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CARTA ABERTA Á POPULAÇÃO SOBRE A CASA MÃE- 05/11/2009

CARTA ABERTA DOS FREIS À POPULAÇÃO SOBRE A CASA MÃE
 
Penápolis, 05 de novembro de 2009
 
Nos últimos dias estamos sendo bombardeados pelos meios de comunicação e por diversas pessoas a respeito do pedido de posse da sala que fica nas dependências do Santuário que é utilizada pela Casa Mãe, coordenada pela Sra. Isabel Castilho.
Estão nos julgando sem levar em conta os 101 anos de história que nós Capuchinhos temos em Penápolis. Veja a nossa história, ela não surgiu agora. Até os anos 80 não existia Assistência Social na Cidade. Antes, tudo era feito pela Igreja. Vejam os terrenos doados para o Educandário, para a Santa Casa, Cemitério... É por respeito aos mais de 101 anos da presença Capuchinha em Penápolis e região, que não podemos, de forma alguma, abaixar a nossa cabeça e permitir que mais uma vez o pobre seja instrumentalizado por pessoas para simplesmente alimentar o seu ego e sua vaidade.
O já saudoso Dom Hélder Câmara costumava dizer: “se um pobre te pede um peixe, dá a ele o peixe. Mas não só! É preciso ensiná-lo a pescar.” Outros completam: “leva-o também até a barranca do rio, mostrando para ele onde tem peixe de fartura”.
Não é só dar o peixe. É preciso ensinar o outro a pescar, tirando-o da situação de miséria que ele se encontra. Se você dá só o peixe, não está mais fazendo caridade, pois ele sempre estará naquela mesma situação. A maior caridade que podemos fazer a alguém é tirá-lo da situação que ela se encontra, transformando a sua vida e resgatando a sua dignidade.
Muitos nos julgam, dizendo que não somos Franciscanos nem tampouco vivemos aquilo que pregamos nas missas. É verdade, estamos muito longe do ideal Franciscano e evangélico. Jamais vocês ouvirão da boca de um Capuchinho que somos os únicos que vivemos o Evangelho, não somos perfeitos, nem tampouco santos. Temos consciência desse nosso limite. Ajude-nos a nos aproximar do ideal de São Francisco de Assis e de Jesus Cristo, mas não nos peça para sermos cordeirinhos e permitir que pessoas que se dizem ser as únicas a viverem o Evangelho e que são verdadeiras franciscanas, façam de forma arbitrária o que querem, sem ouvir os que estão em sua volta, querendo ajudar e apontar novos caminhos, firmando parceria.
A Sra. Isabel Castilho recebeu autorização do Frei Mauro Aristides Strabeli, somente para costurar roupas e distribuí-las aos pobres. Aos poucos, sem a nossa autorização, e de forma arbitrária, ela foi ampliando o atendimento. Construiu banheiros, começou a distribuir comida, e nos últimos tempos está permitindo que pessoas morem na nossa sala.
Desde o ano passado, que nós freis, juntamente com Conselho de Administração do Santuário, estamos comunicando a ela que não é permitido ninguém pernoitar no local. Foi avisado inúmeras vezes que se ela continuasse com a teimosia, nós teríamos que solicitar a desocupação da sala. Também procuramos os seus familiares, falamos a mesma coisa, mas ela e seus familiares jamais nos deram ouvidos, inclusive, tratando-nos com desdém.
Quando o Definitório Provincial esteve aqui há alguns meses, vendo pessoas dormindo no local sem a nossa autorização, tomamos a decisão de pedir a sala. Decisão esta, tomada em conjunto pelo Conselho de Administração do Santuário, os Freis de Penápolis e a Província dos Capuchinhos de São Paulo. Não é do Frei Cícero e nem tampouco do Frei Renato ou de outro Frei. É uma decisão de todos.
A decisão não é contra os pobres, e, sim contra a maneira de como eles estão sendo atendidos. Não estamos acabando com o atendimento da Casa Mãe. Ele só não poderá ser feito nas dependências do Santuário, pois não concordamos com a maneira que ele esta sendo executado, inclusive, tentamos organizar, firmando parcerias ou organizando uma ONG, para manutenção e continuidade do atendimento. Mas foi tudo em vão.
Temos outros motivos, mas gostaríamos de nos reservar no direito de não comentar, pois são assuntos que só dizem respeito a nós. 
Agradeço pelo espaço cedido e só voltaremos a nós pronunciar sobre o assunto, após o desfecho final.
Abraços fraternos a todos e nosso muito obrigado ao apoio recebido por inúmeros paroquianos e penapolenses.
 
Frei Cícero Araújo da Silva
Pelos Freis e pelo Conselho de Administração do Santuário
 
 
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