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XXXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM- 18/11/2013

                 XXXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (Lc 21,5-19)
O tempo comum está findando-se, estamos às portas do Advento, tempo preparativo para o Natal. No próximo domingo celebraremos a festa de Cristo Rei do Universo e depois entraremos no Advento. Porém, como ainda estamos no Tempo Comum, então vamos refletir um pouco sobre o evangelho de hoje que tem como título: “Anúncio do fim”.
Na versão de Marcos desse episódio, Jesus se retira do Templo, permitindo que os discípulos impressionem-se com a visão que os leva a comentar a beleza do Templo. Lucas apresenta Jesus ensinando dentro do Templo; será seu último comparecimento ali, seu último anúncio da destruição do Templo de Jerusalém, na mente popular ligada ao fim do mundo. Isso fora verdade quando o Templo de Salomão ainda estava de pé: os israelitas sentiam-se seguros por causa da promessa divina de uma herança eterna para Davi e o Templo era símbolo de proteção divina. Jeremias mencionou a ilusão de confiar no Templo terreno (Jr 7,4). O templo de Herodes também era uma visão gloriosa. Seus adeptos tendiam a basear todas as esperanças em sua firme segurança. Só o cataclismo do fim poderia abalá-lo.
Essa ligação da queda do Templo com o fim do mundo leva Jesus a envolver as duas ideias ao responder à pergunta dos discípulos: “Quando é que acontecerá isso?” Primeiro, ele fala do fim do mundo. Esse sermão sobre o fim (éschatonem grego) costuma ser chamado de discurso escatológico. O medo e a expectativa deixarão as pessoas vulneráveis a pseudomensagens e pseudomessias. Eles indicarão sinais apocalípticos (guerras, terremotos, pragas, sinais nos céus) para mostrar que o fim está próximo. Jesus já disse que a tentativa de calcular o fim é perda de tempo (Lc 17,20-21). Os sinais que ele menciona podem ser observados em todas as épocas. Indicam que o fim está próximo, mas não ajudam a determinar o dia e a hora. A essência do discurso remonta ao próprio Jesus, mas foi afetada pela experiência da Igreja primitiva ao testemunhar a queda de Jerusalém e a perseguição dos primeiros mártires. Os leitores do Evangelho poderiam se lembrar de exemplos concretos da perseguição anunciada por Jesus. Na menção de “os reis e governadores” eles veriam a fisionomia de Herodes e Pilatos e, provavelmente, de Agripa I e Agripa II, Félix e Festo (At 12; 24-26). Os discípulos de Jesus não devem ficar frenéticos e ansiosos sobre a perseguição futura. Terão a oportunidade de dar testemunho (At 3,15;4,20). Não devem se preocupar com o que dizer no tempo de julgamento; falarão com uma sabedoria divina que ninguém poderá contradizer (At 4,13). Laços familiares não protegerão os discípulos (Lc 12,51-53). Os seguidores de Jesus devem carregar a cruz durante todo o caminho do Calvário, como ele fez. A promessa de que nada de mal acontecerá nem a um só fio de cabelo parece estranha no anúncio da perseguição. É apenas uma declaração descritiva da proteção espiritual definitiva de todos os que sofrem perseguição por causa de Jesus.
Que nós não fiquemos perguntando quando o Senhor Jesus voltará, mas que estejamos atentos à justiça, à misericórdia, ao amor, ao cuidado para com o nosso próximo, pois Ele já voltou e está no nosso meio, é o Emanuel.
Frei Juracy Aguiar, OFMCap (membro da PROCASP)
 
 
 
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