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O ANO LITÚRGICO- 27/11/2009

Através do ano litúrgico, revivemos anualmente todo o Mistério da Salvação, centrado em Jesus Cristo, o Messias e Filho de Deus. Ano Litúrgico é o Calendário Religioso da Igreja Católica. Contém a data dos acontecimentos da história da salvação. Não coincide com o Ano Civil. Começa com o Advento (novembro), que são as quatro semanas anteriores ao Natal.
O ano civil começa no dia 01 de janeiro e termina no dia 31 de dezembro. O ano escolar começa, geralmente no mês de fevereiro, e termina no mês de novembro. Assim também temos o ano litúrgico, que é o "calendário" oficial da Igreja Católica: inicia-se 04 domingos antes do Natal e termina 04 domingos antes do Natal do próximo ano.
O atual Ordo Lectionum Missae, que retoma muitas jóias da mais antiga tradição, esquematiza as leituras sob dois aspectos:
 
- Dominical-festivo: com três ciclos caracterizados pela leitura semi-contínua de um dos evangelhos sinóticos:
 
ANO A, centrado em São Mateus;
ANO B, centrado em São Marcos;
ANO C, centrado em São Lucas, com inserções de São João (que também está presente nos outros ciclos). A celebração tem três leituras: uma do Antigo Testamento e duas do Novo Testamento (carta de um apóstolo e evangelho).
 
- Ferial: em dois anos I e II, com duas leituras. O critério de organização se baseia numa na leitura contínua, no período de um biênio.
 
No início da Igreja todo domingo era dia de Páscoa. No século I a Páscoa começa a ser celebrada anualmente. No Século IV, além da Vigília Pascal, é celebrado o Tríduo do Senhor crucificado, sepultado e ressuscitado. O jejum de dois dias (Século III) passa a ser de uma semana, e depois, de 40 dias. Tempo de preparação dos catecúmenos para o batismo. Tempo de reconciliação e penitência. Disso restou o costume da imposição  de cinzas na quarta-feira em que inicia a quaresma.
Foram apresentadas as comemorações da Ascensão e de Pentecostes. Estava formado o Ciclo Pascal. Nessa época é definido no Ocidente o dia do Natal. Essa data foi tomada de empréstimo da festa do sol, uma festa pagã. Os cristãos viam em Jesus o verdadeiro Sol de Justiça. Estava se formando o Ciclo de Natal. Estes dois ciclos festivos são as colunas mestras do Ano Litúrgico.
Na idade média são introduzidas as seguintes festas dogmáticas: Santíssima Trindade (1000), Corpus Christi (1246), Sagrado Coração de Jesus (1756) e Cristo Rei (1925). Além disso, Maria e os santos também têm seu lugar na liturgia. Desde muito cedo os cristãos veneravam aqueles que pelo martírio haviam se tornado testemunhas de Cristo. Desde o Século II São Policarpo de Esmirna já era venerado na liturgia. Depois vieram os apóstolos e todos os que haviam sido perseguidos por causa do nome de Jesus.  Enfim, o centro e a fonte de todo o Ano Litúrgico é o mistério pascal de Jesus Cristo.
 
A ESTRUTURA DO ANO LITÚRGICO
 
CICLO DO NATAL: O Ciclo do Natal começa com o Advento, inclui o Natal propriamente dito, passa pela Epifania  e termina na festa do Batismo de Jesus, após o que será iniciada a primeira semana do tempo comum.
 
