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O Documento de Aparecida- 11/05/2012

 
 
            Neste segundo domingo de maio em que comemoramos o Dia das Mães, é também dia 13 de maio no qual se comemora o dia de Nossa Senhora de Fátima, padroeira de muitas de nossas comunidades eclesiais, exemplo de mãe e muito presente na devoção de nosso povo. Este dia remete-se à Maria, mãe de Jesus, como Nossa Senhora de Fátima por a história relatar que foi a 13 de maio de 1917 a primeira aparição de Maria para três pastorzinhos na cidade de Fátima, Portugal, seguida de várias outras com o apelo à oração e ao esforço pela conversão. Coincidentemente, nesta mesma data, cinco anos atrás, 13 de maio de 2007, iniciava-se a quinta Conferência dos bispos de toda a América Latina e Caribe, na cidade de Aparecida do Norte, sob então a proteção de Maria, a qual produziu um importante documento que orienta toda a Igreja Católica no Brasil e na América Latina, chamado “Documento de Aparecida”.
            Esta Conferência reuniu quase trezentos participantes, na maioria bispos, mas também vários religiosos, alguns leigos e observadores de outras Igrejas. Aconteceu de 13 a 31 de maio, com o tema “discípulos e missionários de Jesus Cristo para que nossos povos nele tenham vida”, e em meados de 2007 o texto elaborado nesta conferência foi publicado. Este texto, o Documento de Aparecida, foi elaborado a partir do método “ver, julgar e agir”. Os participantes viram a realidade e sofrimentos do povo em seus vários aspectos, depois a partir desta se colocam diante da Mensagem de Jesus de vida plena e buscaram perceber como vivê-la atualmente e agir diante das problemáticas e desafios que nos cercam.
            Este Documento de Aparecida representa os anseios, inquietações e esforços de toda a Igreja Católica, e também orienta, impulsiona e mostra um caminho comum para que todos trilhemos juntos. Um dos pontos principais que este Documento gerou foi de todos cristãos se identificarem como “discípulos missionários” de Jesus Cristo. Não se pode conceber alguém ser discípulo, seguidor, de Jesus sem que também leve e transmita a fé e o amor por suas posturas, gestos e palavras (sendo missionário), do mesmo modo que não se concebe o cristão se gastar em ações e práticas missionárias sem se alimentar com o contato pessoal com Jesus (sendo discípulo). Assim, urge que sejamos seguidores que buscam e se encontram com Jesus Cristo, nele encontrando força e luz, e a partir dele termos ações e práticas missionárias, a favor da vida e dos que mais necessitam.
Este Documento, que ainda precisamos conhecer e assimilar, está dividido em três partes. A primeira, “a vida de nossos povos hoje”, trata da alegria e envio dos discípulos missionários de Jesus, traçando um olhar sobre a nossa situação sócio-político-econômica e cultural. A segunda parte, “a vida de Jesus Cristo nos discípulos missionários”, com uma ação de graças pela presença de Cristo em todas as dimensões de nossas vidas, coloca a nossa vocação à santidade e à comunhão, e aponta o caminho de formação a nós cristãos, como os lugares de encontro com Jesus (a Palavra de Deus, os sacramentos, a oração, o amor fraterno, os empobrecidos e os sofredores...). E a terceira parte, “a vida de Jesus Cristo para nossos povos”, indica que a nossa missão é estar a serviço da vida plena a todos, promovendo a dignidade humana, as famílias, a vida de nossos povos, contemplando, por exemplo, os rostos sofredores que doem em nós. É, pois, um documento necessário para aprofundarmos como guia e iluminação a nossas comunidades e nossa vida cristã.
            Por fim, se versamos um pouco sobre a palavra da Igreja, através deste Documento de Aparecida, precisamos enfatizar que ele nasceu sob o olhar da Mãe Aparecida, iniciou-se no dia de Nossa Senhora de Fátima e igualmente no Dia das Mães! Assim as mães que geram vida e são valorizadas por todos nós no dia de hoje, às quais temos enorme gratidão pela vida que nos deram e pelo carinho e educação que nos transmitiram, nos ensinam a gerar também vida, justiça e solidariedade, e de Maria, mãe de Jesus, aprendemos também o caminho da fé, da abertura ao amor e à vida, aprendendo a  viver o caminho de paz e fraternidade de Jesus, como seus discípulos e por ele enviados como missionários da vida plena ao mundo, na vivência em comunidade.
 
Frei Marcelo Toyansk Guimarães
 
 
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