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Jesus Cristo, o Bom Pastor da Igreja e do nosso povo- 27/04/2012

Neste 4º Domingo do Tempo Pascal, tempo que nos alegra e nos reaviva com a força que vem da celebração da Páscoa, da ressurreição de Jesus e de sua vitória sobre o mal e a morte, ouviremos entre as leituras nas celebrações o Evangelho em que Jesus se coloca como o “bom pastor” (Jo 10,11-18). Ser pastor é aquele que cuida e zela pelo rebanho, o qual é dependente dessa atenção, sem a qual não sobrevive. Jesus ao se colocar como o cuidador, se põe como “o bom” cuidador, o que conhecemos nitidamente por sua Páscoa, quando se dá totalmente por cada um de nós, e o que sempre experenciamos em nossas vidas, em nossas lutas que contam com o amor e a força dele, fazendo das nossas páscoas, nossas “mortes” e superações, ligadas à Páscoa dele.
Como Jesus é pastor, cuidador, e sendo por excelência “bom pastor”, com sua doação a cada um de nós, nos toca a também sermos irmãos daqueles mais frágeis, sermos cuidadores das pessoas, participantes e contribuirmos para o bem em nossas casas, ambientes de trabalho, em nossas comunidades, em nossas convivências... Para melhor entender isso, trazemos o último grande documento da Igreja Católica no Brasil, o Documento de Aparecida, cuja preparação abordava o tema “para que nossos povos tenham a vida em Jesus”, o Bom Pastor. Este documento nos fala isso assim: O papa “Bento XVI nos recorda que ‘o discípulo, fundamentado assim na rocha da Palavra de Deus, sente-se motivado a levar a Boa Nova da salvação a seus irmãos... quando o discípulo (cristão) está apaixonado (cativado) por Cristo, não pode deixar de anunciar ao mundo que só Ele nos salva’... Essa é a tarefa essencial da evangelização, que inclui a opção preferencial pelos pobres, a promoção humana integral e a autêntica libertação cristã” (DAp 146).
Hoje com o Evangelho do Bom Pastor, podemos ainda refletir que o rebanho é formado por animais muito frágeis, como ovelhas, que se perdem com facilidade e não conseguem se cuidar por conta própria, indo ao falecimento ou sendo atacadas pelos animais predadores. O rebanho simboliza a nós, igualmente frágeis, e que nos perdemos facilmente, como podemos ver na primeira parte do Documento de Aparecida, intitulada “a vida de nossos povos hoje”, retratando as várias situações de dor e morte em meio à vida das pessoas, geralmente provocadas em função da exploração e de interesses particulares. Estes são os lobos e mercenários na vida do povo que o Evangelho de hoje nos aponta (Jo 10,12-13).
Também no mesmo Documento de Aparecida, em sua segunda parte – “a vida de Jesus Cristo nos discípulos missionários” –, discorre-se sobre a pessoa do Bom Pastor: em Jesus “experimentamos que ‘o próprio Deus vai atrás da ovelha perdida, a humanidade doente e extraviada. Quando em suas parábolas Jesus fala do pastor que vai atrás da ovelha desgarrada, da mulher que procura a moeda, do pai que sai ao encontro do filho pródigo (perdido) e o abraça, não se trata só de meras palavras, mas da explicação de seu próprio ser e agir” (DAp 242). Deus é quem sempre se doa a nós e age em meio a nossa realidade mostrando que “Jesus, o Bom Pastor, quer comunicar-nos sua vida e colocar-se a serviço da vida” (cf. DAp 353) e sua doação que nos liberta atinge a todas as dimensões da nossa vida, pois “Deus em Cristo não redime só a pessoa individual, mas também as relações sociais” (DAp 359).
Assim, na terceira parte do Documento de Aparecida, já com citações acima, traz “a vida de Jesus Cristo para nossos povos”, recordando todas as áreas e situações da nossa sociedade e que Jesus nestas se coloca como o “Bom Pastor”. Ressalta também as situações sofridas e mais urgentes, como as pessoas que vivem nas ruas, os enfermos, os migrantes, os dependentes de drogas, os presos... nos quais Jesus diz que está nestas condições e nos questiona se assim cuidamos dele (cf. Mt 25). Desse modo, podemos apreender do Evangelho de hoje que o Pastor nos ensina a escutá-lo, ouvindo a sua voz, a sua Palavra (Jo 10,16) e a sermos comprometidos em nossas comunidades e com as pessoas, como cuidadores daqueles com quem convivemos e dos que mais necessitam; também que o Bom Pastor cuida dando a vida, e que assim forma o seu redil (grupo): somos também desse redil que é a nossa comunidade em torno da fé e do amor. E, por fim, o Pastor nos diz que há outros fora de nossos grupos (redil) a quem devemos ir, sendo nós, assim, missionários “daquele que ninguém tira a vida, mas a dá livremente” (Jo 10,18).
 
                                                                   Frei Marcelo Toyansk Guimarães  
 
 
 
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