ADVENTO: É o ponto de partida e de chegada do Ano Litúrgico. É o tempo de expectativa diante do Cristo que irá nascer. Advento significa vinda, chegada. A espiritualidade está focalizada na Esperança e Purificação da Vida. No Advento celebra-se, pois, o mistério da vinda do Senhor, não apenas seu nascimento na gruta de Belém, mas também sua vinda entre nós hoje, por meio dos sacramentos, e sua futura vinda, no fim dos tempos.
O tempo do Advento é vivido, portanto pelos cristãos com alegria, com fé e com empenho.
Além das orações próprias desse período, costuma-se fazer a coroa do Advento (quatro velinhas dispostas numa coroa de folhas natural ou artificiais, que devem ser acesas uma a uma, nos quatro domingos)
Durante o Advento várias leituras importantes da Bíblia (do Antigo e do Novo Testamento) são feitas na igreja. Você também poderá ler trechos do Evangelho bem interessantes, nos quais certamente aprenderá muitas coisas, como os que falam de João Batista e de Maria: poderá ler ainda as profecias de Isaías, no Antigo Testamento.
A cor predominante é a Roxa, mas recomenda-se a  rósea no III domingo do advento. A cor rosada no altar, na mesa da palavra e nas vestes litúrgicas lembra-nos uma espera alegre, enche nossos corações de esperança e nos ajuda a distinguir  do tempo quaresmal, marcado pelo roxo de penitência. São as quatro semanas que antecedem o Natal. O advento começa com logo após a Festa de Cristo Rei do Universo - 34ª semana do tempo comum - , correspondendo ao primeiro Domingo do Advento, seguindo-se por quatro semanas até o dia 24, à tarde, a Vigília do Natal.
É durante o Advento, no dia 8 de dezembro celebra a festa de Nossa Senhora, a Imaculada Conceição.

 

NATAL: O tempo litúrgico do Natal inicia-se dia 24 de dezembro e termina com a festa do Batismo do Senhor, uma data móvel, isto é, que varia de ano para ano.

Neste período, celebra-se duas grandes solenidades: o Natal e a Epifania. E ainda duas festas muito importantes: Sagrada Família e Santa Maria Mãe de Deus.
No Natal (25 de dezembro) comemora-se a vinda do Filho de Deus ao mundo, Jesus Cristo, para a salvação dos seres humanos. Na solenidade da Epifania, lembra-se como essa salvação, foi manifestado a todos os seres humanos, representados pelos santos reis.
Como a celebração do Natal dura oito dias, costuma-se falar em “oitava do natal” a festa da Sagrada Família convida as famílias cristã a viverem no amor e respeito, com Jesus, Maria e José e a festa da Santa Maria, Mãe de Deus (1º de janeiro, que também e o dia Mundial da Paz) relembra a maternidade de Maria. Encerrando o tempo litúrgico do Natal, celebra-se o Batismo de Jesus, evocando o dia em que Jesus foi batizado no rio Jordão por João Batista.
O Natal é um tempo de grande alegria para a Igreja e para todos os cristãos. Procure, então, festejar o Natal pensando no verdadeiro significado dessa festa: o aniversario de Jesus. É o Menino Jesus que deve ser, portanto, o centro de toda festa não e a figura do Papai Noel, ou a preocupação com presentes, enfeites e outras coisas que às vezes deturpam o sentido do Natal.
Aproveite também para faze, antes do Natal, uma novena em casa ou na igreja, com sua família e seus amigos, pedindo ao Menino Jesus a graça de um novo ano cheio de saúde, paz e um bom trabalho para você na comunidade.
 
 
QUARESMA: Na Bíblia, o número quarenta é citado várias vezes, como, por exemplo, nos quarenta anos que os hebreus permaneceram no deserto, nos quarenta dias em que Elias caminhou e nos quarenta dias em que Jesus jejuou.
A Quaresma é um tempo muito especial para os cristãos. É um tempo de renovação espiritual, de arrependimento, de penitência, de perdão, de muita oração e principalmente da fraternidade. Por isso, no Brasil, desde 1964, durante a Quaresma, a Igreja convida os cristãos a viverem a Campanha da Fraternidade, que cada ano apresenta um tema especifico.
Aproveite, portanto, esse tempo de graça e renovação e prepare-se o melhor possível para celebração da Páscoa. Procure fazer tudo o que puder para ajudar as pessoas, principalmente as mais necessitadas.
Com o Domingo de Ramos inicia-se a Semana Santa.
 
