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Mãe, Maria e Igreja - 05/05/2011

            Mãe, realidade bonita, que neste segundo domingo de maio queremos homenageá-la e valorizá-la. Mãe é a realidade da mulher que gera e nutre o filho e nos remete a cuidado, carinho, ternura e àqueles inúmeros momentos em que choramos e descansamos no colo como crianças. Todos nós experimentamos a realidade da maternidade, seja pelo menos durante a nossa gestação, seja durante a infância e adolescência, ou ainda para alguns convivendo com sua mãe durante toda a vida. Mesmo que a tenhamos tido por pouco tempo, experimentamos a atitude materna também por tantas pessoas quando nos geram carinho e afeto.

            Mas algumas pessoas têm o privilégio de experimentar a maternidade não só como filhos, mas também sendo mães e geradoras de vida, carinho e amor! A elas de modo especial este domingo lembra e, é preciso reconhecer, nelas se encontram tanto apoio a nós dado, a nossa base para toda a vida, que, entretanto, nos acostumamos e, por vezes, passamos até despercebidos de que nossa vida foi gerada e é gerada pelo afeto e amor a nós dado gratuitamente.

            Queremos lembrar a figura da mãe também nas Sagradas Escrituras. Na Bíblia temos muitas figuras maternas: Eva, mãe da humanidade, Sara, mãe de Isaac, entre outras, porém, destacamos Maria de Nazaré, mãe de Jesus, a qual costumamos lembrar no mês de maio. Dela queremos lembrar o que a própria Bíblia revela. É chamada de “cheia de graça”, graça que quer dizer aquela gratuidade de Deus sempre para conosco, nos dando gratuitamente a vida, a força para trabalhar, a paz, a alegria na convivência... mas Maria é “cheia” dessa gratuidade de Deus, pois ela acolhe tudo o que Deus faz em sua vida. Nós muitas vezes ignoramos muitas presenças de Deus em nossas vidas, enquanto Maria a acolhe.

Ela tem fé no Deus presente em meio ao povo, aos simples, e ela vai ao encontro das pessoas, como foi ao de sua prima Isabel (Lc 1,39s); ela tem esperança na vida e na liberdade que vem de Deus; e, assim, sabe dizer “sim” a Deus na realidade simples e cotidiana de sua vida em Nazaré, sendo fiel mesmo em meio aos riscos e dificuldades. Por isso, ela vai sempre acolhendo a salvação que vem de Deus, na paz, na caridade fraterna, na compaixão ao próximo, no serviço gratuito e em todos os momentos, ela vai acolhendo esse amor e essa ternura que vem de Deus para gerá-los a todas as pessoas.

Esse acolhimento do amor e da ternura, próprio de uma mãe, que acolhe em seu ventre uma vida nova e, assim, a nutre com carinho, paz e afeto, igualmente é em Maria, acolhendo ao Salvador em si e o gerando à humanidade, e, assim, a Igreja também o faz, acolhendo a salvação de Jesus Cristo no amor e na fé e a manifestando a todas as pessoas, sendo chamada a alargar esse amor de Cristo ao revelar-se caridosa com os pequenos e misericordiosa com os que sofrem nesse nosso mundo atual.

Todavia, essa Igreja de Jesus, que gera a paz e o amor, acontece conosco, com a nossa participação e compromisso. A justiça e a paz são, sem dúvida, a vontade de Deus para todas as pessoas. Só que elas vão acontecendo conforme nós formos assumindo a misericórdia, o amor, o bem, pois assim como Deus contou com o acolhimento de uma mãe para que uma criança seja gerada, contou com o “sim” de Maria que acolheu nela o próprio Salvador, conta conosco, despertando a nós cristãos a recebermos em nossas vidas a mensagem de Jesus e a colocá-la em prática, fazendo que ela hoje também nasça em nosso meio.

Que possamos gerar a paz, a fraternidade, com ações justas e solidárias... E, nesta semana que se inicia, podemos também iniciá-la esperançosos com as Missões Franciscanas que acontecerão nos bairros do Jd. Pevi, Rosa Alberton, São Francisco, Jd. Planalto, Florença e Alphaville, pela qual serão visitadas as mais de mil famílias desses bairros, a fim de nos despertar mais, como Maria, a acolhermos a Palavra de Deus, e a colocarmos em prática, gerando amor, cuidado e acolhida, como fazem as mães.

  Frei Marcelo Toyansk Guimarães – Santuário São Francisco de Assis.

 

 
 
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