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CERCO DE JERICÓ- 23/01/2012

O que é o Cerco de Jericó
 
Para obter uma vitória certa, alguns piedosos poloneses organizaram em seu país aquilo a que chamam o Cerco de Jericó. O Cerco de Jericó consiste num incessante “assalto” de rosários, durante sete dias e seis noites, rezados diante do Santíssimo exposto.
Por que “Cerco de Jericó”?
No Antigo Testamento, depois da morte de Moisés, Deus acolheu Josué para conduzir o povo hebreu. Deus disse a Josué que atravessasse o Jordão com todo o povo e tomasse posse da terra prometida. Ora, a cidade de Jericó era uma fortaleza inexpugnável. Ao chegar junto às muralhas de Jericó, Josué ergueu os olhos e viu um anjo, com uma espada na mão, que lhe deu ordens concretas e detalhadas. Josué e todo Israel executaram fielmente as ordens recebidas: durante seis dias, os valentes guerreiros de Israel deram uma volta em torno da cidade. No sétimo dia, deram sete voltas. Durante a sétima volta, ao som da trombeta, todo o povo levantou um grande clamor e, pelo poder de Deus, as muralhas de Jericó caíram…
 
“Jericó, cidade murada, tinha se fechado diante dos israelitas, e ninguém saía dela nem podia entrar. O Senhor disse a Josué: ‘Vê, entreguei-te Jericó, seu rei e seus valentes guerreiros. Dai volta cidade, vós todos, homens de guerra: contornai toda a cidade, uma vez. Assim farás durante seis dias. Sete sacerdotes, tocando sete trombetas, irão adiante da arca. No sétimo dia dareis sete vezes volta cidade, tocando os sacerdotes a trombeta. Quando o som da trombeta for mais forte e ouvirdes a sua voz, todo o povo soltará um grande clamor e a muralha da cidade desabará. Então o povo tomará (de assalto) a cidade, cada um no lugar que lhe ficar defronte’. Josué, filho de Num, convocou os sacerdotes e disse-lhes: ‘Levai a arca da aliança, e sete sacerdotes estejam diante dela tocando as trombetas.’ E disse em seguida ao povo: ‘Avante! dai volta cidade, marchando os guerreiros diante da arca do Senhor.’ Logo que Josué acabou de falar, os sete sacerdotes, levando as sete trombetas, retumbantes, puseram-se em marcha diante do Senhor, tocando os seus instrumentos; e a arca da aliança do Senhor os seguiu. Marcharam os guerreiros diante dos sacerdotes que tocavam a trombeta, e retaguarda seguia a arca; e durante toda a marcha ouvia-se o retinir das trombetas. Ora, Josué havia dado essa ordem ao povo: não griteis, nem façais ouvir a vossa voz, nem saia de vossa boca palavra alguma, até o dia em que eu vos disser: Gritai! Então clamareis com força’. A arca do Senhor deu uma volta cidade, e retornaram ao acampamento para ali passar a noite. Josué levantou-se