TRÍDUO PASCAL: As celebrações mais importantes de todo ano litúrgicos sem dúvida são as do Tríduo Pascal. Tríduo Pascal quer dizer “três dias” e pascal significa “Passagem”. Inicia-se na Quinta-feira Santa e termina no Sábado Santo, com a Vigília Pascal.
Quinta-feira Santa: Na tarde desse dia, comemora-se a último dia de Jesus, ocasião em que ele tomou o pão e o vinho, abençoou-os e deu-os aos seus discípulos, dizendo tratar-se de meu corpo e de meu sangue: assim ele instituiu o sacramento da Eucaristia, estabelecendo com o povo uma Nova Aliança, por meio do seu sacrifício. Foi também durante a última ceia que Jesus lavou os pés dos discípulos, demonstrando humildade, serviço e amor ao próximo. A celebração na igreja é feita geralmente á noite.
 
SEXTA-FEIRA SANTA: Nesse dia a Igreja relembra a Paixão e Morte de Jesus Cristo, numa celebração muito especial á tarde, pois foi por volta das 15 horas que Jesus morreu. Na Sexta-feira Santa não há celebração de missas.
 
SÁBADO SANTO: Este é um dia de recolhimento, reflexão e muito silêncio: é o dia em que Jesus permaneceu em seu sepulcro. Na noite do Sábado Santo, renova-se a memória do acontecimento mais importante de nossa fé cristã: a Ressurreição. Há então em todas as igrejas uma celebração muito significativa, a mais importante de toda a liturgia, que é a Vigília Pascal.
 
Reunidos nas igrejas, os cristãos de todo o mundo comemoram a ressurreição de Jesus Cristo, triunfando sobre a morte. A cerimônia divide-se em quatro partes:
 
a) Liturgia da Luz: acende-se uma grossa vela, chamada círio pascal, que simboliza a luz de Cristo que vence as trevas da morte;
 
b) Liturgia da Palavra: as pessoas relembram, por meio de leituras bíblicas, os fatos importantes realizados por Deus ao longo da História;
 
c) Liturgia Batismal: recordando que Batismo é a nossa Páscoa, ou seja, nossa “passagem” para a vida cristã, renovamos nessa noite as promessas feitas em nosso batismo confirmando nossa vida em Cristo;
 
d) Liturgia Eucarística: celebra-se finalmente o sacrifício de Cristo, mas com grande alegria, porque Jesus está vivo e nos salvou.
 
 
 PÁSCOA: Você sabe o quer dizer “Páscoa”? Em hebraico que é a língua que foram escritas as primeiras versões Bíblia, Páscoa significa “passagem”, rememorando a passagem de Moisés, com todo o povo hebreu, ao retirar do Egito e libertar-se da escravidão.Também Jesus, ao ressuscitar, “passou” da morte para a vida, da escuridão para á luz. E nós, na Páscoa, somos convidados a realizar essa mesma passagem, isto é, a ressuscitar com Jesus para o amor e a serviço ao próximo.
A Páscoa é um longo período litúrgico: além dos oito dias (a oitava da Páscoa), prolonga-se por mais de seis domingos.
O tempo pascal termina com duas importantes solenidades a festa da Ascensão de Jesus ao céu e a festa de Pentecostes que relembra a decida do Espírito Santo sobre os apóstolos, que foi o inicio da Igreja.
 
