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CRISTO - MODELO E INSPIRAÇÃO- 14/06/2013

Cristo: modelo e inspiração
 
O próprio Jesus faz um itinerário que pode ser um modelo para todos que se colocam no seguimento dos seus passos. Ele, pelo batismo, movido pelo Espírito realiza muitas obras que agradam a Deus e libertam o ser humano, pois o Espírito de Jesus é o poder criador do próprio Deus, e é também, poder salvífico de Deus pelo qual conduzira a Israel da escravidão para a terra dos livres. Ainda este mesmo Espírito continua atuando na história, por ele Deus fala por meio de profetas. No caso de Jesus, a presença permanente do Espírito é o começo do reino de Deus e da nova criação na história.
A presença do Espírito na sua vida é a força para a sua pregação. Movido por este, ele tem a coragem para denunciar, para curar doentes, expulsar demônios e restabelecer a criatura destruída. Os sinóticos apresentam o Espírito como sujeito do caminho de Jesus, este habita em Jesus e possibilita o diálogo permanente entre o Pai e o Filho. Essa relação de reciprocidade entre as duas pessoas divinas é um dos elementos essenciais para a pessoa humana.
O Espírito que sai de Deus e repousa em Jesus é enviado para cada pessoa. Sendo assim todo ser humano recebe a força criadora para que não viva mais fechada no medo e na solidão, mas, como Jesus, tenha coragem de romper com estruturas geradoras de misérias coletivas e ter práticas eficazes e libertadoras. Portanto, o Espírito  a encoraja para a missão e para o anúncio da mesma forma que revitalizou os Apóstolos após o dia de Pentecostes.
A partir desse anúncio percebe-se na pessoa de Pedro a força profética para anunciar a vitória de Cristo sobre a morte e a certeza de que a mensagem continuará gerando vida em abundância, pois o Espírito não cessa de ser o guarda da esperança no coração do homem, ou seja, liga, por divina comunhão, o homem ao seu Redentor. Presente na missão dos apóstolos encoraja-os para que a obra do Pai, concretizada no Filho, tenha continuidade.
Muitos anos depois desse acontecimento em Pentecostes percebe-se, por atitudes de alguns homens e mulheres, que o Espírito continua a inquietar muitos corações que não se acomodam diante das situações de opressões, mas une todos a Cristo para que vivam uma só comunhão. E no encontro pessoal ou comunitário com Jesus Cristo, a Ele se identificam e assumem uma posição radical de compromisso com os mais frágeis e participam de forma evangélica de suas paixões, de suas misérias e das suas lutas.  
Aqui, pode-se destacar a experiência de Francisco de Assis que a partir do seu encontro com Cristo ressuscitado no crucifixo de São Damião começa um caminho de radicalidade na vivência do Evangelho. Toma como modelo para sua vida o próprio Cristo e escolhe viver a minoridade. Mas em Francisco, o ser menor não tem como origem o medo, a submissão psicológica, a renúncia da responsabilidade, mas por ser Cristo a sua referência, mostra, por sua vida, a força libertadora do amor de Deus que redime, cura as feridas, consola os corações e chama à liberdade. 
São experiências que chamam a atenção, pois poderia se fazer a seguinte pergunta diante desses fatos: Que força invade a vida de um ser humano a ponto de realizar uma missão tão árdua e exigente e não se deixar abater? E tudo isso é possível, pela abertura à graça que vem ao encontro de todos e a força do Espírito que o próprio Cristo concede para que façam brilhar a luz, como ele o fez, na vida cotidiana, familiar, eclesial e social.
 
 
 
 
Frei Arcanjo de Sousa Soares
 
 
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