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QUARTO DOMINGO DO TEMPO COMUM- 04/02/2013

                                    QUARTO DOMINGO DO TEMPO COMUM
 
                           Evangelho de São Lucas 4,21-30: o Profeta rejeitado
 
Esta perícope de Lucas é uma síntese de tudo o que aconteceu na vida e ação de Jesus. Esse evangelista quis, desde o início da atividade de Jesus, mostrar o que acontece ao longo de todo o evangelho e o que acontece também na caminhada das comunidades cristãs (Atos dos Apóstolos): a mensagem de libertação encontra forte resistência e rejeição. Quem não admite que a Boa Notícia seja anunciada aos pobres, os que não querem ver os oprimidos libertados, os que não desejam ver livres os presos, perseguem até a morte os promotores da libertação. Tudo isso, segundo esse autor sagrado, aconteceu com Jesus já no início de sua atividade libertadora, na sua terra, no meio do seu povo. De fato, segundo os estudiosos, o texto deste domingo é síntese de pelo menos três visitas de Jesus a sua terra. Mas o evangelista fez com que essas três visitas sucessivas se tornassem uma só, de modo que, ao rejeitar Jesus e sua mensagem de libertação, o povo de Nazaré perde para sempre a possibilidade de estar em contato com o libertador e salvador, excluindo-se do “hoje” do Deus que age na história.
O projeto de Jesus é libertar os empobrecidos, oprimidos e marginalizados (veja o evangelho do domingo passado). Mas seu programa de vida encontra fortes rejeições. E não se trata de simples discussão em torno de pontos de vista. A rejeição a Jesus e ao seu projeto culmina em Jerusalém, onde ele é crucificado e morto por seus opositores.
O primeiro obstáculo é a encarnação: Jesus é um deles: “Não é este o filho de José?” (v.22a). O povo esperava um messias espetacular, capaz de ações mágicas e miraculosas. Para o povo de Nazaré é impossível que Deus aja através de uma pessoa comum, cujas origens são conhecidas de todos. O provérbio “Médico, cura-te a ti mesmo” (v.23a) pode ter este significado: “olhe para você mesmo: pobre, sem projeção social, incapaz de libertar os próprios familiares da opressão e miséria”.
O segundo obstáculo é a busca de milagres: “Faze também aqui, em tua terra, tudo que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum” (v.23b). Jesus se recusa a cumprir sinais em benefício próprio; recusa-se a ser ídolo da abundância, do prestígio, do poder e da riqueza. A fé no Deus libertador não é resultado de um cálculo meticuloso das probabilidades. Fé é entrega total.
Esses dois obstáculos impedem que o “hoje” da libertação atinja o povo de Nazaré. Só quem tem os olhos do pobre será capaz de aceitar a libertação que vem do Messias pobre e aliado dos marginalizados.
Jesus foi rejeitado pelos seus por ser uma pessoa pobre, simples, popular, perdoadora, reconciliadora; e quanto a nós, buscamos viver esta simplicidade do Mestre ou vivemos complicando a vida através do racismo, preconceito, megalomania etc.?
 
Frei Juracy Aguiar, OFMCap (membro da PROCASP)
 
 
 
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