muito cedo e os sacerdotes levaram a arca do Senhor. Os sete sacerdotes, levando as sete trombetas retumbantes, marchavam diante da arca do Senhor, tocando a trombeta durante a marcha. Os guerreiros precediam-nos, e retaguarda seguia a arca do Senhor. E ouvia-se o retinir da trombeta durante a marcha. Deram volta cidade uma vez, no segundo dia, e voltaram ao acampamento. O mesmo fizeram durante seis dias. Mas, ao sétimo dia, levantando-se de madrugada, deram volta cidade sete vezes, como nos dias precedentes: esse foi o único dia em que fizeram sete vezes a volta. Quando os sacerdotes tocaram as trombetas na sétima volta, Josué disse ao povo: ‘Gritai, porque o Senhor vos entregou a cidade. A cidade será votada ao Senhor por interdito, como tudo o que nela se encontra; exceção feita somente a Raab, a prostituta, que terá a sua vida salva com todos os que se encontram em sua casa, porque ocultou os espiões que tínhamos enviado. Mas guardai-vos (de tocar) no que é votado ao interdito. Se tomardes algo do que foi anatematizado, atraireis o interdito sobre o acampamento de Israel, o que seria uma catástrofe. Toda a prata, todo o ouro e todos os objetos de bronze e de ferro serão consagrados ao Senhor e farão parte do seu tesouro.’ O povo clamou e os sacerdotes tocaram as trombetas. E logo que o povo ouviu o som das trombetas, levantou um grande clamor. A muralha desabou. A multidão subiu cidade, sem nada diante de si. Tomaram a cidade e votaram-na ao interdito, passando a fio de espada tudo o que nela se encontrava, homens, mulheres, crianças, velhos e até mesmo os bois, as ovelhas e os jumentos. Josué disse então aos dois homens que tinham explorado a terra: ‘Entrai na casa da prostituta e fazei-a sair de lá com tudo o que lhe pertence.’ Os espiões entraram na casa e fizeram sair Raab, seu pai, sua mãe, seus irmãos e tudo o que lhe pertencia, toda a sua parentela, e puseram-nos em segurança fora do acampamento de Israel. Queimaram a cidade com tudo que ela continha, exceto prata, ouro e todos os objetos de bronze e de ferro que foram recolhidos aos tesouros da casa do Senhor. Josué conservou a vida de Raab, a prostituta, bem como a da família de seu pai e a de todos os seus, de sorte que ela habitou no meio de Israel até este dia, por que ela havia ocultado os mensageiros enviados a explorar Jericó. Então proferiu Josué este juramento: ‘Maldito seja diante do Senhor quem tentar reconstruir esta cidade de Jericó! Será ao preço do seu primogênito que lhe lançará os primeiros fundamentos, e será custa do último de seus filhos, que lhe porá as portas!’ o Senhor estava com Josué, e o seu renome divulgou-se por toda a terra.” (Js 6)
 
