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CENTENÁRIOS DOS CAPUCHINHOS NA REGIÃO NOROESTE DO ESTADO DE SÃO PAULO

 

Os primeiros Freis Capuchinhos vieram de Trento (Itália) para São Paulo tendo como destino a cidade de Piracicaba, onde chegaram no dia 16 de abril de 1890. Em 1896 fundaram em Taubaté um Colégio e Seminário e partiam em missões para os Campos Novos do Paranapanema. A presença deles em Penápolis remonta ao ano de 1906. No ano anterior tivera início, em Bauru, a construção da Estrada de Ferro Noroeste. As terras e campos localizados depois de Bauru constituíam o que chamavam de “zona desconhecida e habitada por índios”.

Nos dias 27, 28 e 30 de novembro de 1906, Frei Boaventura de Aldeno celebrava missas em “terras do Avanhandava”. Esse frei deixou documentos escritos sobre seu trabalho na região noroeste; são de grande valia para conhecermos a história desta parte do Estado.

Segundo seu relato, no dia 9 de outubro 1906, ele partiu de São Paulo para visitar as vastas regiões entre os rios Grande, Paraná e Tietê, pertencentes à Paróquia de São José do Rio Pretol. Ali chegou no dia 17, hospedando-se na casa do pároco Padre Antônio Purita. Deixando Rio Preto visitou os povoados de Jataí, “no caminho que leva ao porto Taboado”, Santa Bárbara, Bom Sucesso, Virador, São Jerônimo e o Salto do Avanhandava. Diz ele:

“Atravessei o Tietê numa canoa pouco segura e, acompanhado de várias pessoas cheguei a um lugar chamado Lajeado, situado a 13 quilômetros da margem esquerda do rio, onde encontrei para minha sorte quatro famílias que ali haviam chegado há pouco. O lugar era perigosíssimo pelas “correrias” de selvagens. Basta dizer que poucos dias antes, haviam assassinado barbaramente três pobres lavradores das vizinhanças. Porém, tirando o perigo, tudo era belo e não apresentava inconveniente algum: ar balsâmico, embora em zona tórrida 21,22 graus de latitude sul; água excelente, solo fecundo e enfim, a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, que se aproximava a passos de gigante. E com ela, muitas famílias de todas as nacionalidades, que viriam à procura de meios de vida, como mais tarde se verificou...”

Frei Boaventura voltou para São Paulo, ali chegando no dia 16 de dezembro. Entre as famílias citadas estavam as de Fernando Paes de Barros e de João de Castilho.

O Frei Bernardino de Lavalle, acompanhado de Frei José de Cassana, partiu de São Paulo no dia 10 de dezembro de 1907 para visitar essa região. Celebrou missa no Patrimônio de Nosso Senhor dos Passos, em terras que seriam depois a Fazenda RilIo. Esse patrimônio fora doado a Nosso Senhor dos Passos por José Pinto Caldeira e esposa, em 1863. Havia ali uma capelinha que de vez em quando recebia a visita do vigário de Rio Preto. O local foi habitado por algum tempo; posteriormente foi vendido, conservando-se apenas o primitivo cemitério e cerca de seis mil metros quadrados, onde havia uma antiga capela, que fora iniciada por Frei Domingos em 1914 e concluída em 1920.

Em 1907 Manoel Bento da Cruz - que loteava e vendia terras nesta região - conseguiu de Eduardo José Castilho e de sua esposa, Ana Melvira de Castilho, cem alqueires de terra para os Capuchinhos no local denominado “Maria Chica”, cujo nome verdadeiro era Maria Francisca do Carmo. Era viúva de Alexandre Ferreira de Souza, que tinha ali uma casa de comércio. A escritura da doação foi lavrada no dia 7 de dezembro de 1907 em Rio Preto.

No dia 2 de setembro de 1908, Manoel Bento da Cruz escrevia para Frei Bernardino pedindo-lhe urgência na vinda dos Capuchinhos para a região. Dizia: “... a casa está pronta; estação obtida; o patrimônio povoa-se; já temos cerca de 12 a 15 casas com um efetivo de cem almas mais ou menos”.

Aos 21 de outubro de 1908 chegaram os freis Bernardino, Boaventura, Sigismundo de Canazei e José de Cassana. No dia 25 desse mês, Frei Bernardino celebra a primeira missa da fundação da cidade. Os freis passam a residir na hoje chamada “primeira casa dos freis”, que está localizada na Rua dos Capuchinhos.

