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RESSURREIÇÃO OU REENCARNAÇÃO - UMA DECISÃO DE FÉ- 28/10/2009

O povo brasileiro é considerado um povo católico. Apesar disso, 45% do povo se declara adepto da doutrina da Reencarnação. Esse dado não é muito diferente em outras partes do mundo.
O número cada vez maior de templos espíritas, de terreiros umbandistas, de regressões a vidas anteriores nos chama a refletir: Teremos uma vida apenas ou várias vidas consecutivas.
Como a toda prova se pode contrapor uma contraprova, e qualquer argumento racional pode ser contestado por outro argumento, a decisão pessoal a favor da reencarnação ou da ressurreição única e definitiva continua sendo uma decisão de fé.
É certo que crença na reencarnação e crença na ressurreição se excluem mutuamente.
 
O que espera por nós a morte?
 
O homem desaparece para sempre no nada!
O homem continua numa outra vida!
 
A opção pela primeira afirmativa corresponde ao pensamento ateu. Neste caso, a vida é um esforço vão, absurdo e sem sentido, da qual devo usufruir o mais que me for possível.
A opção pela segunda afirmativa nos conduz à seguinte pergunta: Como será essa existência eterna? Um ciclo eterno, sem fim? Um fim último definitivo?
O Espiritismo responde com a Reencarnação. Allan Kardec propõe aos seus seguidores a doutrina do Carma: a pessoa, depois desta vida, tem de nascer outra vez para uma nova vida aqui na terra, de maneira sucessiva, até sua completa purificação.
O Cristianismo responde com a Ressurreição. O homem vive uma única vez aqui na terra, e após sua morte viverá numa dimensão divina. A morte não é o fim de tudo. Essa opção é uma clara rejeição de uma atitude materialista e consumista, voltada unicamente para esta vida.
 
Razões pelas quais muitos cristãos aderem à Reencarnação:
 
desejo de ter uma vida plena e realizada;
- depois da morte não há nada de desconhecido, mas aquilo que já se conhece: mais uma vida;
a incapacidade de aceitar um Deus Todo-Poderoso que conduz a história do homem;
desconfiança no amor de Deus;
evangelização da Igreja que acentua a imagem de um Deus que pune e castiga, em vez do amor e confiança.
 
Muitas pessoas ficam decepcionadas diante da esperança cristã, julgando-a como unicamente espiritual, para fora deste mundo. Essa religião só teria mensagens de esperança para os mortos, para quem já partiu dessa vida. A reencarnação parece tê-la, senão nesta vida, pelo menos na próxima, que mais uma vez será dentro desse mundo, e não em algum mundo espiritual no além.
Para que a esperança na Ressurreição possa de novo despertar o interesse das pessoas, deve ser apresentada a partir do enfoque dado pelo próprio Jesus. Para Ele, o Reino dos Céus não visava a um mundo meramente espiritual, mas de uma maneira concreta deveria atuar para a realização do amor na convivência concreta do dia-a-dia.
Quanto mais os cristãos acentuam a dimensão individualista da fé, mais estão se afastando de sua verdadeira vocação de participação na construção de um mundo mais fraterno. Essa religião individualista conduz para a doutrina da reencarnação, que é acentuadamente individualista. Para quem se acostumou na vida a fazer tudo pessoalmente, parece até normal que ele mesmo também faça tudo para conseguir a salvação.
 
Questionamento crítico da doutrina do Carma:
 
- A doutrina da reencarnação é incompatível com uma das verdades da fé cristã que prega o perdão em lugar da retribuição. O homem não deve fazer tudo sozinho. Deus faz sua parte. A grande distância entre a doutrina de Kardec e a doutrina de Jesus é a gratuidade do amor e do perdão, sempre e contra todo argumento de uma religiosidade de merecimentos pelo esforço realizado.
- É uma contradição dizer que o homem deve assumir responsabilidades por atos cometidos numa vida anterior, quando esse mesmo homem não tem a mínima consciência de tais atos.
- A visão evolutiva da lei do carma implica uma atitude de orgulho espiritual. O homem conquista por si mesmo a sua salvação. Pelos próprios méritos. Por causa de sua vontade humana. Ele se torna um deus de si mesmo que se salva por seus próprios esforços. Tal orgulho é o de quem não quer aceitar a fraqueza humana. Pensa não precisar de Deus. Deus é um simples coadjuvante na difícil tarefa de reprogramar o carma.
 
Ressurreição: A alternativa cristã.
 
A Ressurreição de Jesus tornou-se o grande sinal com que o próprio Deus confirmou a situação de Jesus. Aquele Jesus que fora morto, vivia de novo. Não como reencarnado, num novo corpo, mas como ressuscitado. O mesmo Jesus, como insistem os textos bíblicos. O mesmo Jesus corporal, visível, palpável. Ressuscitado por Deus, para que todos pudessem recuperar a confiança n’Ele e em tudo o que Ele tinha dito. Deus age. Deus quer a vida. Deus se revela como o Deus que ressuscita os mortos, e que a morte não é o último passo do ser humano. Toda morte de uma pessoa questiona, de alguma forma, a fidelidade do Deus da vida. Toda morte humana é uma crise. Será que Deus é realmente fiel? É a grande interrogação. O próprio Deus parecia ter abandonado Jesus na cruz. Seus seguidores o abandonaram. Jesus havia fracassado. A causa de Jesus estava em crise; ele estava morto. Deus se calou. Deus o abandonou. Assim parecia. Só que não foi assim. Deus o ressuscitou.
O evento da Páscoa não foi ação de Jesus, mas sim de Deus sobre Jesus que estava morto. Deus agiu. Deus é fiel. Está presente na história. E como conseqüência lógica da ressurreição de Jesus, podemos ter a certeza de que esse mesmo Deus nos ressuscitará também (veja I Cor 6,14). Paulo não fala de reencarnação, mas de ressurreição (veja I Cor 15).
A reencarnação propõe uma volta para trás, para repetir o que já passou. A doutrina cristã insiste numa evolução dinâmica para frente, para o novo. Deus não julga (Jo 8,15). Em Jesus não encontramos condenação, mas confiança e esperança. O bandido é santificado na hora da morte (Lc 23, 39-43). A prostituta é absolvida (Jo 8, 1-11). O filho ingrato é perdoado (Lc 15, 11-32). A ovelha perdida é resgatada (Lc 15, 1-5). O publicano desprezado é justificado (Lc 18, 10-24).
     
