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Igreja na construção da Civilização do Amor- 02/06/2012

                                                     Igreja na construção da Civilização do Amor

 
            A liturgia da missa desse domingo celebra a Santíssima Trindade, Deus que é Pai, Filho – Jesus Cristo – e Espírito Santo – o Amor. Uma semana atrás, celebramos com a festa de Pentecostes a vinda do Espírito Santo sobre os primeiros cristãos e sobre todos nós, comunidade reunida em torno de Jesus. Pentecostes vem da palavra grega “cinqüenta” dias, que decorreram após a Páscoa de Jesus, acolhendo então a presença do seu Espírito de amor que anima e fortifica os seus seguidores. A vinda e presença do Espírito Santo é o amor que nos toca profundamente em nossas vidas levando-nos a acolher a mensagem e a pessoa de Jesus, aderindo a ele e a sua bondade e misericórdia que acolhe a todos, sem exclusão. Leva-nos a acolhermos uns aos outros, como comunidade de irmãos.
            Celebrar hoje que Deus é Pai, Filho e Espírito Santo nos desperta que Deus é “comunidade”, três Pessoas sempre se doando umas as outras. Dizemos que o Pai é quem ama, Jesus é o amado e o Espírito Santo é o amor entre eles que extravasa para toda a humanidade! Ou ainda com uma comparação bem simples, o Pai é como o “caule” de uma flor, sendo de onde vem a fonte da vida; o Filho, Jesus, é como a “flor”, quem vemos e nos mostra a beleza da vida e do amar; e o Espírito Santo é como o “perfume” da flor, o qual não vemos, mas sentimos, nos inspira, nos dá novo odor, nos cativa para amar... Isso para tentar dizer que o Pai, Jesus e o Espírito de amor são plenamente em comunhão, sempre Amor – “Deus é amor”, 1Jo 4,8 – e sempre nos amando... Dizemos que o Pai, Jesus e o Espírito – ao que a Igreja diz a “Trindade” – é o modelo da comunidade: viver toda por amor uns para com os outros.
            Para meditarmos um pouquinho esta realidade para nós, retomemos a palavra da Igreja em sua última grande orientação, o “Documento de Aparecida”, elaborado pelos bispos há cinco anos. Tomemos a segunda parte, que diz sobre “a vida de Jesus Cristo nos discípulos missionários”, em nós, seus seguidores. Diz que “os discípulos de Jesus são chamados a viver em comunhão com o Pai e com seu Filho morto e ressuscitado, na ‘comunhão no Espírito Santo’. O mistério da Trindade é a fonte, o modelo e a meta do mistério da Igreja: ‘um povo reunido pela unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo’, chamado em Cristo ‘como sinal e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todos os homens” (DAp 155).
            A Igreja e todos nós cristãos somos chamados a viver em comunhão, em união, em comunidade pelo amor. É preciso participar da comunidade de fé, pois “não há discipulado (seguimento de Jesus) sem comunhão”, apesar da “tentação, muito presente na cultura atual, de ser cristão sem Igreja” (DAp 156). Pelo batismo entramos para a Igreja, e com a comunhão de vida e pela oração nos fortalecemos como comunidade de amor, como reflexo da comunhão que é Deus-Trindade, sendo luz neste mundo tão dividido e desencontrado, transmitindo, assim, amor a todos que encontrarmos.
Este amor, porém, sabemos que precisa ser aprendido sempre, revendo nossas posturas e o que praticamos. Lugar para isso é a comunidade de fé, nas famílias, “escola de comunhão” (DAp 302), e nos pequenos grupos, “ambiente propício para escutar a Palavra de Deus, para viver a fraternidade” (DAp 308) e que ajudam a demonstrar o “compromisso evangelizador e missionário entre os mais simples e afastados” (DAp 179)... Seguir Jesus também conduz “ao coração do mundo... não é fuga da realidade para um mundo exclusivamente espiritual” (DAp 148), mas é ser discípulo de Jesus – “estar apaixonado por ele”, como amigo e como irmão – e deixar ser enviado por ele – como missionário, anunciando “que só Ele nos salva”. O “que inclui a opção preferencial pelos pobres, a promoção humana integral e a autêntica libertação cristã” (DAp 146).
            Desse modo, “uma autêntica proposta de encontro com Jesus Cristo deve estabelecer-se sobre o sólido fundamento da Trindade-Amor. A experiência de um Deus uno e trino... permite-nos superar o egoísmo para nos encontrarmos plenamente no serviço para com o outro” (DAp 240). Assim, Jesus é o rosto do Pai todo misericordioso, ao qual vamos encontrar como a um amigo, movidos pelo afeto, pelo coração aberto, movidos pelo seu Espírito de amor que nos desperta a compreendê-lo pela Palavra, pelos sacramentos, como na Eucaristia (a missa), na oração, na piedade popular, bem como nos pobres, aflitos e enfermos... para que o encontrando, sigamos a sua mensagem, nos reunindo em comunidade, “vivendo o amor de Cristo na vida fraterna solidária”, crescendo no “serviço aos mais necessitados” (DAp 278), enfim, em comunhão de vida e de fé, construindo, assim, a civilização do amor.
 
 
 
Frei Marcelo Toyansk Guimarães
 
 
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