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Vocação, chamado à promoção da vida, à paz e vivência do amor- 10/08/2012

Vocação, chamado à promoção da vida, à paz e vivência do amor
Durante o mês de agosto, a Igreja convoca a todos os cristãos e todas as comunidades para refletirem sobre a realidade do chamado que Deus faz a cada um de nós para promovermos a vida, a paz e o amor, na vivência do bem ao próximo, na união com Deus pela oração e realizando o que fazemos com amor. Para vivermos essa realidade de amor e promoção da vida nós vamos descobrindo os talentos que Deus nos concede e os desenvolvemos para que dêem frutos nas nossas famílias, em nossos trabalhos e para a sociedade.
Vamos realizando um caminho, assumindo com dedicação o que nos vai realizando como pessoa, ao qual chamamos de “vocação”. A Igreja coloca, então, este mês como o “mês vocacional”, lembrando de todas as vocações, especificamente à comunidade. A origem de todo chamado (vocação) está na promoção da vida, de “vida plena e a todos”, conforme Jesus mesmo veio trazer (Jo 10,10). Já nas primeiras páginas da Bíblia encontramos claramente a base de todo chamado de Deus e que orienta todo dom que Deus nos concede: Deus chama a Moisés para que tire o povo da escravidão do Egito, de tudo aquilo que oprime e impede de a vida acontecer, e a levá-lo para uma terra onde todos sejam irmãos e vivam com amor (cf. Ex 3,9-10). Deus, então, nos concede talentos, como a Moisés, capacitando a ser um defensor da vida do povo, uma liderança para a comunidade (Ex 3,11s), a fim de trazer vida em abundância às pessoas, trazer paz e fraternidade, especialmente aos sofridos.
Moisés inicialmente relutou em aceitar essa realidade do chamado, pois para se garantir a vida e promovê-la requer que nos doemos com dedicação e coragem a favor da justiça. Moisés, por fim, aceita. Nós, lendo esta passagem da Bíblia, somos interpelados a também reorientarmos nossas atividades e dons para a promoção e defesa da vida, para a verdade e para a justiça. Isso nos custa também sairmos de nosso comodismo e ambições às vezes fechadas em nós mesmos.
Se ouvirmos também a leitura do Evangelho deste Domingo nas missas, temos Jesus reforçando a valorização da vida em seu todo, ao nos falar de um “alimento que permanece”, de valores e atitudes que nos são tão importantes que não passam, que nos sustentam e motivam a vivermos felizes: como o amor que temos pela família, a doação ao próximo, a amizade que vamos construindo com as pessoas, trabalhos que realizamos com gosto e que depois vemos que valeu a pena o sacrifício... e tantas atitudes carregadas de fé, amor e esperança que estão em meio a nossas vidas... as quais também correspondem aos gestos e palavras cheios de amor de Jesus e que nos apontam um caminho seguro e feliz, no qual sabemos que realmente somos realizados.
Esse caminho de Jesus, que nos alimenta de forma profunda, podemos encontrar também nas primeiras páginas da Bíblia, junto à vocação de Moisés, quando Deus fala de sua vocação! É uma passagem bíblica extraordinária, pois é quando Deus mesmo fala sobre o seu chamado. Deus também tem um chamado. Deus se sente chamado a se inclinar à dor do seu povo sofrido, olhá-lo com imensa misericórdia e vir salvá-lo: “Deus disse: Eu vi muito bem a miséria do meu povo que está no Egito (e que vive hoje em dia). Ouvi o seu clamor contra seus opressores, e conheço os seus sofrimentos. Por isso, desci para libertá-lo do poder dos egípcios e para fazê-lo subir dessa terra para uma terra fértil e espaçosa, terra onde corre leite e mel (a paz e o bem)” (Ex 3,7-8). E Jesus Cristo, mais para frente, vem “para anunciar a Boa Notícia aos pobres; para proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano de graça do Senhor” (Lc 4,18-19).
Assim, reflitamos sobre o sentido e caminho que fazemos, como e para quê trabalhamos, como nos relacionamos, para que ouvindo o chamado de Deus à vida, à paz, à libertação, aprofundemos os dons e tudo que temos à luz do caminho que Jesus nos orienta e desperta: do amor que sabe sair de si, para se doar, ajudar e servir.
 Lembremos, por fim, neste primeiro domingo de agosto que a Igreja pede que se reflita e reze pela vocação dos padres, diáconos e bispos. Eles, mesmo com suas fragilidades, se colocam na dinâmica de Jesus de servir ao povo. É uma vida desafiada à constante doação, em meio aos vários apelos de hoje de comodismo e egoísmos. Por isso, esta vocação vem nos sinalizar a doação de Jesus, o Bom Pastor. Os padres são chamados a, como Jesus, guiar e cuidar do “rebanho”, manifestando “esse alimento que não passa” e a misericórdia que sempre perdoa... Que o Senhor da messe e pastor do rebanho fortaleça a todos que chamou e chama ao serviço do seu povo!
 
                                                                       Fr. Marcelo Toyansk S. Guimarães
 
 
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