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QUARTA-FEIRA DE CINZAS - Início da Quaresma- 20/02/2012

 

 

 

          

            Na próxima quarta-feira, a Igreja celebra a “Quarta-Feira de Cinzas”, marcando o início do tempo litúrgico da Quaresma.

            Qual o sentido da imposição das Cinzas?

            O emprego das cinzas era difundido na maioria das religiões antigas. Simboliza, ao mesmo tempo, o pecado e a fragilidade humana. Cinzas, pó e terra praticamente se equiparam.

            O segundo capítulo do Gênesis descreve como o ser humano, feito de barro, tornou-se um ser vivente pelo sopro da vida provindo de Deus (Gn 2,7). Quando o homem deixou de reconhecer a sua condição de criatura, querendo-se igualar a Deus, comendo do fruto proibido, teve que voltar à terra de que fora tirado, “porque és pó, em pó te hás de tornar” (Gn 3,19)...E somente quando o homem reconhece que é pó, que faz parte da terra, e que tudo o mais provém de Deus, é gratuidade de Deus, brotará novamente a vida desse pó. Assim, Jesus Cristo,  o Filho de Deus, assumindo a nossa condição humana se fez obediente e obediente até a morte de cruz (Fl 2,8), aceitou descer à sepultura e, por isso, Deus o exaltou e lhe deu um nome que está acima de todo nome (Fl 2,9). Daí por diante, o pó e de modo especial as cinzas adquiriram um significado especial na liturgia cristã.

            O gesto de imposição das cinzas, realizado no início da Quaresma, exprime uma confissão pública, por parte da assembléia reunida, de sua condição de pecadora e de sua pobreza existencial. É sinal de penitência e conversão. Ao receber as cinzas confessamos, de joelhos trêmulos, nossa fraqueza e limitação: somos pequenos, não passamos de pó, experimentamos o próprio nada. Cobrindo-nos de cinzas, reconhecemos nossa fragilidade e a necessidade de uma conversão autêntica, abrindo-nos à misericórdia de Deus. Reconhecemo-nos carentes e necessitados da graça de Deus.

            As cinzas colocadas em nossas cabeças no início da Quaresma constituem, portanto, sinal de penitência, de humildade, de reconhecimento de nossa condição humana. Estas cinzas provêm das palmas do Domingo de Ramos indicando a presença do Cristo vitorioso sobre o pecado e a morte. A palma é sinal de vitória. Para chegarmos à Páscoa temos que passar pelo deserto, pela purificação, pelo sofrimento e aniquilamento do orgulho, da autosuficiência, do egoísmo. É morrendo para o pecado que ressurgiremos para a vida nova em Cristo. A comunidade é convidada a realizar um processo de conversão. Assim, de coração purificado, poderemos celebrar o mistério pascal de Cristo.

            O rito da imposição das cinzas não deve ser visto como uma cerimônia vazia, de caráter supersticioso ou quase mágico, como se cancelasse automaticamente os pecados ou excessos cometidos durante o carnaval ou em outras ocasiões. Deve manifestar uma disposição profunda para iniciar os exercícios de conversão da Quaresma, através da prática da oração, do jejum e esmola. Ao recebermos as cinzas, o Ministro diz: “Convertei-vos e crede no Evangelho”. Foi com este apelo que Jesus iniciou o seu ministério público (Mc 1,15).

            É este o apelo que a Igreja faz aos seus filhos e filhas espalhados por toda a terra. Façamos desta Quaresma um tempo de oração, de reflexão e conversão.

 

Fr. Adalto Antônio

Pároco do santuário São Francisco de Assis

 

 

 
 
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