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Este é o meu filho amado, nele está meu pleno agrado - Mt 17,1-9 - 20/03

 





Texto:
Seis dias depois, Jesus levou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os fez subir a um lugar retirado, numa alta montanha. E foi transfigurado diante deles: seu rosto brilhou como o sol e suas roupas ficaram brancas como a luz. Nisto apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. Pedro, então, tomou a palavra e lhe disse: "Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias". Ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E, da nuvem, uma voz dizia: "Este é o meu filho amado, nele está meu pleno agrado: escutai-o!" Ouvindo isto, os discípulos caíram com o rosto em terra e ficaram muito assustados. Jesus se aproximou, tocou neles e disse: "Levantai-vos, não tenhais medo". Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser Jesus. Ao descerem da montanha, Jesus recomendou-lhes: "Não faleis a ninguém desta visão, até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos".

Comentário: A narrativa da transfiguração, nos três evangelistas sinóticos, Marcos, Mateus e Lucas, é apresentada logo após o anúncio de Jesus sobre os sofrimentos que o esperam em Jerusalém, seguindo-se a repreensão a Pedro que, tomado pela idéia do messias poderoso de Israel, não entende a proposta de Jesus. Estão aí envolvidos dois aspectos: o sofrimento e a glória. Não se trata de sugerir que o sofrimento é o preço a ser pago para atingir a glória, como em uma barganha. A transfiguração é a maravilhosa confirmação de que em Jesus a condição humana é gloriosa, mesmo que seja vulnerável ao sofrimento e à morte, que são passageiros. O realce da dignidade humana, na transfiguração é um apelo aos discípulos a reconhecerem a verdadeira identidade de Jesus e põe em maior evidência o crime hediondo daqueles que planejam matar Jesus. Esta manifestação gloriosa de Jesus se articula com a manifestação por ocasião do seu batismo por João Batista, ambas com o caráter de uma teofania, isto é, com manifestações de sinais e vozes celestiais extraordinárias. Nas duas é feita a proclamação: "Este é meu Filho amado, em quem me comprazo", sendo que na transfiguração é feito o acréscimo: "Ouvi-o!". O Filho amado é o homem Jesus, nascido de Maria, concebido do Espírito Santo, revestido de eternidade em sua humanidade, e nele temos a revelação do reconhecimento da grandiosidade da condição humana, assumida por Deus na encarnação de seu Filho. O cenário, uma alta montanha, e a presença de Moisés e Elias correspondem a uma reapresentação da revelação de Deus. Moisés e Elias subiram à montanha, o Sinai, um para receber a Lei e o outro, para consolidar sua missão profética. Agora ambos vêm a Jesus, transfigurado, para confirmá-lo como a revelação suprema de Deus. Jesus, o simples e humilde homem de Nazaré, na realidade é participante da natureza divina. Em nossa herança cultural encontramos marcas profundas de culto ao poder. Somos levados a discriminar as pessoas, selecionando-as pelos critérios de boa aparência, posses, prestígio, e poder. Comumente são desprezadas as pessoas de condição humilde e destituídas de poder. Subvertendo estes critérios de valores, Deus se revela como aquele que se faz presente e se identifica com os pobres e excluídos. Este homem Jesus, simples, frágil e vulnerável, é o Filho de Deu presente no tempo, mas já inserido na eternidade, em comunhão de amor com o Pai. A glória manifestada na transfiguração é a transparência do amor e da liberdade com que Jesus sempre se relacionou com seus discípulos e com o povo, no dia a dia. Cada discípulo de Jesus é chamado a participar desta glória por sua adesão ao projeto de Deus revelado em Jesus. Jesus nos convida ao desapego dos atrativos e valores de um mundo seduzido pelo poder e pelo dinheiro. Somos chamados a assumir a partilha, a solidariedade e a comunhão no amor e na misericórdia com nosso próximo, pelo que entramos em comunhão com Deus. O Deus de amor revelado por Jesus leva a uma revisão da imagem de Deus apresentada no Primeiro Testamento, como um deus que abençoa alguns a amaldiçoa a outros (primeira leitura). Todos, sem discriminações, somos acolhidos como filhos de Deus, em Jesus, e somos chamados a viver, com alegria, o mundo novo de fraternidade, justiça e Paz, na vida plena e revestidos de imortalidade, pela graça de Deus.



 
 
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