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Bom Jesus
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Orao ao Bom Jesus

Senhor Bom Jesus, meu divino amigo, amigo de todos, olhai para ns e dai-nos o po de cada dia, ajudai aqueles que no tm trabalho e nem teto. Ajudai-nos a ser firmes na f e na esperana; defendei-nos dos perigos e do pecado; ajudai-nos a vencer as dificuldades que hoje vamos encontrar. Velai sobre minha famlia guiando-nos sempre pelo caminho que nos leva at vs. Perdoai-nos, Senhor, e abenoai os nossos desejos para o dia de amanh. Senhor Bom Jesus, eu vos ofereo todo o meu dia, meu trabalho, minhas lutas, minhas alegrias e minhas dores. Concedei a mim e a toda a minha famlia a vossa bno e uma vida feliz. Senhor Bom Jesus, nosso Padroeiro, abenoai a todos ns. Amm.

A devoo ao Cristo Sofredor

Fala-se com certa freqncia do destaque que os fiis se do s devoes ligadas Paixo de Cristo, as Via-Sacras, os Calvrios, as procisses do encontro e do enterro, lamentando-se que outras devoes, que apresentam o Senhor vivo e ressuscitado, no tenham tanto destaque.

A esse fato so dadas, normalmente, explicaes de cunho psicolgico: o povo sofredor identifica-se mais com o Cristo padecente, com a Senhora das Dores, do que com o Cristo ressuscitado e vencedor.

Deve-se notar que a devoo Paixo de Cristo est solidamente apoiada na mais autntica tradio latino-americana.

A espiritualidade latino-americana tem suas razes nos santos espanhis do sc. XVI (Santa Teresa dvila, So Joo da Cruz e Santo Incio de Loyola) e no movimento espiritual iniciado por eles. Nesta espiritualidade tem grande destaque a devoo santa humanidade de nosso Senhor Jesus Cristo, que aparece com mais evidncia nos momentos de maior fragilidade de Jesus, o prespio e o Calvrio.

Ora, tal devoo est em perfeita sintonia com as Sagradas Escrituras. Basta lembrarmos as palavras de Paulo: os judeus pedem sinais, como os gregos buscam a sabedoria. Ns, porm, pregamos Cristo crucificado, escndalo para os judeus, loucura para os pagos (1Cor 1, 22-23) ...entre vs, no quis saber coisa alguma, a no ser Jesus Cristo, e este, crucificado (1Cor 2, 2). Ainda, no Evangelho de Joo, na cruz que Cristo aparece elevado da terra, atraindo todos a si (Jo 12, 32), na cruz ele proclamado como rei (Jo 19,19). Mais ainda, o destaque dado Paixo do Senhor pelos evangelistas claramente percebido pelo nmero de captulos que so dedicados ela. Se outras passagens so descritas brevemente (inclusive a ressurreio!) muitas linhas so gastas descrevendo os sofrimentos do Senhor.

Por que realar os sofrimentos e a morte do Senhor? Por que ficarmos lembrando de sua Paixo, se ele est vivo e vitorioso? Para trazer sempre presente ao nosso corao que fomos resgatados, como afirma Pedro, no por coisas perecveis, como a prata ou o ouro, mas pelo precioso sangue de Cristo, cordeiro sem defeito e sem mancha (1Pd 1,18-19); para tomarmos conscincia do quanto nossa redeno foi custosa ao Filho de Deus. somente esta conscincia de que o Filho de Deus me amou e se entregou por mim (Gl 2,20) que capaz de suscitar nos coraes o amor agradecido, que leva autntica vida crist s vezes ao ponto da radicalidade do martrio. Quem no valoriza a paixo e a morte do Senhor incapaz de compreender o ncleo do cristianismo, de compreender que o quanto Deus amou o mundo, a tal ponto que deu seu Filho nico, para que todo o que nele crer no morra, mas tenha vida eterna (Jo 3,16).

Aquele que adoramos como Deus o mesmo que padeceu por ns. Como o centurio aos ps da cruz, somos convidados a olhar para a imagem de um homem torturado e reconhecer: na verdade, esse homem era Filho de Deus (Mc 15,39).