 

A CONSTRUÇÃO DA IGREJA, DO PRIMEIRO CONVENTO E DO COLÉGIO

No dia 15 de novembro de 1909, Frei Domingos de Riese, que aqui chegara no dia 10 de setembro, lançou a primeira pedra da nova residência (convento) e da igreja. A obra foi dirigida por frei José de Cassana e inaugurada no dia 4 de junho de 1910. As das classes da Escola fundada pelos freis passaram a funcionar provisoriamente no novo conjunto.

Aos 23 de outubro de 1912 o Padre Provincial de Trento, Frei Afonso de Condino, benzia a primeira pedra do novo Colégio que foi naugurado no dia 29 de julho de 1913.

Tendo-se a igreja tornada pequena demais, no de 23 de abril de 1916 o vigário Frei Ricardo de Deno, acompanhado com Frei Bernardo de Vezzano e Frei Domingos de Riese, abençoava a pedra fundamental de um novo templo. Em 1917 foram abertos ao público a Capela-mor e dois altares laterais. Nesse mesmo dia, Frei Ricardo benzia o belo conjunto “São Francisco e Jesus Crucificado”, que está hoje no nicho do altar-mor. Esse conjunto é de madeira, inspirado no original quadro homônimo do pintor espanhol Murilo, que representa São Francisco descendo Jesus da cruz. O conjunto foi talhado na Itália e é obra do artista austríaco Fernando Perathner. Custou 500 mil réis no tempo.

Por falta de fundos, as obras ficaram paralisadas por três anos, sendo retomadas em 1920. A planta da igreja é de Frei Domingos de Riese; um projeto do arquiteto Geranio Lorini foi analisado e não aprovado porque era muito “sofisticado” e caro.

Com grandes solenidades o novo Templo foi inaugurado no dia 25 de fevereiro, após uma série de palestras para a Comunidade, pronunciada por Frei Luís de Santana, grande orador sacro - que posteriormente foi eleito Bispo de Botucatu. A Missa foi solene, acompanhada por grande orquestra, dirigida pelo músico e compositor Frei Alberto de Stravino.

Nesse dia foi benzida a grande imagem de Nossa Senhora do Rosário, esculpida em madeira (hoje está na Capela do Santíssimo). Foi doação da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário. Na ocasião era Vigário da Paróquia Frei Salvador de Cavêdine. Segundo o cronista do Convento, os encarregados da obra da nova igreja demoliram, porém, dois pedaços da construção, explicando que a igreja seria muito grande e ficaria muito cara; mas se enganaram - diz o cronista porque a demolição ficou tão cara quanto a construção que deveria ser feita. E os responsáveis perceberam bem depressa o erro que tinham cometido.

Nessa mesma solenidade foi proposta a construção de uma torre para a igreja. Coisa realizada bem depois, num período de sete anos. O alicerce da torre foi benzido no dia 10 de agosto de 1947, depois de uma missa campal celebrada pelo vigário Frei Policarpo de Spera. A inauguração deu-se no dia 10 de outubro de 1954 em cerimônia presidida pelo Bispo diocesano, Dom Henrique Gelaim. A grande cruz que fica em cima da torre, mede 4 metros de altura e tem 2,10 m de braços; pesa 120 quilos e foi colocada no dia 11 defevereirode l953.

 

O SANTUARIO

Diz o historiador da Província, Frei NeIson Berto: “Aos 9 de outubro de 1955, solenizando as festividades do Padroeiro e consagrando todo o desenrolar de Romarias que anualmente demandavam a Penápolis para agradecer e honrar o Santo de Assis, o Bispo diocesano, Dom Henrique Gelaim, conferia o Título de SANTUÁRIO à nossa Matriz. Era Vigário Frei Henrique de Pirassununga.

Desde 5 de outubro de 1924, inúmeros romeiros das capelas rurais e das cidades vizinhas (Lins, Glicério, Araçatuba, Barbosa, Birigui, Promissão, Avanhandava e outras), faziam suas romarias até aqui. No citado dia 5 de outubro, cerca de 500 fiéis de Birigui, dírigidos por Frei Vital de Moena, às 9 horas adentravar o templo franciscano para levarem “aos pés de São Francisco de Assis os votos de um povo agradecido por se ter visto livre das goadas. Desde esses tempos o povo já falava do Santuário de Penápolis.

