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Refletindo sobre o Dízimo- 31/03/2011

         A palavra dízimo é encontrada pela primeira vez em Gênesis 14, 18-20: “ Melquiseded, rei de Salém e sacerdote de Deus Altíssimo, mandou trazer pão e vinho, e abençoou Abrão, dizendo: Bendito seja o Deus Altíssimo que entregou teus inimigos em tuas mãos! E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo”.

         Abraão oferece a Deus 10% de todos os seus bens, em agradecimento pela assistência de Deus nas lutas contra os inimigos.
         Dízimo deve brotar da gratidão, do reconhecimento de que Deus é o Senhor de tudo. Se eu tenho é porque Ele me deu.
         Na Bíblia encontramos uma série de textos que falam e que insistem na importância do dízimo. Para a Bíblia, dízimo significa: “dar a décima parte de tudo aquilo que se tem”.
         Os exemplos dos dízimos e ofertas no Antigo Testamento contém princípios importantes a respeito do benefício do dinheiro que são válidos também para nós. Estes princípios nos ajudam a entender o sentido e a importância do dízimo que ofertamos a Deus e à comunidade. Vejamos:
 
1. Na lei de Deus, os israelitas tinham a obrigação de entregar a décima parte das crias dos animais domésticos, dos produtos da terra e de outras rendas como reconhecimento e gratidão pelas bênçãos divinas. O dízimo era usado primeiramente para cobrir as despesas do culto e o sustento dos seus sacerdotes. Deus considerava o seu povo responsável pelo uso dos recursos que Ele lhes dera na terra prometida.
         Um princípio básico: Devemos lembrar-nos de que tudo quanto possuímos pertence a Deus, de modo que aquilo que temos não é nosso, é algo que Deus nos confiou aos cuidados. Não temos nenhum domínio sobre nossas posses. Certamente que, para isso, se exige determinada espiritualidade amadurecida. Temos que ir crescendo na fé para descobrirmos esse senhorio de Deus e a nossa dependência em relação a Ele.
 
2. No âmago do dízimo encontrava-se a idéia de que Deus é o dono de tudo. Os seres humanos foram criados por Ele, e a Ele devem o fôlego de vida. Sendo assim, ninguém possui nada que não haja recebido originalmente do Senhor. Nas leis sobre o Dízimo, Deus estava simplesmente ordenando que os seus filhos devolvessem parte daquilo que Ele já lhes tinha dado.
          Devemos decidir, pois, de todo coração, servir a Deus e não ao dinheiro. Este é o grande apelo de Jesus (Mt 6,19-24). A Bíblia deixa claro que a cobiça é uma forma de idolatria (Cl 3,5). O apelo era em função do bem comum.
 
3. Além dos dízimos, os israelitas eram instruídos a trazer numerosas ofertas ao Senhor, principalmente na forma de sacrifícios. O livro do Levítico prescreve várias oferendas rituais: o holocausto (Lv 1; 6,8-13), a oferta de manjares (Lv 2: 6,14-23), a oferta pacífica (Lv 3: 7,22-21), o oferta pelo pecado (Lv 4, 1-5,13), e a oferta pela culpa (Lv 5, 14-6; 7, 1-10).
         Nossas contribuições devem ser para a promoção do Reino de Deus, especialmente para a obra da Igreja local a propagação do Evangelho pelo mundo, para ajudar os necessitados, para acumular os tesouros no céu e para aprender a honrar e amar ao Senhor.
 
4. Além das ofertas prescritas, os israelitas podiam apresentar outras ofertas voluntárias ao Senhor. Algumas destas eram repetidas em tempos determinados, ao passo que outras eram ocasionais. Por exemplo: quando o povo empreendeu a construção do Tabernáculo no monte Sinai, trouxeram literalmente suas oferendas para a fabricação da tenda e de seus móveis. Ficaram tão entusiasmados com o empreendimento que Moisés teve que lhes ordenar que cessassem as oferendas (Ex 36, 3-7).
         Nossas contribuições devem ser proporcionais à nossa renda. No Antigo Testamento, o dízimo era calculado em uma décima parte. Dar menos que isso era desobediência e infidelidade a Deus.Isto equivalia a roubá-lo. Semelhantemente, o Novo Testamento requer que as nossas contribuições sejam proporcionais àquilo que Deus nos tem dado (1 Cor 16,2; 2 Cor 8,3-12). E isso é mais exigente. A nossa contribuição deve ser medida pela abertura de coração à ação de Deus e a caridade cristã.
 
5. Houve ocasiões na história do Antigo Testamento em que o povo de Deus reteve egoisticamente  o dinheiro não repassando os dízimos e ofertas regulares ao Senhor. Nestas ocasiões, os profetas energeticamente denunciavam a infidelidade do povo e as conseqüências que recebiam como castigo, por não serem fiéis ao dízimo. Ageu e Malaquias dedicam o seu ministério profético visando a conscientizar o povo da necessidade de oferecer o dízimo e as ofertas para a manutenção do templo e do culto a Deus.
         Hoje, também, muitos cristãos ainda não descobriram a importância do dízimo e não são fiéis à comunidade e a Deus. É missão da Igreja conscientizar os seus filhos e filhas de que Deus é Senhor de tudo, tudo o que devemos provém de suas mãos generosas e que não temos o direito de reter tudo para satisfazer nosso egoísmo.
         Assim, nossas contribuições devem ser voluntárias e generosas. Isto nos é ensinado tanto no Antigo como no Novo Testamento. Não devemos hesitar em oferecer a nossa contribuição e ofertas, ainda que, muitas vezes, seja com sacrifícios; pois foi com tal espírito de sacrifício que o Senhor se entregou por nós. Para Deus o sacrifício envolvido é muito mais importante do que o valor monetário da dádiva.
         Nosso dízimo e nossas ofertas devem ser entregues com alegria, pois é o reconhecimento da ação amorosa e gratuita de Deus e, mais ainda, Ele nos prometeu recompensar-nos em conformidade com o que lhe temos dado e a sua Palavra não passa, Ele é sempre fiel.
 
 
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