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Deus e as riquezas - Mt 6,24-34 - 27/02

 





Texto:
- Um escravo não pode servir a dois donos ao mesmo tempo, pois vai rejeitar um e preferir o outro; ou será fiel a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e também servir ao dinheiro. - Por isso eu digo a vocês: não se preocupem com a comida e com a bebida que precisam para viver nem com a roupa que precisam para se vestir. Afinal, será que a vida não é mais importante do que a comida? E será que o corpo não é mais importante do que as roupas? Vejam os passarinhos que voam pelo céu: eles não semeiam, não colhem, nem guardam comida em depósitos. No entanto, o Pai de vocês, que está no céu, dá de comer a eles. Será que vocês não valem muito mais do que os passarinhos? E nenhum de vocês pode encompridar a sua vida, por mais que se preocupe com isso. - E por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem as flores do campo: elas não trabalham, nem fazem roupas para si mesmas. Mas eu afirmo a vocês que nem mesmo Salomão, sendo tão rico, usava roupas tão bonitas como essas flores. É Deus quem veste a erva do campo, que hoje dá flor e amanhã desaparece, queimada no forno. Então é claro que ele vestirá também vocês, que têm uma fé tão pequena! Portanto, não fiquem preocupados, perguntando: "Onde é que vamos arranjar comida?" ou "Onde é que vamos arranjar bebida?" ou "Onde é que vamos arranjar roupas?" Pois os pagãos é que estão sempre procurando essas coisas. O Pai de vocês, que está no céu, sabe que vocês precisam de tudo isso. Portanto, ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus e aquilo que Deus quer, e ele lhes dará todas essas coisas. Por isso, não fiquem preocupados com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã trará as suas próprias preocupações. Para cada dia bastam as suas próprias dificuldades.

Comentário: O amor de Deus por nós se revela na vida de Jesus, a qual foi repleta de amor e serviço aos pequeninos, empobrecidos e excluídos. O testemunho e a prática de Jesus são contraditórios ao agir daquele que serve ao dinheiro. Quem serve ao dinheiro, ama-o, e a ambição o torna cego e insensível ao próximo e a Deus. Servir ao dinheiro é consolidar a estrutura econômica favorável às minorias ricas, às custas da exploração dos consumidores e das maiorias empobrecidas, que são os trabalhadores que produzem os bens de consumo e os bens acumulados pelos ricos. Servir a Deus é assumir o seu projeto de comunhão no amor, de misericórdia e reconciliação, de solidariedade e partilha. No evangelho de Lucas, a advertência de Jesus "não podeis servir a Deus e ao dinheiro!" insere-se na recomendação "usai o 'Dinheiro', embora iníquo, a fim de fazer amigos, para que, quando acabar, vos recebam nas moradas eternas". Isto significa colocar o dinheiro injusto a serviço da promoção da vida dos empobrecidos e excluídos. Hoje, no evangelho de Mateus, a advertência sobre a incompatibilidade entre o servir a Deus e o servir ao dinheiro se relaciona com a busca de segurança na vida pela acumulação de riqueza. A partir da insegurança quanto às questões elementares da sobrevivência, opta-se pela aparente segurança que o dinheiro proporciona. Passa-se a acumulá-lo, e, contraditoriamente, tal acumulação gera mais insegurança e ansiedade, pelo receio das desvalorizações financeiras, das concorrências ou dos ladrões. Quem busca salvar a vida, colocando sua segurança no dinheiro, a perde. Encontramos toda nossa estabilidade na fonte e doador da vida que é Deus. O cuidado de Deus para conosco é expresso de maneira poética pela comparação com os cuidados com os pássaros do céu e com os lírios dos campos. A bem-aventurança da pobreza é o abandono nas mãos do Deus que cuida dos pássaros do céu e das flores do campo. Conquista-se, assim, a liberdade para colocar-se inteiramente a serviço de Deus, na prática de sua justiça, com quem entramos em comunhão de vida eterna. Abandonar-se nas mãos de Deus é a atitude fundamental para usufruir da vida plena. Deus ama seus filhos como mãe. Na primeira leitura, temos a referência à mãe que ama seus filhos como imagem de Deus, no qual não há nenhuma imperfeição. É um lampejo do seu caráter feminino, tão ocultado pelo predominante aspecto patriarcal tradicional. Libertados da ambição, os filhos de Deus buscam em primeiro lugar o seu Reino e a sua justiça. Como "administradores dos mistérios de Deus" (segunda leitura), devem se empenhar para que vigore a justiça e para que os bens terrenos tenham um caráter comunitário, estando a serviço da vida plena para todos, conforme a vontade do Pai.



 
 
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