Complementando as obras do templo, em 24 de setembro de 1961, sendo vigário Frei Fulgêncio Tomazella, foram inauguradas as escadarias da Igreja.

Em 17 de setembro de 1979, Frei Cirilo Bergamasco, pároco, iniciou profunda reforma no templo e no Convento - uma novidade que descaracterizou o projeto original. As obras foram concluídas em 4 de outubro de 1980. E o conjunto foi inaugurado na noite de Natal desse mesmo ano.

Em setembro de 1992 todo o interior do templo foi pintado, como também foram restaurados os artísticos vitrais franciscanos. Asantigas fundações da igreja, feitas à base de estacas de aroeira, foram também refeitas com estaqueamento em concreto para reforçá-las. Nesse tempo foi construído o conjunto de salas e salão paroquiais. Era pároco nesse período Frei Saul Perón.

Em 1998 foram concluídas as obras do salão paroquial e construída nova e vigorosa escadaria do Santuário, em granito e pedras portuguesas, sendo pároco Frei Alonso Pires.

Em 1999 foram feitas a nova Secretaria paroquial e a nova entrada para o Convento. Nesse tempo foram pintados, exteriormente, o Santuário e o Convento.

OUTRAS INFORMAÇÕES HISTÓRICAS

Embora muita coisa tenha desaparecido com a reforma profunda que Frei Cirilo fez na igreja, podemos registrar, para a história, informações sobre o interior do templo antes dessa reforma.

Aos 11 de janeiro de 1927, o professor Ceranio Lorini começava a construção dos 4 altares laterais: os de Nossa Senhora do Rosário, Coração de Jesus, São José e Santo Antônio. O trabalho custou 55 contos de réis! A bênção litúrgica dos altares foi feita no dia 3 de julho de 1928. Um outro altar foi construído, depois, ededicado a São Sebastião - cuja imagem foi doada pela União dos Moços Católicos. A planta do altar e a execução foram obras de Frei Alberto de Stravino - músico e engenheiro.

Essas imagens são de madeira e de grande valor artístico e histórico. A de Nossa Senhora do Rosário foi entronizada no dia 23 de fevereiro de 1923; as de São José e de Santo Antônio foram abençoadas no dia 16 de março e 13 de junho de 1924, respectivamente. A imagem do Sagrado Coração de Jesus veio da Europa em 1920; foi levada para Birigui, em cuja Matriz se encontra até hoje. A imagem de Santo Antônio é obra do escultor italiano Giacomo Scópoli.

Excetuando-se a citada imagem do Sagrado Coração de Jesus, as demais imagens encontram-se hoje na Capela do Santíssimo, no Santuário.


PINTURAS E CAPELA-MÓR

Em agosto de 1931, sob a orientação de Frei Alberto de Stravino, começaram os trabalhos de retoque do telhado e da abside (a parte central, da abobada, da igreja, o forro).

Os trabalhos de pintura dessa parte foram concluídos a 24 de maio de 1932 e aos 28 de novembro concluídos os trabalhos de pintura da capela-mor. Esses trabalhos foram executados pelo pintor italiano Ernesto Thomazi. Ele é também autor de tela “Glória de São Francisco”, que está afixada na parede do fundo da igreja, acima do Coro.

Originalmente ela fora colocada no grande nicho do altar-mor como coroação do quadro pintado na abóboda e que representa a morte de São Francisco. Por isso o quadro chama-se “Glória de São Francisco”. Por ocasião das reformas feitas por Frei Cirilo, a tela foi substituída pelo citado conjunto em madeira: “São Francisco e o Crucificado”.
No dia 30 de novembro de 1932 é colocado o artístico altar-mor em madeira de lei, esculpido pelo escultorJoão Reindl, da cidade de Pirajuí.

A bênção de todo o conjunto foi dada no dia 4 de dezembro.

A mesa da comunhão e os balaústres (colunas de madeira torneadas) foram colocados em 1935 por Frei Felicíssimo de Prada. Esse conjunto pertencia à antiga Catedral da Sé, de São Paulo.

