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"A paz esteja com vocês!" (Jo 20,26)- 13/04/2012

            Celebrando a festa da Páscoa de Jesus, comemoramos a vitória da vida sobre a morte, do amor sobre o mal e sobre o desamor. Pela fé já nos é dado saber que o amor é mais forte que a morte e é a maior força que anima e conduz toda a humanidade; o contrário, o desamor e a maldade são ainda acidentais, mostras ainda de nossa frágil tendência a pecar, mas já reconciliada e liberta pela entrega total que Deus se faz para todos nós, em Jesus Cristo. Com a Páscoa somos todos chamados a acolher a mensagem da morte e ressurreição de Jesus e percorrer também esse mesmo caminho em nossas vidas, para assim manifestarmos também os frutos da Páscoa de Jesus e também nossa.
            Com o Evangelho desse 2º Domingo do Tempo da Páscoa - tempo que assim chamamos os cinquenta dias após a Páscoa como prolongamento da alegria e esperança vindas dessa festa central dos cristãos -, temos então Jesus ressuscitado que vem ao encontro dos seus seguidores, dos primeiros discípulos, e logo lhes diz "a paz esteja com vocês" (Jo 20,19)! Interessante escutarmos atentamente essa frase de Jesus e nela pensarmos um pouco. A paz é o grande anseio e necessidade de todas as pessoas, como diz o ditado "com saúde e paz, do resto se vai atrás". E Jesus ressuscitado, aquele que é todo entregue ao bem da humanidade, dando sua vida no extremo de amor até a cruz, imediatamente transmite aos seus a paz, que é fruto do amor, da justiça e do perdão vividos por completo na paixão e entrega amorosa de Jesus. Essa paz, que é o grande dom que Deus nos dá, significa também realização, bem-estar, saúde, felicidade, fraternidade, vida, esperança, enfim, como Jesus mesmo declara "vim para que tenham vida e em abundância" (Jo 10,10).
            Poderíamos recordar a preparação que fizemos para bem celebrar a festa da Páscoa e assim entender sua grande importância e significado. Com os quarenta dias precedentes à Páscoa - chamado "quaresma" - nos adentramos em uma revisão de vida e de caminhada, pela prática da oração, do jejum e do amor fraterno. Pela oração nos aproximamos de Deus e de seu modo de agir para então podermos contemplar o grande feito de Jesus na cruz, perseverante na prática do bem e da misericórdia mesmo que lhe custando a vida pela parte daqueles que exploravam o povo e o impediam de ter vida plena. Pelo jejum nós também buscamos reconhecer a grandeza de Deus ao assumirmos nossa fragilidade de criatura e percebendo nossa dependência dele e das pessoas. E a caridade fraterna é o espírito que conduz Jesus Cristo a sua entrega por nós e o qual Jesus transmite a todos nós cristãos, como ele diz no Evangelho "recebei o Espírito Santo" (Jo 20,22), que é o espírito de caridade, de doação e misericórdia.
            Neste ano, nós fomos resgatar esse espírito caritativo e misericordioso com a Campanha da Fraternidade que nos fez olhar com compaixão e ternura para a realidade do sofrimento, dos enfermos e a sermos promotores da saúde e da melhoria da saúde de nosso povo (com melhor saúde pública). Refletimos muito em grupos, palestras, pelos meios de comunicação... E com o Evangelho de hoje, Jesus anuncia a paz e em seguida diz aos seus seguidores (e a nós também): "Como o Pai me enviou, também eu vos envio" (Jo 20,21). Assim, todo nosso olhar à realidade sofrida da saúde pública precisa prosseguir agora, na força de Jesus ressuscitado, em ações contínuas pela vida, pela dignidade dos fragilizados, pela prevenção e orientação quanto à saúde, pelo cuidado aos enfermos, pelo esforço por melhoria no sistema público de saúde do qual milhões dependem...
            Para isso, Jesus, conforme ainda o relato do Evangelho de hoje, vai estar com um dos seus seguidores de modo pedagógico para todos nós. Este é Tomé, para quem Jesus se faz presente oito dias depois, ou seja, uma semana após a Páscoa, novamente num domingo, no dia da comunidade estar reunida. Estão unidos no Cristo vivo, no amor dele, na fé nele e na esperança para que todos tenham a vida plena conforme ele anunciou. Nessa reunião da comunidade cristã que acolhe e começa a percorrer o mesmo caminho de Jesus é que Tomé vai encontrá-lo e poderá tocá-lo, vendo que o Cristo vive concretamente nos irmãos e irmãs seguidores seus, e senti-lo, na acolhida fraterna, na fé celebrada, na misericórdia dada, na solidariedade vivida...
            Nessa vivência em comunidade é que vamos aprender a fazer o que Jesus fez, doar a vida pelos irmãos, pelo esforço do perdão mútuo, do cuidado, da partilha e do diálogo, bem como pela alegria de já estar vivendo bem consigo, com os outros e com Deus, bem-estar o qual Jesus anunciou como paz, e que todos percebemos como o verdadeiro sinal do Reino de Deus que vem, sinalizado em todo o bem que nos move, nos anima e leva a superar as dificuldades, assim, sinais do próprio Cristo vivo e ressuscitado entre nós!
                                  
                                                                                  Fr. Marcelo Toyansk Guimarães
 
 
 
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