos pobres, humilhados e desprotegidos” (Bento XVI, DCE 30).

            Trazemos presente, assim, alguns dados relevantes sobre os migrantes. A migração estimula a economia, uma vez que os que migram contribuem com o desenvolvimento da localidade para onde vão e ainda muitas vezes com o desenvolvimento da localidade de onde vieram; mas, isso é feito com duros sacrifícios. Para nosso estado de São Paulo migram atualmente milhares de pessoas vindas de regiões pobres, do norte de Minas e do Nordeste, vindos em geral para o corte de cana, trabalho que já comprometeu a vida e a saúde de muitos migrantes.

            Para esse trabalho, muitos migram e vem residir também em Penápolis e região. E constatamos que muitas vezes não estão em situação digna: Muitos sem sequer um cobertor neste tempo de frio, sem roupas de frio, e indo inclusive trabalhar com o único “uniforme” que têm e úmido por terem de lavá-lo diariamente. Milhares ainda vêm em ônibus clandestino e sem carteira assinada, contrariando a própria legislação (conforme dados no site www.pastoraldomigrante.org.br).

Muitos vêm igualmente com determinação em conseguir um dinheiro para alguma melhoria às suas famílias e enfrentam o pesado trabalho do corte de cana, longe de sua gente, por isso, passando por muitas carências. Assim, eles são realmente merecedores do nosso auxílio, tanto para residirem dignamente em meio às nossas cidades como para que tenham garantidos os seus direitos trabalhistas e de cidadãos.

 

                                                                      Fr. Marcelo Toyansk S. Guimarães

 
 
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