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FESTA DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE NOSSA SENHORA- 08/12/2013

                                    II DOMINGO DO ADVENTO
FESTA DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE NOSSA SENHORA
Celebramos neste domingo a solenidade da Imaculada Conceição de Maria. Esta festa já era celebrada na Inglaterra e na Normandia no século XI: comemorava-se o acontecimento em si, apoiando-se, sobretudo, em sua condição miraculosa (esterilidade de Ana). Além desse aspecto, santo Anselmo realçou a verdadeira grandeza do mistério que se realiza na concepção de Maria: sua preservação do pecado. Em 1439, o Concílio de Basileia considerou este mistério como uma verdade de fé, e Pio IX proclamou-o dogma em 1854.
Deus quis Maria para a salvação da humanidade, porque quis que o Salvador fosse “filho do homem”; por isso, é aplicada a Maria em sentido pleno a sentença divina ao tentador: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre tua descendência e a sua; ela te esmagará a cabeça” (Gn 3,15). E é ela reconhecida como a “nova Eva, mãe de todos os vivos” (1ª leitura). Assim aparece Maria ao lado de Cristo, o novo Adão, e por isso se nos apresenta como figura da mulher ao lado do homem. Maria ajuda a descobrir e a respeitar o lugar da mulher na salvação da humanidade. Lembra e exalta o lugar e o papel da virgem, da esposa, da mãe, da viúva, na sociedade, na Igreja e no mundo; reivindica a dignidade da mulher contra tudo o que atenta contra ela.
A escolha que Deus fez de cada ser humano que nasce, para ser inserido no Cristo, e para ter nele o seu lugar no mundo e na Igreja, é lembrada pela página de Paulo (2ª leitura). Somos todos queridos e amados por Deus, cada um tem seu inconfundível lugar na humanidade, cada um deve aí operar de maneira santa, sem mancha, na caridade. Maria está, certamente, no ápice dessa correspondência, como mostra o evangelho.
A cena da anunciação a Maria (evangelho) é a página da cooperação de Maria na obra da salvação. O Concílio acentuou fortemente, como faziam os antigos Padres da Igreja, que Maria trouxe à obra de Cristo não uma inerte passividade, mas operosa atividade. O seu “sim” foi mantido e acentuado em toda a vida até o Calvário, onde oferece Cristo que se oferecia por nossa salvação. Maria ensina aos seres humanos de hoje que entrar no mistério de Cristo, querer operar a salvação, é pôr-se a “serviço”. Escolhida para mãe, declara-se “serva”.
E em sua vida progrediu no caminho da fé, da dedicação, da obediência, do amor, da esperança (LG 58;63;65). O mundo está cansado de palavras, de gestos ruidosos, dos que se colocam sempre no primeiro lugar. Maria nos ensina que fazer é mais importante do que falar; ensina-nos a preferir a obra humilde, mas tenaz e cheia de amor, pôr-se a serviço mesmo quando se é chamado a funções importantes. Maria é modelo de fé adulta, esclarecida, consciente, convicta, responsável, que repercute na vida. É modelo de virtudes maduras, crescidas num exercício contínuo de entrega aos outros, de ininterrupta abertura ao amor. Finalmente, sua vida de imaculada atingiu o fulgor de seu amor por Deus e pela humanidade.
Ao lado do verdadeiro Adão foi criada a verdadeira Eva: Maria é parte do mistério de Cristo. Onde havia abundado o pecado, a graça superabundou. A Imaculada é o “sinal” de que, com a ressurreição de Cristo, o mal já está vencido “de início” se uma criatura pôde ser cheia de graça desde o primeiro instante de sua existência.
A Escritura, repetindo o triste refrão: “E fez o que é mal aos olhos do Senhor, imitando os seus pais” (cf. 2Rs 13,2.11...), quer dar um exemplo do implacável contágio do pecado, que o livro do Gênesis exemplifica mais plasticamente, buscando a origem do mal. Maria Santíssima, subtraída ao pecado “original” é também a garantia de que, no mundo, o bem é mais forte e mais contagioso que o mal. Com ela, a primeira redimida, tem início uma história de graça “contagiosa”.
O tema a Imaculada é central no Advento, que se prepara para reviver o “mistério da Redenção” em acontecimentos nos quais a graça irrompe superabundantemente. A Encarnação do Verbo, a exultação do Precursor no seio materno, o “Magnificat”, o “Glória!” dos anjos, a alegria dos pastores, a luz dos magos, a consolação de Simeão e Ana, a teofania (manifestação) no Jordão antecipam os sinais dos tempos novos. A liturgia torna presente no meio da nossa assembleia a força que preservou a Virgem do pecado; de fato, celebra, na Eucaristia, o mesmo mistério da redenção, cujos benefícios Maria foi a primeira a gozar e do qual nós participamos, segundo nossa fraqueza e nossas forças.
Frei Juracy Aguiar, OFMCap (membro da PROCASP)
 
 
 
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