Em 1936 foi iniciada a campanha para ampliar a igreja, estendendo dois braços laterais à capela-mór. O trabalho foi concluído em 1941, juntamente com o antigo salão paroquial. A campanha foi dirigida por Frei Benedito de Campinas, um frei não-sacerdote, poeta, violeiro e grande valor da cultura negra. O vigário nesse período (1936-1941) era Frei Pacífico de Itatiba.

 

A PARÓQUIA

Até 1909 Penápolis era um povoado chamado “Santa Cruz do Avanhandava”. A 17 de novembro de 1909 o povoado torna-se Distrito de Paz e passa a chamar-se Penápolis, em homenagem ao Presidente da República, Afonso Augusto Morais Pena.

Até então, a cidade não constituía ainda uma paróquia, isto é, comunidade autônoma, com um pároco. Foi erigida em Paróquia no dia 31 de maio de 1925, por Decreto canônico do Bispo diocesano de Botucatu, Dom Carlos Duarte Costa. Aos 21 de junho, Frei Afonso de Condino tomou posse como vigário, embora Fr. Felicíssimo fosse o superior.

Até 1909 Penápolis era um povoado chamado “Santa Cruz do Avanhandava”.

A 17 de novembro de 1909 o povoado torna-se Distrito de Paz e passa a chamar-se Penápolis, em homenagem ao Presidente da República, Afonso Augusto Morais Pena. Até então, a cidade não constituía ainda uma paróquia, isto é, comunidade autônoma, com um pároco. Foi erigida em Paróquia no dia 31 de maio de 1925, por Decreto canônico doBispo diocesano de Botucatu, Dom Carlos Duarte Costa. Aos 21 de junho, Frei Afonso de Condino tomou posse como vigário, embora Fr. Felicíssimo fosse o superior.

A paróquia foi a única na cidade até 1997. O Provincial Frei Sermo Dorizotto, autorizou o bispo diocesano D. Irineu Danellon a “criar na cidade quantas paróquias quisesse”
E assim começou o processo de esquartejamento da paróquia e da cidade. Dom Irineu foi criando uma série de paróquias para abrigar os padres que, sem critério nenhum, ia acolhendo na diocese.

No dia 19 de outubro de 1997, por Decreto do Sr. Bispo Diocesano de Lins, Dom Irineu Danelon, foi instalada a nova Paróquia de Santa Teresinha, no Bairro Santa Teresinha, confiada ao Padre Gilberto Moreno das Neves, diocesano.

Posteriormente, no dia 4 de março de 2001, também por Decreto do Sr. Bispo Dom Irineu, foi instalada outra Paróquia: a da Sagrada Família, no Bairro Eldorado, popular “Mutirão”, tendo designado como Pároco o Padre Antonio de Souza Carvalho, diocesano.

No dia 11 de agosto de 2008, Dom Irineu instituiu a Paróquia Santa Clara, no Jardim Del Rei, assumindo como Pároco Pe. Joaquim de Brito, diocesano.

Aos 25 de janeiro de 2011, Dom Irineu assniou o decreto de ereção da Paróquia São José, na Cidade Jardim e nomeou como pároco Pe. Fábio Alves de Oliveira.

E, finalmente, no dia 15 de maio de 2015, contrariando todas as consultas, o bispo diocesano D. Irineu Danelon criou a Paróquia Santa Rita, no jardim Pevi e nomeou como primeiro pároco o Padre Fábio fabretti.

A atuação dos Capuchinhos resume-se em urbanização, evangelização e civilização de um povoamento que se iniciava. Não se conta a história da cidade sem mencionar aos Capuchinhos e à Paróquia.

A paróquia São Francisco de Assis, apesar de ter sido desmembrada, atende mais grande da cidade. Temos 07 comunidades urbanas, as quais são: Santuário São Francisco de Assis, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora Aparecida, Bom Jesus, São Pedro, São João, São Sebastião. E 03 rurais: Saltinho do Gallinari, Araponga e Paraguai.

A atuação dos Capuchinhos resume-se em urbanização, evangelização e civilização de um povoamento que se iniciava. Não se conta a história da cidade sem mencionar aos Capuchinhos e à Paróquia.

