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IV CERCO DO SANTUARIO SÃO FRANCISCO DE ASSIS- 22/07/2010

IV CERCO DE JERICÓ DO SANTUÁRIO SÃO FRANCISCO DE ASSIS – 25 de Julho a 01 de Agosto
 
 
O IV CERCO DE JERICÓ
 
O IV Cerco de Jericó do Santuário São Francisco de Assis terá como tema Central, iluminado pelo Ano Sacerdotal e o Ano Eucarístico, EUCARISTIA, SACRAMENTO DE AMOR.  
 
“Quem come minha carne e bebe meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6,54)
 
Jesus instituiu diversas maneiras de permanecer conosco. Essa idéia perpassa todo o conteúdo da nossa espiritualidade: a presença de Jesus no meio de nós. A maioria dessas maneiras (oração, Igreja, Evangelho, reflexões, etc.) é espiritual, ritual, metafísica. Outras, porém, são físicas, reais, palpáveis, como a caridade devida aos pobres e a assistência material prestada à Igreja. Há outro meio, porém, de inigualável excelência que é a Eucaristia, o sacramento do amor. Ali, a presença de Jesus é visível, e como tal, real.
Por que Jesus disse que estaria conosco só até o fim do mundo?  A resposta, embora profunda, parece-nos fácil. É semelhante à alocução paulina em que ele afirma que por ora existem a fé, a esperança e o amor, mas que o amor é mais importante. Mais importante por quê? Porque um dia, na eternidade nossa esperança e nossa fé se converterão em certeza, perdendo, portanto, a razão de existiram.
O que é a fé? A fé é dom. É um meio auxiliar que Deus nos dá para irmos além do mistério. É certeza do que não se vê. Ora, vendo o Cristo, vivendo o Reino, não precisamos mais da fé. O mesmo sucede com a esperança. Ela é igualmente dom, é virtude teologal (infundida por Deus em nós) para que esperemos algo de bom e futuro, mesmo sem saber bem o que esperamos.
A esperança tem origens na fé. Temos esperança porque acreditamos. Quando o que esperamos acontece, deixamos de ter esperança no que aconteceu, pois se trata já de um acontecimento do presente, e não mais do futuro. Desfazendo-se, por realizadas, a fé e a esperança, o que permanece? Permanece o amor!  Por que permanece o amor?  Porque o amor é a essência de Deus (cf. 1Jo 4,8.16), vem de Deus (v. 7) e, como tal, “jamais haverá de passar” (1Cor 13,8).
A vida eterna, na comunhão daquele que é amor, será uma eternidade de amor, pois nessa conformidade teológica, o amor nunca há de acabar. Portanto, através das formas que instituiu, Jesus estará conosco só até o fim dos tempos, pois no Reino estaremos juntos pessoalmente e não de forma metafísica (conduzidos pela esperança), ou sob as espécies de pão e vinho (conduzidos pela fé).
Essa presença real de Jesus na Eucaristia, é a consolidação das promessas do pão da vida feitas após a multiplicação dos pães. Uma presença real desse quilate só poderia ser concebida por alguém que nos amasse muito, escolhendo ficar em permanente comunhão com seus amados. Além desse amor-presença, a Eucaristia é memorial do amor de Deus por nós (cf. Jo 3,16), pela entrega de Jesus na cruz, por nosso amor (“ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos” Jo 15, 13). A partir dessa perspectiva, a Eucaristia é o sacramento-núcleo da Igreja católica, pois é sinal de união, de amor e presença.
Tendo isso em vista, queremos refletir neste IV Cerco de Jericó, a Eucaristia como centro do amor de Deus no nosso meio. A cada dia teremos dimensões Eucarísticas na vida da Igreja e na nossa vida. Vejamos os temas diários:
 
TEMA DOS DIAS:
 
1º. Dia, Domingo 25/07 – EUCARISTIA, O PÃO DA VIDA
 
Leituras do 18º. Domingo do TC – Ano B
1ª. Leitura Ex 16,2-4.12-15; Salmo 77; 2ª. Leitura Ef 4,17.20-24; Evangelho Jo 6,23-35.
 
Muita gente hoje, como no tempo de Jesus, tem dúvidas acerca da presença real de Cristo no Pão Eucarístico. Muitos se perguntam: Como pode ser isso?...Não é demais para nossa inteligência humana aceitar tudo isso?...”
É verdade, nossa inteligência humana não é capaz de captar esta presença misteriosa de Cristo na Eucaristia. Somente com os olhos da fé podemos experimentar esta presença real e íntima de Cristo no Pão Sagrado.
Queridos irmãos, estas são as razões pelas quais nós, os católicos, conforme o mandato do Senhor: “Façam isso em memória de mim”, celebramos a eucaristia domingo após domingo, e cremos com toda firmeza que Cristo glorificado está realmente presente no pão e no vinho consagrados.
 
