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Advento – tempo de espera pela vinda de Jesus- 21/11/2011

 

Durante o ano, temos duas grandes festas centrais para a fé cristã: o Natal e a Páscoa. Por serem celebrações tão importantes de nossa fé cristã são precedidas de algumas semanas de forte preparação pessoal e em comunidade: antes da Páscoa, temos o tempo da quaresma, e antecedendo ao Natal, o tempo do Advento. Assim, chegando ao final do ano, nos aproximando da festa do Natal, do nascimento do Salvador, temos o início já neste domingo – 27 de novembro – do tempo do “Advento”.
            O Advento compreende ao tempo das quatro semanas anteriores ao Natal do Senhor. Hoje em dia comumente lembramos desse tempo mais pelas compras de presentes e por alguns grupos que se reúnem para a Novena de Natal. Todavia, o Advento é uma prática que remonta desde o século IV da era cristã, e é marcado como um tempo de espera, de alegre expectativa, de aguardo e abertura à salvação. Salvação que é esperada por toda a humanidade, enquanto aguarda pela libertação do que ameaça e angustia a vida, em vista de uma vida digna, feliz e reconciliada. Isso na confiança de que esta salvação nos vem pelo amor e pelo perdão do próprio Deus em Jesus.
            Deus, que sempre ama e vem ao encontro da humanidade, olha com misericórdia o ser humano perdido em seus desencontros e pecados. Ele nunca abandona a humanidade, muito antes sempre a consola e a reergue. E a humanidade, por sua vez, também vai buscando essa misericórdia de seu Deus. Vemos isso resumido nas vozes do profeta Isaías e de João Batista durante esse tempo do Advento: João apela para o retorno à justiça e a retidão, retorno aos caminhos do Senhor, na expectativa de acolhê-lo e ser liberto do pecado; Isaías anuncia esperançosamente a vinda de um novo mundo, de justiça e de paz, pelo perdão e libertação que se encontram no Salvador.
            Todavia, de modo especial, temos na pessoa de Maria, a mãe de Jesus, toda a abertura à misericórdia e às promessas que Deus nos faz: nela se sintetiza “os humildes e pobres do Senhor que dele esperam e recebem com fé a salvação” (LG 55). Maria, como mãe do Salvador, nos faz ponderar que por ela ter acolhido o próprio Deus em si, o faz porque é toda aberta ao próprio Deus: é aberta por ser humilde, se reconhecendo como “serva” daquele que nos criou; é aberta por acreditar na misericórdia de Deus que vem resgatar e curar a todas as pessoas; e é toda aberta a Deus, por confiar toda sua vida nos caminhos que Deus mesmo indica, no serviço, na caridade, na entrega com fidelidade.
            De modo similar à Maria, com esse tempo anterior à festa do nascimento – Natal – de Jesus, somos convidados a nos abrir à sua chegada, à sua vinda ao encontro de todos nós, mulheres, homens, crianças, idosos, jovens... reconhecendo que em nossos anseios por mudanças, por justiça, por vida digna, bem como por uma vida feliz, realizada e de irmãos, encontramos em Jesus o caminho para isso. Nele temos força para continuarmos nossas buscas e lutas, temos nele também direção e principalmente a manifestação do Deus-Amor, que se faz presente em meio a nós, e no modo mais acessível possível, na fragilidade de uma pessoa, simples, pobre, que nasce em uma manjedoura e se entrega até o fim sua vida por amor aos homens.
            Que com esse tempo do Advento, vamos rever nossa vida diante de Deus, que vem ao nosso encontro em Jesus Cristo, com a prática da oração, da caridade e a participação na comunidade eclesial; e retiremos aquilo que nos fecha em nosso egoísmo e nos impede de nos abrir ao amor a Deus, às pessoas e ao cuidado da vida onde estiver mais ameaçada.
Não deixemos que esse tempo seja somente um tempo de compras e presentes, consumismo e correrias... Ele é antes tempo do encontro de nossa espera pelo bem, por mais força em nossa vida e da busca por um mundo sem injustiça e dor, com o próprio Deus que vem nos visitar, ficar entre nós e com amor nos salvar. E, desse modo, esse tempo do Advento nos convida a acolhermos com fé que a presença de Cristo em nosso meio vai transformando nossa vida, nossa comunidade e nossa sociedade e, por isso, iremos nos converter à misericórdia e a bondade, caminhando ao encontro do Deus que vem até nós!
 
                             Frei Marcelo Toyansk Guimarães – Santuário São Francisco de Assis
 
             
 
 
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