Jericó é a mais antiga cidade do mundo (provavelmente 4 a 6 mil anos a.C.), prometida por Deus ao povo eleito. Fechada, porém, aos planos de Deus, Josué foi inspirado a cercar a cidade por 7 dias, volteando-a com a Arca da Aliança. Além disto, em Jericó, dentre tantos acontecimentos bíblicos, destacam-se:
 
a)       Benção de Eliseu (2Rs 2,19-22), tomando saudáveis e fecundas as águas da fonte, donde Jericó é tida como verdadeiro oásis no deserto;
b)       Ao poente, situa-se a montanha do jejum e da tentação de Jesus (Mt 4,1-11) recordando a importância da fidelidade confiante na Palavra de Deus;
c)        A cura dos dois cegos (Mt 20,2-34), que suplicaram a Jesus: “Senhor, que nossos olhos se abram!”
 
Mais que uma narrativa histórica da conquista, estes fatos têm assumido uma dimensão cultural e espiritual de súplica confiante ao Senhor, como forma de superação das dificuldades e obstáculos à obra de Deus em nós e na sua comunidade: “Lança os teus cuidados sobre o Senhor e Ele te sustentará” (Sl 55-23).
 
HISTÓRIA DO CERCO ATUAL
 
O Santo Padre devia ir à Polônia a 8 de maio de 1979, para o 91º aniversário do martírio de Santo Estanislau, bispo de Cracóvia. Em fins de novembro de 1978, sete semanas depois do Conclave que havia eleito João Paulo II, a Rainha Vitoriosa do Santo Rosário, Maria Santíssima, deu uma ordem precisa a uma alma privilegiada da Polônia: “Para a preparação da primeira peregrinação do Papa à sua Pátria, deve´se organizar na primeira semana de maio de 1979, em Jasna Gora, um Congresso do Rosário: sete dias e seis noites de rosários consecutivos diante do Santíssimo Sacramento exposto.” No dia da Imaculada Conceição (8 de dezembro de 1978), Anatol Kazczuck, daí em diante promotor desses Cercos, apresentou a ordem da Rainha do Céu a Monsenhor Kraszewski, bispo auxiliar da Comissão Mariana do Episcopado. Ele respondeu: “É bom rezar diante do Santíssimo Sacramento exposto; é bom rezar o terço pelo Papa; é bom rezar em Jasna Gora. Podeis fazê´lo.” Anatol apresentou também a mensagem de Nossa Senhora a Monsenhor Stefano Barata, bispo de Czastochowa e presidente da Comissão Mariana do Episcopado. Ele alegrou´se com o projeto, mas aconselhou´os a não darem o nome de “congresso”, para maior facilidade na sua organização. Como esse “assalto”de rosários devia durar sete dias, e, tal como em Jericó, tinha´se certeza da vitória, deu´se´lhe o nome de Cerco de Jericó.
O padre diretor de Jasna Gora aprovou o projeto, mas não queria que se realizasse em maio por causa dos preparativos para a visita do Santo Padre. Dizia ele: “Seria melhor em abril.” “Mas a Rainha do Céu deu ordens para se organizarem esses rosários permanentes na primeira semana de maio”, respondeu o Sr. Anatol. O padre aceitou, recomendando´lhe que fossem evitadas pertubações. A Santíssima Virgem sabia bem que o Cerco de Jericó em maio não iria perturbar a visita do Papa, porque ele não viria. E, logo a seguir, as autoridades recusaram o visto de entrada no país ao Santo Padre, como tinham feito a Paulo VI em 1966. Consternação geral em toda a Polônia!
O Papa não poderia visitar a sua Pátria. Foi, então, com redobrado fervor que se organizou o “assalto” de rosários. E, no dia 7 de maio, ao mesmo tempo que terminava o Cerco, caíram “as muralhas de Jericó”. Um comunicado oficial anunciava que o Santo Padre visitaria a Polônia de 2 a 10 de junho. Sabe-se como o povo polonês viveu esses nove dias com o Papa, o “seu”Santo Padre, numa alegria indescritível! No dia de 10 de junho, João Paulo II terminava a sua peregrinação, consagrando, com todo Episcopado polonês, a nação polaca ao Coração Doloroso e Imaculado de Maria, diante de um milhão e quinhentos mil fiéis reunidos em Blonic Kraskoskic. Foi a apoteose! Depois dessa estrondosa vitória, a Santíssima Virgem ordenou que se organizassem Cercos de Jericó todas as vezes que o Papa João Paulo II saísse em viagem apostólica. “O rosário tem um poder de exorcismo”, dizem os nossos amigos da Polônia, “ele torna o demônio impotente.” Por ocasião do atentado contra o Papa, em 13 de maio de 1981, os poloneses lançaram de novo um formidável “assalto” de rosários e obtiveram o seu inesperado restabelecimento. Mais uma vez, as muralhas de ódio de satanás se abatiam diante do poder da Ave Maria.
Em várias partes do mundo estão sendo realizados agora Cercos de Jericó. A 2 de fevereiro de 1986, aquela mesma alma privilegiada recebia outra mensagem da Rainha Vitoriosa do Santíssimo Rosário: “Ide ao Canadá, aos Estados Unidos, à Inglaterra e à Alemanha para salvar o que ainda pode ser salvo.” Nossa Senhora não pede, mas ordena que se organizem os rosários permanentes e os Cercos de Jericó, se queremos ter certeza da vitória.
O “CERCO DE JERICÓ”, quando realizado com fé e confiança, tem permitido que Deus realize maravilhas. Assim, tem renovado pessoas, famílias e comunidades inteiras, uma vez que revaloriza a oração e maneira interrupta e comunitária, por 7 dias e 7 noites, onde se poderá trazer pedidos e louvores por escrito e depositar num cofre especial.
 
 
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