Na paróquia funcionam 23 pastorais e movimentos em todas as dimensões catequéticas e humanas: Acolhida, Batismo, Bíblica, Carcerária, Catecumenato para adultos, Catequese, Coroinhas, Pastoral da Criança, Crisma, Dízimo, Familiar, Litúrgica, Ministros da Eucaristia, Curso de noivos, Palavra e Exéquias, PASCOM, Juventude, Saúde, Amor exigente, Apostolado da oração, CEB’s, ECC, Legião de Maria, Cursilho, Ordem Franciscana Secular, RCC e os Vicentinos. Todo este trabalho torna a paróquia São Francisco de Assis uma referência para a cidade e a região. Apesar de termos 4 paróquias na cidade, todos acorrem a nós. Pela nossa história na cidade e pela constante disponibilidade.

Por isso, a presença dos Franciscanos Capuchinhos na região noroeste do Estado é um fato de fundamental importância para a história e para a religião. Não se pode falar da história de Penápolis sem falar dos Franciscanos Capuchinhos. Eles são parte integrante dessa história; são a sua própria raiz.

Os Frades trabalharam na evangelização de toda a região. Por seu trabalho pioneiro foram os fundadores de Lins, Avanhandava, Penápolis, Birigui e Araçatuba. Sua presença apostólica e missionária foi sentida até Três Lagoas e em toda a região dos rios Feio e Paraná. Tiveram grande importância nos contatos com os índios da região.

Eles foram os primeiros a criarem escolas nesta distante região. O Colégio São Francisco, que formou gerações e gerações de estudantes, continua até hoje, embora tenha mudado o nome para OCEU Positivo e passado também para as mãos de antigos professores.

Os freis incentivaram os leigos no trabalho da imprensa e fundaram um jornal local, chamado “A Sentinela”.

Frei Domingos de Riese, era perito em construções, orientou o primeiro traçado da cidade e elaborou as plantas para construção da igreja e do Convento atuais.

Frei Mansueto Valfloriana foi grande missionário entre os índios kaigangs. Elaborou a primeira gramática em língua kaigang e o primeiro dicionário kaigang-português-kaigang. Essas obras, de grande alcance histórico e científico, foram publicadas pelo Instituto Histórico e Geográfico do Brasil.

Os Freis preocuparam-se com a saúde da pequena comunidade e por isso incentivaram e orientaram a criação de uma Santa Casa de Misericórdia local, berço da atual.

A atuação dos Freis em Penápolis e em toda a região já foi objeto de estudos de vários pesquisadores de História. O último trabalho foi a pesquisa do professor Rodolfo Frank, que elaborou tese sobre a presença dos Capuchinhos na Noroeste. A tese foi defendida na Faculdade de História da UNESP, em Assis.

O Santuário, segundo Dom Mauro Moreli, bispo emérito de Duque de Caxias, é a igreja mãe da diocese de Lins, Araçatuba e Marília.

 

VIGÁRIOS E PÁROCOS DO SANTUÁRIO 1908 – 2016

Ano

Vigários e Párocos

Falecido

1
1908
Frei Boaventura de Aldeno
2
1911
Frei Sigismundo de Canazei
3
1911
Frei Felicíssimo de Prada
4
1913
Frei Ricardo de Denno
5
1916
Frei Vital de Moena
6
1919
Frei Vital de Primiero
7
1921
Frei Salvador de Cavêdine
8
1924
Frei Afonso de Condino
9
1926
Frei Tiago de Cavêdine
10
1930
Frei Bernardo de Vezzano
11
1932
Frei Vito de Martignano
12
1933
Frei Felicíssimo de Prada
13
1936
Frei Pacífico de Itatiba
14
1941
Frei Policarpo De Giórgio
15
1948
Frei Tiago de Cavêdine
16
1952
Frei Arcanjo de Monte Santo
17
1952
Frei Casimiro de Antonio Prado
18
1954
Frei Henrique de Pirassununga
19
1957
Frei Martinho Defáveri
20
1960
Frei Fulgêncio Tomazella
21
1963
Frei Afonso Lorenzon
22
1969
Frei Carlos Vendrame
23
1972
Frei Marcelino Correr
24
1975
Frei Epifânio Menegazzo
25
1978
Frei Cirilo Bergamasco
26
1981
Frei Saul Peron
27
1993
Frei Alonso Aparecido Pires
28
1999
Frei Mauro Aristides Strabeli
29
2008
Frei Cícero Araújo da Silva
30
2011
Frei Adalto Antônio
 
 
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