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Da Páscoa nasce a comunidade dos seguidores de Jesus- 20/04/2012

            Com a Páscoa de Jesus Cristo, com sua entrega por amor a toda humanidade na morte grosseira da “cruz” e ao mesmo tempo com sua ressurreição, ressurreição de suas palavras de vida, de sua vida toda doada e de seu projeto de “vida plena” a todos, somos todos interpelados a ouvir como os primeiros discípulos que a vida supera a morte, o amor supera o mal, e que Deus em sua humildade na cruz realiza o feito mais profundo para o coração humano: de que ele realmente nos ama gratuitamente e nunca nos abandona ou se desfaz de nós, mesmo no total abandono da cruz, pois ele é pleno amor.
Precisamos, para isso, como os primeiros discípulos de Jesus, deixar ressoar em nossos corações e vidas a ressurreição de Jesus, que ele vive conosco, o que nos requer confiança nele e abertura à sua Mensagem, que é igualmente viva e atual apelo para nos moldarmos à proposta de justiça, doação e perdão que ele viveu.  
No Evangelho da liturgia deste 3º Domingo do Tempo Pascal Jesus novamente se faz presente entre os seus primeiros seguidores, os discípulos, e lhes anuncia que “a paz esteja convosco” (Lc 24,36)! Desejar a “paz” é o desejo permanente de Deus de todo o bem a toda humanidade, o que é expresso por toda a vida de Jesus: “Jesus, o Bom Pastor, quer comunicar-nos a sua vida e colocar-se a serviço da vida. Vemos como ele se aproxima do cego no caminho (cf. Mc 10,46-52), quando dignifica a samaritana (cf. Jo 4,7-26), quando cura os enfermos (cf. Mt 11,2-6), quando alimenta o povo faminto (cf. Mc 6,30-44), quando liberta os endemoninhados (cf. Mc 5,1-20). Em seu Reino de vida, Jesus inclui a todos: come e bebe com os pecadores (cf. Mc 2,16), sem se importar que o tratem como comilão e beberrão (cf. Mt 11,19); toca com as mãos os leprosos (cf. Lc 5,13), deixa que uma prostituta lhe unja os pés (cf. Lc 7,36-50) e, de noite, recebe Nicodemos para convidá-lo a nascer de novo (cf. Jo 3,1-15). Igualmente, convida seus discípulos à reconciliação (cf. Mt 5,24), ao amor pelos inimigos (cf. Mt 5,44) e a optarem pelos mais pobres (cf. Lc 14,15-24)” (DAp 353). E continua esse belo texto da Igreja do Documento de Aparecida de que Jesus agora se nos apresenta na comunidade reunida, por sua Palavra que ensina, por seu Amor que se faz alimento na Eucaristia, e que nos vai requerendo disposição para também “produzirmos frutos de mudança” e de paz (DAp 354).
Assim, com esse tempo que vivemos após a celebração solene da Páscoa, chamado de Tempo Pascal – os cinqüenta dias entre a Páscoa e a festa de Pentecostes –, temos nas missas frequente as leituras dos livros dos Atos dos Apóstolos mostrando o nascimento da Igreja a partir da Páscoa de Jesus Cristo, a partir do seu amor. Mostra, pois, a comunidade ideal, a que caminhamos para chegar, de que “não havia necessitados entre eles” (At 4,34), e na leitura desse Domingo chama-nos a “arrependei-vos” (At 3,19), a mudarmos a partir da ressurreição de Jesus e de sua Mensagem de paz e doação.
Essa Mensagem de Jesus, que ele vai relembrar aos discípulos no Evangelho de hoje, “abriu-lhes a mente para que entendessem as Escrituras” (Lc 24,45), vai também ser um apelo, um despertar para que não tenhamos uma fé sem vida, que não percebe que a ressurreição de Jesus é concreta e que vem permear toda a nossa vida: Ele tem carne e ossos e come o peixe (Lc 24, 29-43) para evidenciar que Jesus ressuscitado não é só um espírito, uma força, ou como um anjo, mas é o verdadeiro Deus Homem que em sua vida toda doada tem a vida toda plena, restaurada, ele ressuscitou!  
Com isso, vem a nós a luminosidade do amor e bem que Jesus aponta como caminho, e que nos pede para trazê-la ao nosso dia-a-dia, para as nossas práticas, em meio aos nossos trabalhos, convivência, relações familiares e sociais... Conhecendo e nos alegrando com a Boa Notícia que Jesus apresenta de paz, libertação e vida nova, sem mais o desânimo das divisões e o fechamento egoísta, somos animados para a confiança de que a ressurreição é a nossa força. Deus carrega conosco nossas cruzes, mas no caminho que nos leva à superação, à paz, à reconciliação, à união.
Para isso, com esse Tempo Pascal, embebidos da esperança da presença de Jesus em nosso meio, vivamos tocados por ele, caminhando juntos à sua palavra e vida, para sermos unidos com ele pelo amor e fé, formando a nova comunidade dos seguidores de Jesus, que enfrentam os desafios de hoje na esperança e força do Cristo ressuscitado, pois da sua Páscoa, do seu amor, renova-se sempre nossas comunidades e toda a nossa sociedade!
 
Fr. Marcelo Toyansk Guimarães
 
 
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