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O BATISMO DO SENHOR- 09/01/2014

O BATISMO DO SENHOR

 

A liturgia da Igreja celebra neste domingo o Mistério do Batismo do Senhor. À notícia do Batismo de Jesus no evangelho de Marcos (Mc 1,9-11), assim como no evangelho de Mateus acrescenta um diálogo entre João Batista e Jesus, cujo objetivo está em afirmar a que Jesus é maior que João Batista. A finalidade deste Batismo de Jesus é afirmar a identidade e a missão de Jesus como Filho de Deus. O trecho do livro do Profeta Isaías proposto para este domingo é parte de um dos cânticos do servo sofredor, ou seja, o servo é todo o povo de Israel. A releitura cristã dos “cânticos do servo sofredor” transformará esse personagem coletivo num indivíduo: o servo por excelência é Jesus, o Cristo. Neste trecho, trata-se, fundamentalmente, da eleição e da missão do servo do Senhor. Israel é escolhido por Deus em Jesus Cristo.

O texto apresenta duas características: 1) a apresentação do servo por parte de Deus; 2) o diálogo do Senhor com o servo, no qual se explica a sua missão e eleição. Como no texto do evangelho que cita, transformando o texto de Isaías (42,1; Mt 3,17), é Deus quem apresenta seu servo. A missão do servo é escolha de Deus e o sustento do servo na realização de sua missão é o Espírito Santo. A missão do servo (Is 42,6-7) tem uma dupla característica: é mediador da aliança e libertador dos cativos. Desde o Antigo Testamento, essas duas realidades estão intrinsecamente relacionadas: o Deus que faz aliança com o seu povo é o Deus que o libertou do país da escravidão para a vida (cf. Ex 20,1; Dt5,6).

            Mas, segundo o texto por que Jesus se submeteu ao Batismo de João?(cf. Mt 3,15) O Batismo de João era para a conversão, o arrependimento, o perdão dos pecados (cf. Mt 3,1). Jesus não tinha pecado (cf. Hb 4,15), embora tenha sido tentado várias vezes. Mas, para ser solidário com nossa humanidade pecadora. É por essa razão que o autor da Carta aos Hebreus pode afirmar que ele se compadece de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado, sem sucumbir (cf. Hb 4,15). O gênero literário da cena do Batismo é uma “visão interpretativa”: a voz celeste interpreta a katabasis (descida) do Espírito. Os céus se abrem para que desçam sobre a terra as realidades celestes (cf. Is 63,19 ou 64,1), neste caso é o Espírito que reveste Jesus com o seu poder para a missão que ele recebe do Pai. A voz que vem do alto é para declarar a identidade de Jesus: é o Filho em quem o Pai habita desde toda eternidade. Ao narrar o batismo de Jesus, nota o evangelista Mateus que o Batista não queria aceitar a incumbência: “Sou eu que devo ser batizado por ti e você vens a mim?” (Mt 3,14).

Evidentemente não tinha o Senhor necessidade de ser batizado. Todavia vai ao Jordão, juntando-se com os que iam pedir o batismo de penitência, e insiste, dizendo a João: “Deixa por agora: convém cumpramos assim toda a justiça”. A justiça que Jesus quer é o cumprimento perfeito da vontade do Pai: e, assim, como resposta àquele gesto tão humilde que o assemelha aos pecadores, revela o Pai ao mundo sua dignidade de Messias e desce o Espírito Santo sobre ele em forma visível. É condição indispensável ao cristão para fazer frutificar a graça batismal e deixar-se conduzir pelo Espírito Santo é a humildade que o leva a procurar, em todas as coisas, a vontade de Deus, acima de qualquer proveito pessoal.

O batismo de Jesus é como a investidura oficial de sua missão de Salvador; o Pai e o Espírito Santo garantem sua identidade de Filho de Deus e o apresentam ao mundo, para o que o mundo receba sua mensagem. Assim, realiza-se em Cristo a história da salvação, com a intervenção de toda a Trindade. Muito oportunamente hoje convida-nos a liturgia a glorificar a Deus que se revelou com tanta liberalidade: “Tributai ao Senhor, filhos de Deus, tributai ao Senhor, a glória de seu nome, adorai o Senhor com ornamentos sagrados”. (Sl responsorial)

As águas do Jordão desceram também sobre nós, ó Jesus sob o olhar da multidão, mas bem poucos então puderam reconhecer-vos; e este mistério de débil fé, ou de indiferença, que prolongou pelos séculos, torna-se motivo de dor para os que vos amam e recebem a missão de tornar-vos conhecidos no mundo. Concedei como vós, aos sucessores dos apóstolos e dos discípulos e a todos os que trazem vosso nome e o da vossa cruz levar avante a obra da evangelização, sustentá-la com oração, com o sofrimento, com a íntima fidelidade ao vosso querer e o desejo de anunciar o Reino de Deus.

 

Frei Evandro Carlos Degan OFMCap

 

 
 
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