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A Paternidade Divina e o Dia Dos Pais- 14/08/2016

A Paternidade Divina e o Dia Dos Pais

Neste Domingo, dia 14 de agosto, comemoramos o Dia dos Pais. È o dia oportuno para refletir sobre a nossa vida em família e os nossos valores. No mundo contemporâneo, a relação entre pais e filhos encontra-se, muitas vezes, desgastada. A emancipação parece ter-se tornado a única postura, reconhecida como madura, de um filho para com seu pai. E isto se reflete no modo como muitos se colocam diante de Deus. Entretanto, a forma pela qual Ele se revelou a nós é, justamente, a figura paterna. Sobre este tema, dirijo a você, caro leitor, a reflexão de hoje.

O povo da Bíblia (povo da Aliança) começou a fazer a experiência da Paternidade divina, a partir dos patriarcas. Como chefes de tribos, eles reproduziam a figura paterna de Deus – Ele é o Pai de todos os povos, que conduz, abençoa e orienta através de sua autoridade.

Deus abençoa e manda abençoar. A bênção era um gesto reservado ao pai, ou patriarca, e tinha caráter irreversível. Daí a grande ânsia de recebê-la, como vimos na história de Esaú e Jacó (cf. Gn 27). A função de patriarca tinha uma outra característica: a autoridade. Quando o patriarca falava, toda tribo obedecia. E quando se ouve a voz de Deus, não se discute.

Olhando a criação, também podemos reconhecer Deus como Pai, que nos concedeu esse dom, tão extraordinário, que era chamado o “dom paterno”. O Pai criou todos os seres, inclusive o ser humano, feito à sua imagem e semelhança e ordenou que crescessem e se multiplicassem. Assim, também, Ele pede que honremos e cultivemos a beleza da criação, protegendo-a e fazendo com que ela se desenvolva, como continuadores da sua obra. A Igreja primitiva, adorando a Deus Criador, reconhecia-O como o Senhor absoluto. Por isso, atribuía-lhe o titulo de “Altíssimo”, ou Kyrios que, em grego, significa “Senhor Deus” – o Senhor absolutamente divino, transcendente, superior a tudo, e ao qual nada se pode comparar ou antepor.

Como Senhor do céu e da terra, Deus é legislador para seus filhos. Entretanto, as leis que Ele nos propõe não são um jugo e nem peso; elas são a norma da nossa conduta e felicidade. Não há como conseguir a felicidade sem o caminho da lei, que nos conduz à conclusão de nossa busca. Quando esta procura tiver atingido o seu incontido impulso em prol do bem e da verdade, teremos chegado à felicidade final. O pleno cumprimento da lei é o amor: comunhão entre Aquele que estabelece a lei e aqueles que a cumprem, pela força do instinto do bem e da graça. Deus como Pai, Criador e Legislador é, também, Modelo: “Sede santos, como vosso Pai é santo” (Lv 19,2; Mt 5,48). Trata-se de um ideal que nunca iremos atingir, pois Deus é infinito, e nós somos finitos. Mas o que Ele espera de nós é a constante tensão à perfeição, ao longo da qual ele nos assiste com sua graça. Por ela, somos capazes de perdoar, de amar sem qualquer interesse, de praticar a generosidade, pois o próprio Deus atua isso em nós.

Quando os homens já haviam progredido na pedagogia divina, amadurecendo as normas do Pai eterno, Ele passa a chamá-los de “meus filhos”. “Eu serei para vós como Pai, e vós sereis como filhos” (1 Cr 17,13). Isto foi um “salto de qualidade” na relação com o Pai. Porém, os homens nunca iriam aprender a ser filhos de verdade, e nunca chegariam a conhecer o Pai como deveria ser conhecido, se Deus não enviasse seu Filho Jesus, para nos ensinar a conhecê-lo.

Durante a sua vida no meio de nós, Jesus se dedicou a anunciar o Pai, com as palavras mais adequadas. Aquele que faz chover sobre justos e injustos (cf. Mt 5,45); que se alegra com a conversão do pecador (Mt 18,12-14); com a volta do filho, antes perdido nas misérias da vida humana ...e, agora, reencontrado e acolhido (lc 15,11-32).
Em Jesus, somos chamados filhos de um Deus que nos ama, verdadeiramente, com espírito familiar, com um amor que só Ele é capaz de oferecer. Ele nos atrai ao seu Coração amável, terno, dedicado e carinhoso, estabelecendo conosco um relacionamento familiar, tão belo quanto extraordinário, para conhecermos e amarmos o Pai, conhecer melhor a nós mesmos e conseguirmos, assim, amar uns aos outros, como irmãos, reconduzindo-nos, quando nos desviamos do caminho da felicidade – a única coisa que Ele deseja para seus filhos e filhas. Ele nos instrui de muitos modos, por suas palavras e exemplos, que a Sagrada escritura registra, com a confirmação de milagres.

O mais radical gesto que podemos imaginar, veio de Jesus, no alto do Calvário. Com os braços estendidos, todos os seus membros sangrando, o pouco de sangue, que ainda tinha, esvaiando-se, diz: “Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23,34). Esta é a prova suprema da misericórdia, da bondade, da ternura de Deus Pai. É preciso acrescentar que Deus não é somente Pai, mas também deve ser considerado como verdadeira Mãe, com as características todas do coração materno: “Sereis amamentados e carregado nos braços, sereis acariciados no colo. Como a mãe consola uma criança, assim eu vos consolarei” (Is 66,12-13).

Por isso, neste Dia dos Pais, somos convidados a refletir na importância da paternidade. Apesar das estruturas familiares terem se modificadas ao longo do tempo, a importância do pai na vida, na educação de uma criança não mudou. Em muitas famílias, os pais têm se envolvido cada vez mais na criação dos filhos e dispondo mais tempo para estar com eles, até mesmo porque hoje em dia temos muitas crianças que são criadas apenas por pais.

O pai é muito importante na vida de uma criança, desde muito cedo ele é fundamental. O ideal é que o pai acompanhe toda a gestação da mãe, deixando a segura e tranquila, porque assim também está garantindo que a criança está recebendo esses estímulos já na barriga da mãe.

O pai precisa dispor de um tempo efetivo para o filho. Aquele tempinho em que os dois vão estabelecer os laços de afinidade, cumplicidade. O momento de rolar no chão, contar uma história e contar as novidades do dia. A ausência do pai pode trazer consequências psicológicas à criança. É de fundamental importância a criança ter a figura masculina, para que se tenha o modelo masculino inserido na vida. Senão mais tarde a criança pode apresentar até mesmo problema de gênero.

Estudos recentes mostram que o pai contribui para uma boa autoestima e na formação de um adulto que lida melhor com o estresse e as frustrações, A ausência emocional do pai, pode trazer dificuldades de concentração, maior probabilidade de envolvimento com drogas e problemas sociais, um sentimento de “vazio interior”, podendo contribuir para sentimentos de angústia, depressão, ansiedade no decorrer da vida.

Vale lembrar que não é a quantidade do tempo e sim a qualidade do tempo que você dedica ao seu filho.

Neste Dia dos Pais queremos louvar a Deus o dom da paternidade e agradecer todos os pais que, no exercício de sua missão, tornam-se sinais da paternidade divina.

Feliz Dia dos Pais

Frei Adalto Antônio

 
 
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