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“É MISSÃO DE TODOS NÓS...”- 22/06/2012

"É MISSÃO DE TODOS NÓS...”

“O Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos, e os enviou dois a dois, na sua frente, para toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. E lhes dizia: «A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso peçam ao dono da colheita que mande trabalhadores para a colheita”.(Lc. 10,1-2)

Nestes últimos meses, do início do tempo do Advento até agora, a liturgia nos colocou em contato com o mistério de Deus.

Celebramos no Natal, a vinda de Deus em nosso meio. Um Deus que nasceu para ser o Emanuel, Deus conosco para sempre.

Na Páscoa, celebramos a maior prova de amor de Deus para com toda a humanidade: a salvação desta humanidade, por meio da morte e ressurreição de Jesus. São João, no seu Evangelho, começa a narrativa da paixão de Jesus justamente com estas palavras: “Antes da festa da páscoa, Jesus sabia que tinha chegado a sua hora. A hora de passar deste mundo para o Pai. Ele, que tinha amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1).

Na festa da Ascensão, a volta de Jesus para o Pai e a certeza de que sua ressurreição é também a nossa ressurreição. Ao voltar para o Pai, Jesus abre as portas do céu para toda a humanidade.

Na Festa do Pentecostes, celebramos a vinda do Espírito Santo prometido, sobre os discípulos e Nossa Senhora reunidos no cenáculo de Jerusalém e, com esta vinda, o nascimento da Igreja. É, a partir da vinda do Espírito Santo, que as “portas se abrem” e os discípulos compreendem todo e ensinamento de Jesus e tomam consciência de sua missão como continuadores de seu Evangelho.

Por ultimo, neste contexto de revelação, manifestação, conhecimento do mistério de Deus, celebramos a festa da Santíssima Trindade e, com ela, descobrimos que o Deus da nossa fé na sua intimidade não é uma solidão, mas uma comunhão de pessoas: é Pai, Filho e Espírito Santo. Esta festa “não é um convite a decifrar o mistério que se esconde por detrás de “um Deus em três pessoas”; mas é um convite a contemplar o Deus que é amor, que é família, que é comunidade e que criou o homem e a mulher para os fazer comungar nesse mistério de amor. Tudo o que temos e somos é obra amorosa deste Deus, Pai, Filho, Espírito Santo que nos é revelado como um Mistério de profunda comunhão. O que aprendemos e contemplamos da Trindade, aprendemos e contemplamos a partir de Jesus Cristo. Em diversas passagens, os apóstolos reconhecem Nosso Senhor como "Filho de Deus", que prometeu enviar o "Espírito Santo" sobre eles, que ressuscitou dos mortos ao terceiro dia pelo seu próprio poder, etc.

Antes de se elevar ao Céu, Jesus anunciou e prometeu aos Apóstolos que o Pai lhes enviaria o Espírito Santo, que os ensinaria e os fortaleceria na fé: "Rogarei a meu Pai e Ele vos mandará outro consolador" (Jo 14, 16, 26), "o espírito da verdade," que "vos ensinará tudo" (Jo, 14, 26).

Agora que sabemos de tudo isso. Agora que nós vimos e ouvimos, o que temos que fazer? O próprio Jesus nos responde: "Ensinai todas as gentes, e batizai-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mt 28, 19)... Na sua última prece, o Salvador pede também:”Pai, que todos sejam um como eu e você somos um... para que o mundo creia que Tu me enviastes” (S. Jo., 17, 21). É ele próprio que nos envia para a missão: O Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos, e os enviou dois a dois, na sua frente, para toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. E lhes dizia: «A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso peçam ao dono da colheita que mande trabalhadores para a colheita”(Lc.10,1-2).

O Papa Bento XVI, falando na Conferência de Aparecida, lembra que, como batizados, “precisamos tomar consciência de que, além de discípulos, somos também apóstolos”, continuadores da missão de Jesus, sinais de seu amor e da sua presença no meio do mundo. Cada cristão, como Jesus, é chamado a ser uma notícia boa (Lc. 4,18-19) no meio de tanta má notícia que existe por aí. Numa palavra: nós que vimos e ouvimos, somos chamados a anunciar e a testemunhar Jesus Cristo e seu Evangelho ao mundo. Terminou o tempo da revelação de Deus. Começou agora o tempo da missão, do compromisso, do testemunho da nossa fé.

Que o mesmo Espírito Santo que fecundou Maria, ungiu e consagrou Jesus, desceu sobre os apóstolos, esteve e está presente na igreja,povo de Deus, comunidade dos batizados, nos dê força, luz, coragem e esperança para assumirmos com fidelidade a missão a nós confiada.

 

 

Frei Alonso Aparecido Pires

 

 

 
 
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