2º. Dia, Segunda - feira 26/07 – EUCARISTIA E PARTILHA
 
Leituras do 17º. Domingo do TC – Ano B
1ª. Leitura 2 Rs 4,42-44;  Salmo 144; 2ª. Leitura Ef 4,1-6; Evangelho Jo 6,1-15.
 
Ao multiplicar o pão e os peixes, Jesus chama os discípulos à responsabilidade  e mostra que partilhando o que Deus abençoa, a comida se multiplica e ainda sobra. Ele quer que continuemos esse trabalho porque a fome de Deus e a fome do pão material só se saciam com a partilha da vida.
O milagre da multiplicação dos pães vislumbra um milagre ainda maior, a Eucaristia, o Corpo de Cristo repartido entre todos, sinal do amor de Deus e pão nosso de cada dia. O milagre, na verdade, não é a multiplicação, é a partilha.
Que este Cerco nos ajude e reconhecer Jesus presente na Santa Eucaristia e partilhar o que temos, somos e sonhamos com os que necessitam.
 
3º. Dia, Terça-feira 27/07 – EUCARISTIA E SERVIÇO
 

Leituras da Quinta-Feira Santa – Ceia do Senhor – Ano C

1ª. Leitura Ex 12,1-8.11-14; Salmo 115; 2ª. Leitura 1 Cor 11,23-36; Evangelho Jo 13,1-15.

 
O lava-pés é o protótipo do humilde serviço aos outros e revela o verdadeiro sentido da eucaristia. Jesus comeu o pão e bebeu o vinho com os discípulos na última ceia da antiga aliança. Enquanto ceava, se levantou, lavou os pés dos discípulos, retomou seu lugar à mesa, instituindo, a seguir, a ceia da nova aliança. O lava-pés, ao mesmo tempo em que faz a transição da antiga para a nova aliança, revela o espírito da eucaristia: a oferta de "nossos corpos como hóstia viva, santa e agradável a Deus", no humilde serviço fraterno, como Jesus faz. Por isso, Jesus disse aos discípulos quando chegou a hora da última ceia: "desejei ardentemente comer esta páscoa convosco antes de sofrer. Asseguro-vos que a comerei nunca mais, até que se cumpra no Reino de Deus".
Servir como Jesus serve: lavando os pés uns dos outros. Que este Cerco nos ajude e reconhecer Jesus presente na Santa Eucaristia e servi-lo doando todo o nosso ser para a edificação do Reino de Deus.
 
4º. Dia, Quarta-feira 28/07 – EUCARISTIA E COMUNHÃO
 
Leituras do 5º. Domingo da Páscoa – Ano B
1ª. Leitura At 9,26-31; Salmo 21; 2ª. Leitura 1 Jo 3,18-24; Evangelho Jo 15,1-8
 
Comungando no mesmo pão e no mesmo cálice, Corpo e Sangue do Senhor, pleno do Espírito Santo, nós somos misteriosa e realmente unidos a Cristo e, no seu Espírito, unidos uns aos outros. É esta contínua união de todos os comungantes com o Senhor e entre si que faz a Igreja manter-se unida e crescer no único Espírito.
A Eucaristia é sacramento da comunhão da Igreja, através de duas direções: Primeiro, uma direção vertical: comungando, somos unidos a Cristo, entramos numa íntima, misteriosa e realíssima comunhão com ele: Podemos dizer não só que cada um de nós recebe Cristo, mas também que Cristo recebe cada um de nós.
Esta comunhão misteriosa e real com o Senhor, que é Cabeça da Igreja, gera uma segunda comunhão: comunhão profunda com os outros, isto é, os irmãos que comungando do mesmo Corpo e Sangue tornam-se “con-corpóreos” e “con-sangüíneos” em Cristo: a nossa união com Cristo, que é dom e graça para cada um, faz com que, nele, sejamos parte também do seu corpo total que é a Igreja. A Eucaristia consolida a incorporação em Cristo operada no Batismo pelo dom do Espírito.
 
5º. Dia, Quinta-feira 29/07 – EUCARISTIA, RECONCILIAÇÃO E PERDÃO
 
Leituras do 24º. Domingo do TC – Ano A
1ª. Leitura Ecl 27,33-28,91; Salmo Responsorial Sl 102; Leitura Rm 14,7-9; Evangelho Mt 18,21-35
 
O perdão é um dom, uma graça que procede do amor e da misericórdia de Deus. Há, porém, a exigência de se abrir o coração, criar um espírito de conversão. Na comunidade se buscará a paz, onde não reina a paz prevalecem as ofensas, o desejo de vingança e de retaliação. Portanto, a reconciliação é imprescindível, sem restrições, avançando na direção do perdão mútuo. 
A missa é o sacrifício de Jesus que se imola por nós e assim realiza plenamente em nós a remissão de nossos pecados e as penas devidas pelos pecados, concedendo-nos a graça da penitência, de acordo ao grau de disposição de cada um. É Sangue derramado para remissão dos pecados, é Corpo entregado para saldar a dívida que tínhamos.
Se compadece de seu povo e forma um pacto com ele. Compadece-se de seu povo e o livra da escravidão. Compadece-se de seu povo e lhe dá o maná, e é coluna de fogo que o protege durante a noite. Compadece-se e envia a seu Filho Único, como Messias salvador de nossos pecados. E Deus, em Jesus, se compadece de nós e nos dá seu perdão, não somente na confissão senão também na eucaristia.
 