TEMPO COMUM: Como já dissemos, a vida de Jesus foi cheia de acontecimentos, assim como é hoje a nossa vida. É claro que houve momentos muito especiais, como o seu nascimento, a ressurreição, a ascensão. Mas houve também muitos episódios na nossa vida de Jesus que a Igreja fez questão de recordar. E isso é feito durante o Tempo Comum.
O Tempo Comum abrange quase todo o ano inteiro. São 34 domingos, divididos em duas partes a primeira compreende de seis a nove domingos, iniciando-se depois do Tempo do Natal e terminando na Quaresma e o segundo começa após o Tempo Pascal e vai até o fim de novembro, mais precisamente até a festa de Cristo Rei, que encerra também o ano litúrgico. 
A segunda parte do Tempo Comum abre-se com uma festa muito bonita: a solenidade da Santíssima Trindade. E, poucos dias depois, há uma outra festa Corpus Christi, quer dizer Corpo de Cristo. Em geral nesta última data, as igrejas fazem belas procissões.
O Tempo Comum, ao longo de todos seus domingos, mostra-nos a própria vida de Cristo, com seus ensinamentos, seus milagres, suas orações. Com Jesus e seus exemplos, aprendemos a viver na verdadeira vida cristã, uma vida a serviço, respeito e amor e a todas as coisas criadas por Deus. Cada um desses domingos é um novo encontro com Jesus, que nos leva cada vez mais para perto do Pai.
No último domingo do Tempo Comum, com já dissemos, celebra-se a festa de Cristo Rei. Jesus não foi um rei como alguns que já tivemos ao longo da História, dominadores e autoritários. Jesus é rei porque tem o poder divino sobre todas as coisas do mundo se torne uma família, um único Pai: Deus.
 
SOLENIDADES, FESTAS, MEMÓRIA: Durante o ano, a Igreja não comemora apenas festas litúrgicas. Há muitas outras datas celebradas para louvar o Senhor, para homenagear Maria, a mãe de Jesus, para venerar os santos (alguns destes, mártires), agradecendo a Deus por suas belas virtudes.
Dentre essas celebrações, as mais importantes são as solenidades, como por exemplo, a do Sagrado Coração de Jesus, a Anunciação do Senhor, a Assunção de Maria, Todos os Santos, São José, São Pedro e São Paulo e outras.
Há também as chamadas festas, como por exemplo, de Santo Estevão, a dos arcanjos Miguel, Rafael e Gabriel a natividade de Nossa Senhora a Conversão de São Paulo e outras. 
E, finalmente, a Igreja celebra também a memória, isto é, lembrança de alguns santos que se distinguiram por sua vida e seu exemplo. Todos os santos do calendário romano têm seu dia de memória. Os santos são padroeiros das pessoas, comunidades e cidades que têm nome.

Você já tinha pensado nisso? Veja então se encontra o dia do santo que tem seu nome. E, nesse dia, comemore com seus amigos, fazendo também uma oração especial e esse santo, pedindo-lhe paz e saúde.

CORES LITÚRGICAS

 
As diferentes cores das vestes litúrgicas visam manifestar externamente o caráter dos mistérios celebrados, e também a consciência de uma vida cristã que progride com o desenrolar do ano litúrgico. No princípio havia uma certa preferência pelo branco. Não existiam ainda as chamadas "cores litúrgicas". Estas cores foram fixadas em Roma no século XII. Em pouco tempo os cristãos do mundo inteiro aderiram a este costume. A respeito das cores litúrgicas, seguimos as orientações do Missal Romano (cf. Instrução Geral sobre o Missal Romano 308-310)

Branco
Simboliza a vitória, a paz, a alegria. É usado nos ofícios e missas do tempo pascal e no Natal: nas festas e memória do Senhor, exceto as da Paixão; nas festas e memória da Bem-aventurada Virgem Maria, dos Santos Anjos, dos Santos não mártires, na festa de Todos os Santos, São João Batista. Cátedra de São Pedro e Conversão de São Paulo. 
Vermelho
Simboliza o fogo, o sangue, o amor divino, o martírio. É usada no domingo da Paixão (= domingo de Ramos) e na Sexta-feira santa: domingo de Pentecostes, nas celebrações da Paixão do Senhor, nas festas dos Apóstolos e Evangelistas e nas celebrações dos Santos mártires.
Verde
Se usa nos domingos do Tempo Comum e nos dias da semana. Está ligado ao crescimento, à esperança.
Roxo
Usado no Advento e na Quaresma. É símbolo da penitência e da serenidade. Também pode ser usado nas missas dos defuntos e na confissão.
Preto
É sinal de tristeza e luto. Hoje é pouco usado na liturgia.
Rosa
Simboliza a alegria. Pode ser usado no III domingo do Advento e no IV domingo da Quaresma.

 
 
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