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Campanha da Fraternidade 2012: “Fraternidade e saúde pública”- 24/02/2012

Com a quarta-feira após o carnaval, chamada Quarta-feira de Cinzas, se inicia para os cristãos o tempo chamado de “quaresma”, os quarenta dias de preparação para bem vivenciar a festa da Páscoa de Jesus. Como a Páscoa é a festa da ressurreição de Jesus, de sua entrega amorosa a toda humanidade, de Deus que se doa até o fim, até a “morte de cruz”, por todos nós, superando toda divisão e maldade... então, Páscoa é acolher em nossas vidas o grande amor de Deus, nos renovando igualmente no amor e na fraternidade. Daí, a quaresma é momento para revermos nossos atos e relacionamentos, deixando aquilo que nos divide e nos impede de bem viver em direção ao que nos aproxima, nos liberta e promove a vida e a justiça.
            Nesse caminho quaresmal de conversão à Mensagem de Jesus, à vida, ao amor e à misericórdia, é que a Igreja Católica no Brasil a cada ano escolhe uma situação da vida para se solidarizar com a “Campanha da Fraternidade” (CF), e nesse ano de 2012 é “Fraternidade e saúde pública”, no intuito de “que a saúde se difunda sobre a terra” (Eclo 38,8). É um assunto bem abrangente, por tocar diretamente a vida da maioria das pessoas, uma vez que todos passamos por fragilidades, temos um familiar ou conhecido enfermo e precisamos saber cuidar bem da vida. E esta Campanha acrescenta ainda a reflexão no tocante à saúde pública, quanto à realidade do atendimento de saúde ao povo em geral.
            Também tratar da saúde é trazer questões muito próximas de todos nós que lutamos dia-a-dia para sobreviver, para sustentar a família, para cuidar dos filhos, buscando estar bem e se desenvolver. Hoje falar de saúde é se referir a “um processo harmonioso de bem-estar físico, psíquico, social e espiritual, e não apenas a ausência de doença” (cf. Texto-base da CF, nº 14), ou seja, saúde é promover a vida. Por isso, em muitas línguas “saúde” vem da mesma palavra que “salvação”, o que nos faz notar que ser salvo é estar bem espiritualmente – com Deus – e socialmente – com os outros – bem como é estar bem consigo mesmo (fisicamente e psicologicamente). Deste modo, tem clareza as palavras de Jesus que diz “eu vim para que tenham vida em abundância” (Jo 10, 10), já que ter vida plena, realizada, fraterna, feliz e saudável é estar no caminho da salvação trazida por Jesus.
            É urgente, por isso, olharmos para a nossa realidade e realmente vermos, como Jesus, aqueles que padecem pela falta de saúde, falta de atendimento médico digno, de cuidados básicos, vermos as pessoas que vivem à margem da sociedade em situações precárias e desumanas! Isso não é projeto de Deus para ninguém, que quer a todos salvar e que todos tenham saúde! Deus olha com amor e misericórdia a todos que sofrem. Que os enfermos e os que sofrem descubram a força desse amor para terem força em suas vidas. E todos nós cristãos somos convidados com esta Campanha da Fraternidade a crescermos no amor aos enfermos, com atitudes concretas e com busca de que o sistema público de saúde possa melhorar. Para isso, precisamos nos motivar para a solidariedade aos enfermos, com nossa visita e cuidados, além de difundir práticas de hábitos de vida saudável. Também urge nos articularmos em dimensão comunitária, por exemplo, através da Pastoral da Saúde, Pastoral da Criança, e pelos muitos grupos eclesiais que se dedicam diretamente a visitas à população mais frágil, com ações educativas, preventivas e promovendo a vida e a saúde em seu todo.
            Por fim, é de grande necessidade nos conscientizarmos do papel da dimensão política, da responsabilidade do poder público e das instituições ligadas à saúde. É necessário todas as comunidades se despertarem para a discussão sobre a realidade da saúde pública e o seu justo financiamento: sabe-se do “não cumprimento sistemático, por muitos governantes, do mínimo de investimento na saúde” (Texto-base da CF, n º 128). Assim, urge “qualificar a comunidade para acompanhar as ações da gestão pública e exigir a aplicação dos recursos públicos com transparência, especialmente na saúde” (nº 6 f), com a participação e reivindicação de melhorias através, por exemplo, do Conselho de Saúde. Que esta Campanha seja frutuosa, pois “é mais do que hora de garantir a todos os brasileiros ‘o acesso universal, integral e equânime’ aos cuidados necessários de saúde” (nº 261).
 
Fr. Marcelo Toyansk Guimarães
Santuário São Francisco de Assis.
 
 
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