6º. Dia, Sexta-feira 30/07 – EUCARISTIA E MISSÃO
 
Leituras do 3º. Domingo da Páscoa – Ano A
1ª. Leitura At 2,14.22-33; Salmo 15; 2ª. Leitura 1 Pd 1,17-21; Evangelho Lc 24,13-35
 
A “missão” são as tarefas que devem cumprir a comunidade inteira, e cada um de seus membros, ao seu nível e segundo seu próprio carisma, seguindo o mandato do mesmo Cristo e aceitando consciente e responsavelmente os compromissos assumidos diante (dentro) da Igreja, por meio do Batismo, a Confirmação e a Eucaristia.
Pelo fato da Eucaristia ser uma ação ritual, não quer dizer que não implique de diversas maneiras a missão. Ao contrário, é o lugar privilegiado de concentração e expressão, de renovação e compromisso da missão, de envio para a missão.
Para isso, basta recordar encontro de Jesus ressuscitado com os discípulos de Emaús: pela palavra de Jesus que lhes explica o acontecimento de sua morte e ressurreição, e pelo “partir do pão”, os discípulos renovam sua fé e confiança, e sentem-se impulsionados a voltar para Jerusalém para anunciar aos onze a notícia.
Isto é o que explica que a Eucaristia tenha sido substituído por “Missa” que significa “enviar, enviado”, para cumprir a missão, como que dizer, cumprir as tarefas encomendadas e recomendadas pelo mesmo Senhor, recordadas e renovadas na Eucaristia, em ordem a estender o Reino e edificar a Igreja no mundo.
 
7º. Dia, Sábado 31/07 – EUCARISTIA E COMPROMISSO SOCIAL
 
Leituras da Solenidade de N. S. J. C. Rei do Universo – Ano A
 
1ª. Leitura Ez 34,11-12.15-17; Salmo 22; 2ª. Leitura 1 Cor 15,20-26.28; Evangelho Mt 25,31-46
 
A eucaristia está plenamente vinculada à dimensão social da vida humana. Sendo a celebração do mistério Pascal da vida, morte e ressurreição de Jesus é também a celebração das alegrias e tristezas, mortes e sofrimentos do homem e da mulher de todos os tempos. A eucaristia abraça e impregna toda a criação. “O mundo criado, não somente o gênero humano, mas todo o cosmos volta ao Pai, redimido por Jesus Cristo”.
Ao participar bem da celebração da eucaristia, é impossível, não partir para o compromisso ético, social e político.
Como celebrar o Mistério da Páscoa de Jesus, a entrega de sua vida, se não acolhermos a graça para sairmos de nós mesmos, do nosso egoísmo e abrir-nos à fraternidade que nos faz ver e sentir compaixão pelos que sofrem, tomar o pão, agradecer, repartir e distribuir? Não foi isto que fez Jesus e nos mandou fazer em sua memória?
 
8º. Dia, Domingo 01/08 - EUCARISTIA, SACRAMENTO DE AMOR
 
Leituras do 20º. Domingo do TC – Ano B
1ª. Leitura Pr 9,1-6; Salmo 33; 2ª. Leitura Ef 5,15-20; Evangelho Jo 6,51-58
 
Deus quer oferecer aos homens, em todos os momentos da sua caminhada pela terra, o “pão” da vida plena e definitiva. Naturalmente, os homens têm de fazer a sua escolha e de acolher esse dom. No Evangelho, Jesus reafirma que o objetivo final da sua missão é dar aos homens o “pão da vida”. Para receber essa vida, os discípulos são convidados a “comer a carne” e a “beber o sangue” de Jesus – isto é, a aderir à sua pessoa, a assimilar o seu projeto, a interiorizar a sua proposta. A Eucaristia cristã (o “comer a carne” e “beber o sangue” de Jesus) é um momento privilegiado de encontro com essa vida que Jesus veio oferecer.
Quem está disposto a comungar o Cristo eucarístico deve ter a reta intenção, isto é, sentir o desejo de receber Jesus para a santificação de sua vida e de seus projetos.  Nunca deve comungar por outros motivos, como por exemplo, por influência, por vaidade, para ser visto e ser considerado piedoso, por rotina ou para fazer gosto a outras pessoas. Seriam comunhões inválidas, prejudiciais à vida espiritual.
A Eucaristia, que nasce do amor de Cristo e gera o amor, quer fortalecer esse encontro para que todos vivam em absoluta comunhão, de fé, justiça e paz.
 
 
 
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