Purgatório.
 
A morte não significa uma igualação global de todas as pessoas. Depois da morte, cada pessoa precisa de um processo de evolução para reunir e completar os fragmentos de sua própria vida. Para esse processo, a reencarnação propõe uma volta para trás, na antiga dimensão da vida terrestre. A doutrina cristã propõe um passo à frente, um processo evolutivo qualitativamente novo. Esse processo recebe tradicionalmente o nome de Purgatório. No momento da morte a pessoa, diante da presença de Deus, reconhece a si mesmo de maneira integral. Reconhece também que está distante da plenitude da vida. Para entrar nessa plenitude, ele foi chamado a se preparar ao longo da vida. E, com suas possibilidades desperdiçadas – culpas e pecados – a pessoa se apresenta perante Deus... Nesse momento reconhece o que Deus pretendia dele e de sua vida, e vê quão pouco realizou. Todavia, já nada mais pode ser alterado. A doutrina da reencarnação postula a necessidade de mais uma vida, para nela ter a possibilidade de alterar e melhorar o que não deu certo nesta vida. A doutrina cristã tem uma proposta diferente. Nada de recomeçar, de repetir. Agora quem age é Deus. E como? Oferecendo um presente: “O Senhor não quer que ninguém se perca, mas que todos venham a se converter” (veja Rm 8,52; 11,32; I Cor 15,22; 2Cor 5,14-15; I Tm 2,6).
 
- No momento da morte humana, Deus oferece de graça tudo aquilo que falta para que a pessoa possa entrar no seu convívio.
- Aceitar ou rejeitar o presente que Deus oferece depende da decisão livre da pessoa. Para aceitar esse presente a pessoa precisa evoluir, deixar de lado o orgulho e o egoísmo que ainda marcam o seu caráter. É a última e profunda conversão, transformação e evolução da pessoa.
- Essa evolução é um processo totalmente consciente, refletido e compreendido pela pessoa. Não é feito sozinho, mas em diálogo de amor com o próprio Deus. Essa evolução é o que chamamos de Purgatório.
- Essa conversão, evolução, não acontece da mesma forma com igual facilidade para todos. Depende muito da personalidade de cada um. Na morte, toda pessoa tem exatamente a mesma personalidade que construiu de si mesmo durante sua vida. Por isso essa última evolução e transformação da pessoa podem ser mais ou menos difícil, mais ou menos dolorosa.
- Evidente que dentro da liberdade que Deus concede ao homem, há a possibilidade de um possível fracasso nesta tarefa da última conversão e evolução da pessoa.
 
Ressurreição
 
A ressurreição abrange a pessoa completa, em todas as suas dimensões: corpo e alma. Na morte haverá também uma ressurreição corporal da pessoa. Na morte a pessoa não fica reduzida a uma alma espiritual. Na morte, a pessoa continua sendo um ente integral, ligado de maneira indissolúvel à sua dimensão corporal. Deus ressuscitará também o corpo e isso ocorre no momento de nossa morte. A ressurreição do corpo é muito mais do que a simples revitalização de um cadáver. Deus age de forma criativa, introduzindo elementos novos, aspectos originais e possibilidades inesperadas (veja I Cor 15, 35-44). Apesar de ter outras e novas dimensões, o corpo ressuscitado continua sendo corpo físico e material. Jesus ressuscitado come, bebe, se deixa tocar, e passa através de portas (veja Mt 28,9; Lc 24, 39-42; Jo 20,27; Jo 20, 19-26). Ressurreição quer dizer plenitude de vida, que se alcança pela força da graça de Deus, não só da alma, mas também do corpo, e da qual fazem parte todos os seres, todas as coisas desta criação. A Ressurreição repousa no amor inimaginável de Deus que criou a pessoa não para entrar num ciclo infindável de sempre novas reencarnações. Ele a criou com a intenção única de fazer dela não um ser inacabado, instável e hesitante, mas para que ela encontre em Deus o próprio destino último, a sua própria plenificação. Ele é o Deus que ama. O Deus apaixonado por sua criatura. Por isso, Ele o ressuscitará da morte. Depois de uma única vida. Para que essa criatura esteja sempre junto com Ele no seu amor. Na vida plena. Vida que é o próprio Deus. Ele que é a Ressurreição e a Vida para todos nós.
 
Síntese do Livro – “Reencarnação ou Ressurreição – Uma decisão de fé” de Renold J. Blanke, Paulus, 1995, 3ª. Edição, feita por Cláudio Roberto Finati
 
 
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