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Pentecostes - Nascimento da Igreja- 17/05/2013

                              Pentecostes – nascimento da Igreja - Frei Juracy Aguiar, OFMCap
 
A solenidade de Pentecostes celebra um acontecimento capital para a Igreja: a sua apresentação ao mundo, o nascimento oficial como o batismo no Espírito. Complemento da Páscoa, a vinda do Espírito Santo sobre os discípulos manifesta a riqueza da vida nova do Ressuscitado no coração e na atividade dos discípulos; início da expansão da Igreja e princípio da sua fecundidade, ela se renova misteriosamente hoje para nós, como em toda a assembleia eucarística e sacramental, e, de múltiplas formas, na vida das pessoas e dos grupos até os fins dos tempos. A “plenitude” do Espírito é a característica dos tempos messiânicos, preparados pela secreta atividade do Espírito de Deus que “falou por meio dos profetas” e inspira em todos os tempos os atos de bondade, justiça e espiritualidade dos seres humanos, até que estes encontrem em Cristo seu sentido definitivo.
Não se pode deixar de ligar o acontecimento do Sinai com o de Jerusalém; a assembleia das doze tribos corresponde à dos apóstolos, novo Israel; fogo e vento manifestam a presença do Deus vivo; é dada a lei da aliança, lei de liberdade que qualifica os filhos de Deus. A aliança, não mais limitada a um povo escolhido para dar a conhecer o verdadeiro Deus, é aberta a todos os povos e a todas as raças; não mais caracterizada por um sinal na carne (circuncisão), ela é espiritual e se exprime pela fé e o batismo (também o de desejo); não mais renovada por homens mortais no decorrer da história, é ela fundada sobre Cristo “que permanece eternamente”. E precisamente por ser espiritual e definitiva, sua encarnação atual na Igreja do nosso tempo com suas instituições e nas diversas igrejas esparsas por toda a terra, com suas peculiaridades, tem valor sacramental (isto é, traz verdadeiramente a salvação). É preciso, pois, não considerar absoluto e definitivo algo que não seja o próprio Espírito, realidade profunda e inexaurível de tudo o que constitui a vida da Igreja no tempo: ações sacramentais, ministérios e carismas, templos e lugares.
“Sem o Espírito Santo, Deus está distante, o Cristo permanece no passado, o evangelho uma letra morta, a Igreja uma simples organização, a autoridade um poder, a missão uma propaganda, o culto um arcaísmo, e a ação moral uma ação de escravos. Mas no Espírito Santo o cosmos é enobrecido pela geração do Reino, a Igreja realiza a comunhão trinitária, autoridade se transforma em serviço, a liturgia em memorial e antecipação, a ação humana se deifica (diviniza)” (Atenágoras).
A festa de Pentecostes nos oferece a oportunidade de reconhecer o dom do Espírito Santo em cada pessoa e na comunidade. Quem o acolhe tem todas as condições de vencer a timidez, o medo, a tristeza, o desânimo e a solidão. Em cada um de nós, a partir do batismo, existe essa força do alto que nos enche de autoestima e nos impulsiona a fazer o bem, do mesmo modo como Jesus fez.
Que abramos o nosso coração e a nossa mente ao Espírito Santo para que sejamos morada do Mestre. Amém!
Frei Juracy Aguiar, membro da PROCASP
 
 
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