A devoo ao Bom Jesus atesta que estar vivo e presente em nossas comunidades crists, a conscincia da Paixo e dos sofrimentos do Senhor. Longe de cultuar o dolo do sucesso e do poder, o povo cristo, iluminado por uma uno que vem do mesmo Cristo (cf. 1Jo 2, 20.27), reconhece seu Deus e Salvador, representado na imagem de um homem sofredor. De fato, so profundas as lies que a piedade popular tem a nos ensinar!

interessante que o povo cristo mais simples sempre teve um Cristo muito concreto, por mais falho que possa ter sido na plenitude da doutrina. As pessoas simples sempre contemplaram com devoo os mais diversos Cristos representados nas igrejas e at os levaram para casa. Mas o seu Cristo de verdade sempre o Bom Jesus, aquele sofredor flagelado na coluna, humilhado como rei de irriso, pregado na cruz e conduzido morto na sexta-feira santa. Podem se encantar com o Menino Jesus no prespio ou nos braos de Maria ou dos santos mas, na hora da verdade, o Cristo que sofre aquele com quem todos podem se identificar.

Histrico Da Comunidade Bom Jesus


A comunidade iniciou com o casal Jos Rocha e sua esposa Julia Rocha que veio da Bahia que freqentavam a Igreja Bom Jesus da Lapa. Esse casal fez uma promessa ao Bom Jesus da Lapa e construram uma Capelinha aqui na vila So Joaquim por volta do ano 1956.

A partir do ano de 1964 o Frei Afonso Lorenzon convidou o Senhor Luiz Batei para assumir a coordenao da Capelinha. O senhor Luiz Batel era mariano, vicentino, catequista e rezava o tero junto com os fiis, contanto com a ajuda do sr. Vicente Correia Assi. Nessa poca, houve misso na Comunidade. Sob a coordenao do sr. Joo Borges de Camargo, que era vicentino, foi comprado o terreno no fundo da Capelinha.

A partir do ano de 1969 iniciou a missa uma vez por ms na sexta-feira, alm de reunies de casais uma vez por semana e o orientador era o Frei Marcos.

Os membros reuniam-se muitas vezes para melhoria da Capela, mais era muito dificil por falta de recursos financeiros. Comeou participar o sr. Pedro Soares Teixeira, Antonio Fachini e mais diversos casais que faziam crculo bblico, onde foi surgindo novas idias e tambm um grande interesse da comunidade de construir uma nova Capela.

Com a chegada do Frei Saul Pern, como proco, ele deu um grande insentivo para nossa comunidade convidando a sr. Antonio Cataneo Neto para ser o novo coordenador. Foi a que a comunidade se animou e fez uma festa junina, com a ajuda do grupo de jovens, em frente a capelinha. Foi quando conseguiram juntar o dinheiro para comprar as telhas da capela e um pouco mais de material. A partir da foi feito um livro de arrecadao e comearam com a construo da nova capela, com a autorizao e insentivo do vigrio da poca. A capelinha antiga foi totalmente destruda para dar lugar a nova Capela. Por motivo da construo da nova capela as missas eram celebradas nas casas.

A comunidade foi crescendo e formando vrias pastorais como: enfermos, juventude, batismo, eucaristia, crisma, catequese todos os grupos de pastorais se reuniam uma vez por semana para reflexo e tambm havia grupos de reflexo. As missas eram realizadas aos sbados as l7h30min com grande nmeros de pessoas.

A comunidade foi seguindo sua caminhada...

Com a chegada do frei Ccero como proco ele formou uma nova diretoria incentivando a comunidade para uma nova reforma na capela, pelo fato da mesma estar pequena para os fiis.

A comunidade hoje formada de vrias pastorais: coroinhas, ministros, dzimo, catequeze, vicentinos, acolhida e grupo de orao.
Temos missas todos os sbados s 18:00 horas, no ms de agosto comemoramos o dia do Padroeiro Bom Jesus (6 de agosto), na comemorao festiva haver trs dias de festas: bingo quermesse e almoo para a comunidade.

Comunidade Bom Jesus

Rua Expedicionrio Armando Severim, 118 - Esquina com a rua Jos Joaquim Pereira - Vila So Joaquim

MISSAS: sbado s 18:00 horas

 
 
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