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A dinâmica do Reino- 12/04/2013

                                                           A Dinâmica do Reino
 
Retomemos as palavras do comentário litúrgico: “Estamos reunidos em torno do Ressuscitado, o Cordeiro imolado que vive para sempre. A Ele queremos dar graças e glorificar, pois nos alimenta com a palavra proclamada e com o pão partilhado. Desafiados pela pergunta que hoje Ele nos faz – “vocês me amam?”, abramos o coração, neste 3º domingo da Páscoa, para a resposta de fé e de amor”.
As condições para responder esta pergunta são exigentes, pois, requer compromisso e zelo pela grande vinha da qual todos, com os mais diversos ministérios, somos operários.
No Evangelho (Jo 21,1-19), somos questionados juntamente com o Apostolo Pedro sobre o grau de amor que temos pelo mestre – Simão, filho de João, tu me amas? Ainda, comunidade reunida, vocês me amam? São capazes de apascentar? De gastar a vida neste projeto de justiça, igualdade e comunhão?
O gesto de Jesus torna-se quadro de referência para o agir cristão. Ele deu a vida; pelo seu amor e pela sua entrega criou a comunhão perfeita entre céus e terra, entre o humano e o divino.  Com a sua pergunta exige atitudes de fidelidade e coragem, pois são muitas as situações que nos faz perder as forças e a identidade.
O Papa emérito Bento XVI explicou que após a Ressurreição Jesus encontra seus discípulos “ao amanhecer, depois de uma fadiga inútil que tinha durado a noite inteira. As suas redes estão vazias. De certo modo, isto aparece como o balanço de suas experiências com Jesus: tinham-no conhecido, estavam ao lado dele e Ele tinha-lhes prometido muitas coisas. No entanto, agora encontravam-se com as redes vazias, sem peixes. Mas eis que ao amanhecer Jesus vai ao seu encontro; contudo, eles não o reconhecem imediatamente”.
A iniciativa do encontro mais uma vez é de Jesus. Aproxima-se em um momento de desânimo e cansaço, redes vazias, ou melhor, vida sem motivações, sem sonhos, sem perspectivas de mudanças.  “Então aquele discípulo, que Jesus amava, disse a Pedro: É o Senhor! Quando Simão Pedro ouviu dizer que era o Senhor, cingiu-se com a túnica e lançou-se às águas”. Jesus é reconhecido pelo discípulo amado, assim fica a certeza que, somente pela vivência do amor verdadeiro seremos capazes de reconhecer o Senhor nas nossas labutas e nas experiências fraternas. Quanto a Pedro, esse atira-se na água pois não se sente preparado para estar na presença Daquele que por ele foi negado três vezes diante do tribunal da injustiça e do poder que fere a vida. A Pedro, Jesus pede um ato de confiança na sua palavra, um pedido humanamente desconcertante: tu me amas mais que estes? Pergunta inquietante que, repetida três vezes, recorda a tripla negação do apóstolo. Mas este, apesar da amarga experiência, contesta humildemente: “Senhor, tu sabes tudo, tu sabes que te amo! O Filho de Deus confia a Pedro seu rebanho, sua Igreja, contra ela, como já havia assegurado anteriormente, as forças do inferno não prevaleceram (Cf. Mateus 16, 17-18).
Assim, perdão, perseverança e humildade são os gestos essenciais para se manter no caminho; trabalhar com coragem até mesmo quando estivermos cansados e com redes vazias. 
                                               

                                                                                                                   Frei Arcanjo de Sousa Soares

 
 
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