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A vida de Jesus Cristo para nossos povos- 18/06/2012

A vida de Jesus Cristo para nossos povos
 
            Há cinco anos, lançava-se o texto-documento da Conferência que reuniu bispos representando toda a Igreja Católica da América Latina, acontecida na cidade de Aparecida, em 2007. Este documento, chamado “Documento de Aparecida”, tem sido orientação para toda a Igreja na América Latina e no Brasil, apesar de precisar ser ainda mais conhecido e assimilado. Ele é dividido em três partes. Uma primeira parte “vê” a nossa realidade social e eclesial; a segunda parte um “julgar”, avalia e aprofunda, a nossa vida de cristãos; e a terceira parte com pistas e ações concretas e atuais à luz de Jesus Cristo para a nossa realidade difícil e desafiadora de hoje.
            Sobre esta terceira parte, intitulada “a vida de Jesus Cristo para nossos povos”, queremos discorrer um pouco. Como bem sabemos a nossa realidade de hoje nos desafia bastante. Se temos hoje muito mais facilidades de comunicação e intercâmbio de bens e recursos, por outro lado, esta “globalização faz emergir, em nossos povos, novos rostos pobres”, por exemplo, “migrantes, vítimas da violência... os tóxico-dependentes... mulheres maltratadas, grandes grupos de desempregados etc” (DAp 402). Mesmo com isso, não queremos nos prostrar, pois reconhecemos também a presença salvadora de Jesus Cristo em nossas vidas: na fé que praticamos, nas lutas por mais dignidade, nas famílias, na nossa vivência comunitária, na caridade de uns para com os outros... vamos percebendo a Cristo que disse “eu vim para dar vida aos homens e para que a tenham em plenitude” (Jo 10,10).
            E essa sua salvação “não redime só a pessoa individual, mas também as relações sociais entre os seres humanos” (DAp 359). A salvação nos trazida por Jesus é ampla e includente, é para todos e todas as situações e relações. Por isso, esta terceira parte do Documento de Aparecida vai considerar as várias realidades da vida do nosso povo, e como seguidores de Jesus somos enviados a “comunicar vida”, para renovar e reestruturar nossos grupos – pastorais – e comunidades, abandonando as ultrapassadas estruturas em vista de despertar nossas capacidades a serviço do Reino da vida (DAp 365-366). Vai considerar a “promoção da dignidade humana”, para a qual a Igreja “não pode nem deve colocar-se à margem na luta pela justiça” (DAp385), mas deve saber que “os rostos sofredores dos pobres são rostos sofredores de Cristo” (DAp 393). “Solicita-se dedicarmos tempo aos pobres, prestar a eles amável atenção, escutá-los com interesse, acompanhá-los nos momentos difíceis, escolhê-los para compartilhar horas, semanas ou anos de nossa vida, e procurando, a partir deles, a transformação de sua situação” (DAp 397).
            Para a Igreja, assim, está em igualdade o serviço da caridade com a celebração dos sacramentos (como a missa) e o anúncio da Palavra de Deus! Esta terceira parte do Documento vai ainda considerar a “família”, um dos nossos tesouros mais importantes, considerando a todos – homens, mulheres, crianças, jovens... –, aos quais pede uma grande atenção, pois a família está muitas vezes desestruturada e afetada por diversas dificuldades que inibem a vida e a paz. Valoriza também o meio ambiente, tantas vezes degradado pelo capitalismo e consumismo atuais, bem como dedica atenção à vida cultural de nossos povos: influenciada por uma diversidade de ideias, em um contexto com muitas mudanças e, juntamente, afetada por um exagerado individualismo. Diante disso, desperta-nos a estarmos nos “centros de decisão” e nos mais variados espaços da sociedade com a perspectiva da fé: valorizando a toda vida, a dignidade de toda pessoa humana, bem como a paz, a ética e a solidariedade.
            Já que “a realidade atual manifesta que existe uma notável ausência... de vozes e iniciativas de líderes católicos... que sejam coerentes com suas convicções éticas e religiosas” (DAp 502), mostra-nos que “se muitas estruturas atuais geram pobreza, em parte é devido à falta de fidelidade a compromissos de muitos cristãos com especiais responsabilidades políticas, econômicas e culturais” (DAp 501). Com esse Documento, podendo ser mais lido e conhecido de todos, despertemos nossa fé e nossas capacidades a serviço da vida, da justiça, da ética e da defesa dos mais fragilizados! Ainda que muitas vezes viver a Mensagem de Jesus seja com muitas dificuldades e incompreensões, sabemos para onde nos conduz Jesus... mesmo junto das sombras de nossa realidade, ele é nossa Luz! E mesmo em meio às nossas fraquezas, pedimos: “Fica conosco, Senhor... Fica com nossas famílias... Fica, Senhor, com aqueles que são os mais vulneráveis; fica com os pobres...” – “fortalece a todos em sua fé para que sejam – realmente – teus discípulos e missionários!” (DAp 554).
 
 
Frei Marcelo Toyansk Guimarães
 
 
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