Penápolis, Quarta-Feira, 14/11/2018 PrincipalFale conosco
Busca
Principal Sobre o Santuário Os Freis Evangelho do dia Horários Notícias Fale conosco
 
Cadastre seu e-mail e receba uma mensagem de paz em sua caixa postal todas as semanas
Nome
E-mail
Notícias e Comunicados

A Espiritualidade da Semana Santa- 16/04/2011

Caro leitor! Após termos vivenciado o tempo da Quaresma com jejum, abstinência e oração, iluminados pelo tema da Campanha da Fraternidade: “Fraternidade e a Vida no Planeta”. Iniciamos pela a proximidade da Páscoa, a Semana Santa com a celebração do Domingo de Ramos, o qual pode ser chamado de abertura do retiro anual de nossas comunidades. Enquanto algumas pessoas enxergam a ocasião como um longo feriado, outras aproveitam o momento para rezar e viver a memória do sacrifício de Jesus.
Neste Domingo evocam-se dois mistérios: a Entrada de Jesus em Jerusalém e sua Paixão. Por isso este dia é chamado de Domingo de Ramos e da Paixão. Comemoramos a entrada do Senhor em Jerusalém, para realizar o seu mistério Pascal. O Cristo é reconhecido pelo povo como Messias, que vem realizar todas as promessas dos profetas: justiça para os pequenos, amor e misericórdia em vez de lei castigo, participação de todos em pé de igualdade, em vez de grupos poderosos dominando o povo, plena comunhão com Deus.
Na segunda, terça e quarta-feira da Semana Santa, a Igreja contempla o Servo sofredor, aparecendo, como figuras eloquentes, Maria Madalena que perfuma o corpo do Senhor, Pedro e Judas.
Na quinta-feira Santa iniciamos o Tríduo Pascal, centro de todo os momentos celebrativos. A liturgia desse dia nos oferece dois momentos. A Liturgia do Santo Crisma na parte da manhã em que, o bispo se reúne com os padres e o povo para a sagração dos óleos usados nos sacramentos: o óleo dos catecúmenos, usado antes do batismo; o óleo do crisma, usado depois do batismo, na criança, na ordenação de bispos e padres e também na dedicação de igrejas e altares; o óleo dos enfermos, usado no sacramento da unção dos enfermos. A tarde celebram-se os mistérios da última Ceia: o novo mandamento, pelo lava-pés, a Eucaristia e o sacerdócio ministerial. Tudo isso, pela entrega de Jesus para ser crucificado, pela entrega de Jesus em cada Santa Missa, pela entrega dos cristãos pelo amor fraterno.
Na sexta-feira Santa, a Igreja não celebra a Eucaristia. Ela permanece em jejum. Comemora a Morte de Cristo por uma Celebração da Palavra de Deus, constatando de leituras bíblicas, de preces, adoração da cruz e comunhão. A comunidade é chamada a testemunhar que Jesus é verdadeiramente o Filho de Deus. Na cruz ele se torna o único mediador entre o Pai e a humanidade. Apesar de ser rejeitado e condenado por anunciar que o Reino será dos pobres, Jesus permanece fiel, sendo então exaltado por Deus, que o ressuscita ao terceiro dia. Unindo-se ao crucificado, a comunidade pode vencer a maldade humana, as diversas formas de morte que se opõem à vida.
O sábado Santo é do dia do grande silêncio. Cristo desce à mansão dos mortos. Assume o destino do homem até o fim. Penetra no abismo da morte, para dele sair vitorioso. A noite celebramos a vigília pascal, o ponto alto na vida de um cristão. É considerada a mãe de todas as Vigílias. Toda a vivência da quaresma e da semana santa deve ter por meta a participação ativa na Vigília Pascal. Nesta noite santa, a Igreja não celebra apenas a Páscoa de Jesus Cristo. Celebra também a páscoa dos cristãos, seus membros. Cristo ressurgiu da morte. O pai o salvou e glorificou, ele é agora a coluna de fogo que rompe as trevas da escuridão fazendo prevalecer o seu clarão. Cristo é o novo Adão: com ele começa a re-criação do mundo. Cristo é o novo Moisés: ele liberta o povo de todas as escravidões, rumo à Terra Prometida, onde o povo inicia uma nova experiência, uma vida em liberdade e fraternidade, baseada na Aliança com Deus.
A Vigília Pascal é a festa batismal. Pelo batismo, nós atravessamos as águas do Mar Vermelho e começamos a participar do mistério pascal de Jesus Cristo. Pelo batismo morremos e ressuscitamos com Ele. É inicio de uma vida renovada, de acordo com o Espírito de Jesus. Quem morre e ressuscita com Cristo, se compromete a não viver mais de acordo com certos critérios e valores da sociedade, contrários ao evangelho de Jesus Cristo. Compromete-se a ser sal da terra e luz no mundo, fermento na massa, ferramenta de transformação... Compromete-se a fazer, e ajudar a fazer, a passagem de condições de vida menos humanas para condições mais humanas.
Celebremos na Páscoa de Cristo, a nossa Páscoa. A ressurreição de Cristo é fundamento da nossa fé e o motivo de esperança em nossa própria ressurreição.
 
Frei Leandro Vaz, OFMCap.
 
 
Principal Sobre o Santuário Os Freis Galeria de Fotos Horários Notícias Fale conosco  
 

Este site foi visitado 243461 vezes.

© 2009 Santuário São Francisco de Assis - Penápolis. Todos os direitos reservados.