Penápolis, Quarta-Feira, 20/09/2017 PrincipalFale conosco
Busca
Principal Sobre o Santuário Os Freis Evangelho do dia Horários Notícias Fale conosco
 
Cadastre seu e-mail e receba uma mensagem de paz em sua caixa postal todas as semanas
Nome
E-mail
Notícias e Comunicados

TERCEIRO DOMINGO DA QUARESMA- 01/03/2013

TERCEIRO DOMINGO DA QUARESMA
 
CONVITE À CONVERSÃO Lc 13, 1-9
 
Neste 3º Domingo da Quaresma vamos refletir sobre a conversão nessa perícope do Evangelho de são Lucas.
No estilo dos antigos profetas, também Jesus vê em dois acontecimentos dessa crônica, sinais de advertência de Deus, um convite urgente à conversão na busca da genuína vontade do Pai. Um momento antes o evangelho de Lucas relatou a exortação de Jesus a discernir os sinais do tempo presente, salvífico. Estes sinais devem ser procurados também nos fatos cotidianos. Um episódio de repressão, que tem o marco da brutalidade e do menosprezo do governador romano Pôncio Pilatos, suscitou horror e indignação nos habitantes de Jerusalém. É provável que Pilatos tivesse ordenado que fossem mortos determinados galileus, quando estavam no ato mesmo de abater animais para os sacrifícios, por ocasião da Páscoa. Será que se tratava de simpatizantes do movimento zelote, surgido na Galileia pelo ano 6 d.C., o qual defendia a luta armada contra a ocupação romana? Os que relatam o acontecimento a Jesus querem sem dúvida provocar o julgamento e uma tomada de posição do Mestre. Que pensa ele do movimento zelote, que leva a estes horrores? Jesus parece repudiar a teoria popular, generalizada em Israel, de que o sofrimento sempre era consequência do pecado. Todavia, ele não aborda aqui o problema do sofrimento, que é um dos maiores problemas tanto da filosofia como da teologia. Esse é o chamado problema do mal, que é dividido em males naturais, como os desastres que sobrevêm em resultado dos distúrbios da natureza, como os terremotos, os incêndios etc., e os males morais, que são ocorrências más, resultantes da vontade pervertida dos seres humanos. Estes não podem encaixar a ação de Deus nos esquemas preestabelecidos para seu próprio privilégio e prestígio e se transformar em “contador” de Deus. Essa pretensão gera o pior imperialismo, capaz de servir-se também da violência programada para se instalar e se conservar. Em suma era esta a desembocadura do zelotismo e do movimento farisaico em suas deformações: a supremacia religiosa e política em nome de Deus. Jesus corta até à raiz esta tentativa convidando todos, fariseus, zelotes, galileus e habitantes de Jerusalém, à mudança, à conversão. A única maneira de escapar à ruína – e no horizonte se apresenta a catástrofe do ano 70 –é a transformação interior e real do ser humano, sobretudo a renúncia a autojustificar-se tomando o lugar de Deus e tirando partido das desgraças dos outros.
Como comentário e reforço deste convite dirigido a todos os judeus, Jesus conta uma parábola que se insere ainda na tradição profética. Para os seus ouvintes era familiar a imagem da figueira infértil, para indicar o comportamento infiel do povo de Deus (Jr 8,13; Mq 7,1). Mas esta palavra de Deus não vale só para o povo antigo; é ainda atual. Na ação e na palavra de Jesus é oferecida a todos a última ocasião, um adiamento do julgamento. Mas isto não deve se tornar um álibi para procrastinar sem dia marcado a própria decisão de mudar. É interessante observar que o convite de Jesus à mudança é relatado por Lucas durante a viagem rumo à capital. Na intenção de Jesus, talvez seja esta a última tentativa para mudar a situação? Talvez ele tenha esperança na conversão ou mudança radical de seu povo? Certamente, um Jesus esperançoso é preferível a um Jesus pessimista e resignado. Afinal de contas, por que não tomaria Jesus a sério as possibilidades da liberdade humana, também para o bem?
Frei Juracy Aguiar, OFMCap
 
 
Principal Sobre o Santuário Os Freis Galeria de Fotos Horários Notícias Fale conosco  
 

Este site foi visitado 225147 vezes.

© 2009 Santuário São Francisco de Assis - Penápolis. Todos os direitos reservados.