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OUTUBRO, MÊS DAS MISSÕES- 01/10/2009

O mandato de Cristo é: "Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo." (Mt 28, 19-20)
Falar sobre missão é se debruçar sobre a Igreja desde sua fundação quando os apóstolos, depois de Pentecostes, saíram pelo mundo anunciando a Boa Nova do Reino.
A experiência dos primeiros discípulos do Senhor foi tão forte, que para eles o mundo teria que conhecer e experimentar a força transformadora do Ressuscitado. Cada apóstolo era um missionário incansável. O anúncio do Reino fazia parte do seu dia-a-dia.
O apóstolo Paulo, depois de sua conversão, viveu e pregou a radicalidade do Evangelho. Para Paulo, a Boa Nova santifica, purifica e salva o homem para experimentar a liberdade de filho de Deus.
Nestes dois mil anos de caminhada, a Igreja foi despertando nos seus filhos uma vivência missionária que os fizeram deixar tudo pelo anúncio da Boa Nova. Francisco de Assis, que se fez pobre para viver como pobre, olhou para o mundo e viu que a falta de amor levava os homens a escravizar seus irmãos. Concluiu que para mudar tal procedimento era preciso viver a pobreza evangélica na sua radicalidade. Para Francisco, O AMOR É O PRÓPRIO CRISTO QUE CAMINHA ENTRE NÓS.
Inácio de Loyola, depois de sua profunda experiência de Deus, viu o mundo com o olhar de Cristo, por isso era necessário formar homens apaixonados pelo Reino. E ser apaixonado pelo Reino é ser solidário com os que sofrem qualquer tipo de injustiça. Inácio se colocava a serviço do Reino.
 
Pergunto: como está hoje o nosso ardor missionário?
 
No século passado, surgiu entre nós a grande missionária Tereza de Calcutá. Ela dizia que Cristo gritava em seu coração: "Tereza, preciso de você!". Ela via Cristo sofredor no leproso, na criança abandonada, no velho desamparado, na mãe que não tinha nada para alimentar seu filho, no morador de rua, nos portadores de HIV, enfim, em todo o ser humano cuja dignidade de filho de Deus era tirada.
Hoje precisamos de missionários para evangelizar o nosso Brasil.
Quanto sofrimento, quanta desesperança! Precisamos de santos missionários que se doem radicalmente na defesa da vida que está sendo vilipendiada em quase todos os segmentos da sociedade. É necessário que haja um diálogo entre todos os movimentos de evangelização para que, unidos, possam mudar essa situação de miséria.
Neste momento, Cristo está gritando para cada um de nós: "Preciso de você!". Qual será nossa resposta? A face do Cristo ressuscitado só resplandecerá no novo amanhecer se nós respondermos: "Senhor, aqui estou".
A radicalidade do evangelho faz o cristão lançar-se ao encontro dos sem vez e sem voz e lutar pela justiça que liberta e promove o ser humano a torná-lo um cidadão digno de viver tudo aquilo para o qual foi criado.
 
José Batista Sobrinho (Do Informativo Loyola)
 
 
Discípulos e missionários
 
O cristianismo não é, antes de tudo, uma doutrina. Ele teve origem num acontecimento: a encarnação do Filho de Deus: “Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho ao mundo, o qual nasceu de uma mulher”. Na encarnação de seu Filho, Deus de tal modo se aproximou do ser humano que Ele mesmo se tornou um ser humano. O cristianismo se iniciou nesse encontro. Esse encontro é a razão da nossa fé. A Igreja vive desse encontro. Ele revela quem nós somos, de onde viemos e para onde vamos. A missão da Igreja é levar todos ao encontro com Jesus. Esse encontro, como mostra o episódio da Samaritana, de Zaqueu, leva a uma revisão de vida e à conversão. Esse encontro é a fonte do discipulado e da missão.
O Evangelho mostra que ser discípulo de Jesus é fruto de uma vocação. É ele quem chama. A resposta só é possível através da ação da graça: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai não o atrair”. A resposta é algo muito profundo: consiste em encontrar-se com Jesus e acolhê-lo em nossa vida. Isso muda o rumo da vida da pessoa. A acolhida de Jesus em nossa vida, implica também em viver de acordo com os seus ensinamentos. Jesus é também mestre.
Jesus reúne discípulos não para servi-lo, mas para prepará-los para a missão. A finalidade do discipulado é a missão. Por isso, a Igreja é uma comunidade de comunhão com Cristo em vista da missão. A dimensão comunitária e a dimensão missionária são as características principais da Igreja. A partir daí, podemos compreender a importância da Eucaristia. “Para que essa comunhão com ele fosse cada vez mais plena, Jesus Cristo se entregou a seus discípulos como o Pão da vida eterna e os convidou na Eucaristia a participar de sua páscoa”. É na Eucaristia que a Igreja expressa a sua identidade e nela cresce. Como mostra o episódio de Emaús, a missão tem a sua fonte principal no encontro com o Cristo vivo presente na Eucaristia. A Eucaristia alimenta a missão: “Eu estarei convosco todos os dias até o final dos tempos”. Jesus pronunciou essas palavras, ao enviar os apóstolos em missão. A Eucaristia é também o objetivo da missão: levar a todos ao encontro com o Cristo vivo para que se tornem seus discípulos e missionários.
 
 
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